Cidadela
SINOPSE
É simultaneamente um monumental exercício de linguagem, um longo poema em prosa, que Saint-Exupéry começara a escrever em 1936 e que não teve tempo para concluir. Na manhã de 31 de julho de 1944, levantou voo da Córsega e nunca mais voltou à base - terá sido abatido pela Luftwaffe perto da região de Grenoble-Annecy.
Este é pois um texto incompleto, mas de uma riqueza ímpar, a cuja tradução Ruy Belo dedicou dois anos e sobre o qual escreve: «Não temos rebuço em afirmar que Cidadela passará à história, iluminada pelo conjunto da produção de Saint-Exupéry, como uma das obras-primas do nosso tempo.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-38-2993-8 |
| Editor: | Livros do Brasil |
| Data de Lançamento: | agosto de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 235 x 39 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 656 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Dois Mundos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972382993811 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
"Sua tarefa não é de prever o futuro, mas sim de o permitir.”
Carlos Pereira
Obra póstuma de Saint-Exupéry, a mais nua das narrativas que é realmente um tratado filosófico complexo e desafiador sobre a natureza da existência, dever e honra. Uma referência para um propósito para a vida. É prosa, mas lembra poesia. Sugere-se várias leituras do mesmo de modo a absorver tudo.
UMA OBRA COLOSSAL
Garcia Silveiro (2021)
Uma Obra-prima esquecida. É dificil perceber como é que este livro ou caiu no esquecimento ou foi afogentado pela existêndia de " O Principezinho". A única possível explicação é o acesso quase restrito de qual se faz a assimilação dos temas. É uma obra de dimensões consideráveis, não só pelo tamanho e pelas mais de 600 páginas, mas sobretudo pela variedade de temas incutidos nele. Temas que se enterram nas areias de uma prosa poética complexa, e que vão desde o Amor à morte. Sempre num tom confessional, em 1° pessoa, Saint-Exupéry por vezes parece estar a falar consigo próprio: uma conversa na sua cabeça passada para o papel, ao qual o leitor, mesmo querendo, vê-se em extrema dificuldade para a compreender. Sempre com capítulos na sua generalidade pequenos, o livro desenrola-se sem uma história concreta. São os desabafos do governador da "Cidadela", onde as personagens e os espaços existem sem nomes, sem tempo, sem fim: é a obra inacabada do autor francês, publicada postumamente depois da sua morte num acidente de aviacão durante a Segunda Guerra Mundial. É, mesmo inacabado; sem género, tema, ou estilo concreto; o MAGNUM OPUS de Antoine de Saint-Exupéry. Que merecia, tal como os dois anos que Ruy Belo dedicou à tradução desta obra, uma atenção redobrada, e um conjunto de análises e de ensaios que renovassem o entender da obra e construissem novas abordagens à sua compreensão.
Obra singular da literatura
Marília Correia de Barros
Saint Exupéry marcou para a eternidade gerações de leitores com o seu livro Principezinho, uma obra-prima da literatura mundial. Cidadela é um livro enigmático, fascinante, que nos transporta num diálogo enriquecedor com o nosso mundo interior. Uma leitura que não nos deixa indiferentes, com a maravilhosa particularidade de ter sido traduzido por um dos melhores poetas da literatura portuguesa contemporânea, Ruy Belo. Imperdível. Uma obra singular!
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