A Viúva do Enforcado
Editor:
Sistema Solar, novembro de 2016 ‧
ver detalhes do produto
11,20€
20% DESCONTO
IMEDIATO
T0daVWRHdHNia1ZrUjI4eVN6bFFlSEZQWldnNWJuVnBjV1pOVjBGclkySkdVSGxPUW1KVFp6QmpOSEYyUWsxSU1HVXpVVlJUYURGV09Tc3pZek0wU1VSTlNETmtiVVUzYzI1aFYzTnhWMFpUVDBZMU1sUkRLMUkyZUVvMFpWSXZRM2QyWW5SWU1uUjFkRmRKYWtkeVMycGtiM1VyV0ZaWFV6WTFjRTEzVFhScFluSXlRbWhEY2pJeFRHTkxhMmRvVGtWMGNXeFBRbGhOUW1WMWVrbG9aMlJqY1ZkNlUxTllOM0pvVW5KNE4wUTBhRGhGUlVkNWNHeHRNbVl5ZEVoQmRtdFhURW81WmxZeE5rTlNPVU5ZT0dzeEx6UnRlazlITjNkcE5FVk1hbW93VnpkQk9UaHpMeTlRU2pkTFUwVTFNMHROTjNaeWMybHNhelpUVG1Wek5qZDBhbEp2U2twRE1IWkZOMFl4ZDBaMk0zTjNaR1ZGVVZFMWFFazRUSEpDUWxsQk1uWjRPREpFZDI1bFp6UTBWSFp4VHpKbFIyVjZMemhRTlRWbFkwSmtXVXRETTFoeFNXUmthSFJKYVRocmMzaFFRMkpXV0UxdWFXaDJabU5DVGpSbVptcGhTUzlNUzIxc1FYSjNTVlZPYmk5VVJubGtRU3RrU25oSFNtbGpXVWRyV25ReWRuUnVRMmQ2TUhWSGJVVk9OVlpVY0VSdE5VOHhNVFZGY1hsbGMyMWxjVFp0WmtoT1pYQjFPR1JCTm14V1RFTk9jMUpHVFZSM05qWXhMMDloYUVod2JGUmxVRXA1ZDB0c1ptVjFSekZ1VEc5SVlrcGxMMHR0UW5ocWRFSkxkMlpSYTBoS0swTTVWRzU1V1hrMWRGaGxNMGxOVUc1S04xbEVWalZ3TTI1a2VXMTZPRWxvZDFsalUzaEpLM2wwZDNWTGVGb3lMMjh4YjBaeFoyUjNRWEpPWm1GUVYwdG9kMjB5YUdSTGFESmxlV1o1YVRnclRXaEtla2czU1ZocFZETnBRbFZSTlRkbE9GaFVUVFJrV25aMVp6MDk6N09OdDJhcVhFUTNBS1NNSG1jeTVyQT09
RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
SINOPSE
— Olha, se eu dava a minha filha a esse Herodes!
Credo! Que vá casar com o diabo que o leve,
Deus me perdoe!
«Teresa amava-o ardentemente. Aquele rapaz era, com efeito, o que devera ter sido o artista de Guimarães para que as duas almas se identificassem. António Maria era arrojado nas aspirações e invejava a morte duns heróis revolucionários, cuja história contava à viúva entusiasta.
Dramatizava coisas insignificantes com atitudes trágicas. Declamava com o timbre metálico de pulmões que se ensaiavam para o fôlego comprido das pugnas parlamentares. Sabia o gesto e a palavra atroadora de Desmoulins e Mirabeau. Era um homem antípoda do defunto Guilherme. Não tinha cismas, arroubos, nem enlevos pelo azul dos céus além. O seu amor manifestava-se em convulsões assustadoras, e às vezes ajoelhava-se aos pés de Teresa com a humildade de uma criança, e não ousava beijar-lhe a barra do vestido. Se lhe apertava, porém, a mão, os seus dedos fincavam-se como garra do açor, e o sangue latejava-lhe nas falanges.
Dizia que tinha vontade de afogá-la nas suas lágrimas, e morrer. Chamava-lhe a sua redentora, porque já não pensava em estrangular os tiranos da pátria, desde que todo o seu futuro estava no amor ou no des prezo da única dominadora do seu orgulho. Se Teresa um dia lhe desse o seu destino, queria ir com ela para a América inglesa, para o coração do mundo onde pulsa a liberdade humana. Se lá a não encontrassem, iriam procurá-la no deserto; à sombra de uma palmeira fariam uma cabana, e no seio de um areal cavariam a sepultura de ambos.
Este homem tinha lido as melhores asneiras de 1829: a Adriana de Brianville e Amélia ou os efeitos da sensibilidade; e conhecia Atalá, traduzido em 1820, e as Aventuras do último abencerragem, em 1828.
Possuía literatura bastante para levar a peçonha dos romances ao serralho de Mahmoud II.»
[Camilo Castelo Branco]
Credo! Que vá casar com o diabo que o leve,
Deus me perdoe!
«Teresa amava-o ardentemente. Aquele rapaz era, com efeito, o que devera ter sido o artista de Guimarães para que as duas almas se identificassem. António Maria era arrojado nas aspirações e invejava a morte duns heróis revolucionários, cuja história contava à viúva entusiasta.
Dramatizava coisas insignificantes com atitudes trágicas. Declamava com o timbre metálico de pulmões que se ensaiavam para o fôlego comprido das pugnas parlamentares. Sabia o gesto e a palavra atroadora de Desmoulins e Mirabeau. Era um homem antípoda do defunto Guilherme. Não tinha cismas, arroubos, nem enlevos pelo azul dos céus além. O seu amor manifestava-se em convulsões assustadoras, e às vezes ajoelhava-se aos pés de Teresa com a humildade de uma criança, e não ousava beijar-lhe a barra do vestido. Se lhe apertava, porém, a mão, os seus dedos fincavam-se como garra do açor, e o sangue latejava-lhe nas falanges.
Dizia que tinha vontade de afogá-la nas suas lágrimas, e morrer. Chamava-lhe a sua redentora, porque já não pensava em estrangular os tiranos da pátria, desde que todo o seu futuro estava no amor ou no des prezo da única dominadora do seu orgulho. Se Teresa um dia lhe desse o seu destino, queria ir com ela para a América inglesa, para o coração do mundo onde pulsa a liberdade humana. Se lá a não encontrassem, iriam procurá-la no deserto; à sombra de uma palmeira fariam uma cabana, e no seio de um areal cavariam a sepultura de ambos.
Este homem tinha lido as melhores asneiras de 1829: a Adriana de Brianville e Amélia ou os efeitos da sensibilidade; e conhecia Atalá, traduzido em 1820, e as Aventuras do último abencerragem, em 1828.
Possuía literatura bastante para levar a peçonha dos romances ao serralho de Mahmoud II.»
[Camilo Castelo Branco]
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898566812 |
| Editor: | Sistema Solar |
| Data de Lançamento: | novembro de 2016 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 207 x 8 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 144 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898566812 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A beleza dos clássicos
Ricardo da Silva
Um excelente livro e bem ao estilo Camiliano. Um clássico da literatura portuguesa a não perder.
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%O Conde d'Abranhos seguido de A CatástrofeLivros do Brasil9,99€ 10% CARTÃO
-
10%Os Fidalgos da Casa MouriscaPorto Editora9,99€ 10% CARTÃO