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Cartas de Camilo Castelo Branco - Volume II

de Camilo Castelo Branco
Editor: Lema d`Origem, abril de 2025 ‧
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«Nos diários não destinados à vulgarização, e designadamente nas cartas familiares das grandes intelectualidades, melhormente nos pomos em contacto com elas. O escritor, o sábio, o artista, o homem de estudo ou de negócio - de ação, enfim, escrevendo de amigo para amigo, sem a coação de que enfermam princípios ou ideias preestabelecidas, sem o temor do vulgo ou da crítica, visto que o seu escrito se não destina a nenhuma classe de público, abre-se em confidências, dá e pede conselhos, formula opiniões sobre pessoas e coisas, encomia ou censura despreocupado os casos que mais gratos lhe sorriram ou pior lhe destoaram, revela faces imprevistas do seu carácter e do seu talento, faz à vontade, em mangas de camisa, como quem está em sua casa, a crítica dos acontecimentos. E assim Camilo; lendo a sua correspondência, sentimo-nos mais perto dele, por assim dizer sentados a seu lado, no silencioso gabinete de trabalho da morada burguesa de Seide.»
In Prefácio, de M. Cardoso Marta - coletor e editor das Cartas

Cartas de Camilo Castelo Branco - Volume II

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899237421
Editor: Lema d`Origem
Data de Lançamento: abril de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 232 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 218
Tipo de produto: Livro
Coleção: Palavra
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789899237421

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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