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Casa da Boneca

Livro 1

de Henrik Ibsen
Editor: Publicações Europa-América, abril de 1998 ‧
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Uma das peças modernas mais conhecida e encenada, a Casa de Boneca define na perfeição o génio com que Henrik Ibsen foi pioneiro da prosa dramática, realista e moderna. Através da personagem central de Nora, Ibsen caracterizou definitivamente a luta humana contra a humilhante pressão das convenções da sociedade.

A rejeição total de Nora a um casamento sufocante e a viver numa casa de boneca chocou os frequentadores das salas de teatro dos finais do século XIX e abriu novos horizontes aos dramaturgos e às audiências do teatro.

Mas os temas sociais audaciosos são apenas um aspecto do poder de Ibsen enquanto dramaturgo. A sua obra Casa de Boneca demonstra igualmente o dom de criar diálogo realistas, o suspense do desenrolar dos acontecimentos e, acima de tudo, as caracterizações psicologicamente profundas que tornam a luta das suas personagens dramáticas totalmente convincente.

Casa da Boneca

de Henrik Ibsen

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721045088
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 1998
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 209 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 117
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Clássicos do Teatro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
EAN: 5601072534087
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma Peça de Teatro do Século XIX que não perdeu actualidade.

Manuel Ramalhete

Confesso que não conhecia a obra deste dramaturgo norueguês. Até porque é muito difícil, actualmente, encontrar exemplares dos seus livros à venda. Nesta “Casa da Boneca” estamos perante uma peça revolucionária que apareceu numa altura em que na Europa já surgiam algumas ainda incipientes tentativas de emancipação das mulheres que na altura não detinham qualquer poder. Por isso esta peça foi objecto de muita polémica. Podemos afirmar que a principal personagem da peça é o poder, representado pelo dinheiro. Henrik Ibsen revela nesta peça toda a sua mestria. Nenhuma fala, nenhum pormenor, gesto ou aparte, está lá por acaso, mesmo que a uma primeira e desprevenida leitura nos escape. Ele vai deixando essas pistas ao longo da trama que, desse modo, acaba por desembocar num final completamente inesperado. Os indícios estão lá mas vão passando despercebidos. Sociologicamente, esta peça testemunha a hipocrisia da sociedade burguesa do Séc. XIX. Em resumo, esta é uma leitura a não perder. Melhor, só vê-la representada

SOBRE O AUTOR

Henrik Ibsen

Henrik Johan Ibsen, dramaturgo, poeta e encenador, nasceu a 20 de março de 1828 em Skien, na Noruega, numa família da classe média alta, de comerciantes bem-sucedidos. Aos quinze anos, altura em que abandonou os estudos para se tornar aprendiz de farmacêutico na cidade de Grimstad, começou a escrever as primeiras peças. Decide dedicar-se definitivamente à escrita depois de ter falhado os exames para ingressar na Universidade de Cristiânia, atual Oslo. Em 1850, com apenas vinte e dois anos, publica, sob pseudónimo, Catilina e Túmulo de Guerreiros. Mudou-se para Bergen, para trabalhar no Det Norske Teater, onde foi responsável pela escrita, encenação e produção de centenas de peças, e, mais tarde, regressou à capital para ocupar o cargo de diretor criativo do Teatro de Cristiânia. Durante esses anos, continuou a escrever, mas a sua produção não encontrava eco na crítica. Em 1858, casa-se com Suzannah Thorensen, com quem tem um filho, Sigurd. Em 1864, desencantado com o país e pela situação financeira que vivia, abandonou a Noruega e estabeleceu-se em Sorrento, na Itália. Foi aí, no ano seguinte, que escreveu Brand, a peça que inaugurou o seu sucesso literário, a que se sucedeu Peer Gynt, considerada a sua magnus opus, e para a qual Edvard Grieg compôs a famosa suite homónima. Em 1868, Ibsen, já um dramaturgo reconhecido e estabelecido, então a viver na Alemanha, inaugura a fase realista da sua obra com Os Pilares da Sociedade (1877), a que se seguiu Casa de Bonecas (1879), peça que lhe granjeou o reconhecimento internacional, e Um Inimigo do Povo (1882), uma tríade de dramas sociais que denuncia o moralismo vigente. Patos Selvagens (1884), Rommersholm (1886) e Hedda Gabler (1890) constituem a fase final da produção de Ibsen, considerado um dos dramaturgos mais influentes da literatura ocidental e o autor mais vezes levado à cena desde Shakespeare. Observador atento da sociedade e crítico feroz do moralismo atávico do final do século XIX, antecipou muitas das críticas sociais e controvérsias modernas com um sentido poético singular.

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