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A Invenção da Modernidade

(Sobre Arte, Literatura e Música)

de Charles Baudelaire
Editor: Relógio D'Água, dezembro de 2006 ‧
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«Ao contrário do que é costume na maior parte das antologias de Baudelaire, que tende a separar a crítica de arte da crítica literária, procedi a uma justaposição dos textos sobre arte, literatura e música. Esta justaposição não é mais do que o reconhecimento do modo como Baudelaire transita de um campo artístico para outro, procurando analogias e correspondências (no sentido horizontal, sinestésico, da relação entre os sentidos), que o uso de designações cruzadas entre poeta e pintor exemplifica. 'M. Victor Hugo est devenu un peintre en poésie; Delacroix [...] est souvent [...] un poète en peinture' (Salon de 1846).
O que esta antologia procura mostrar é, pois, um pensamento em processo - e isto é moderno.»
Da Introdução

A Invenção da Modernidade

(Sobre Arte, Literatura e Música)

de Charles Baudelaire

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088850
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 240 x 27 mm
Páginas: 360
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789727088850

Uma visão (pessimista) da modernidade

a manso

Quando o génio da poesia se une à mestria da arte, a construção do mundo é posta em causa e a natureza humana fica despida de si mesma.

SOBRE O AUTOR

Charles Baudelaire

Baudelaire nasceu em Paris a 9 de abril de 1821, filho de François Baudelaire e da jovem Caroline. Após a morte do marido em 1827, esta desposou o comandante Aupick, mais tarde general e embaixador francês em Espanha, com quem Baudelaire cedo se incompatibilizaria. Ao atingir a maioridade reivindica a herança paterna, que irá desbaratar, consome ópio e haxixe (experiência que está na origem de Os Paraísos Artificiais, de 1860) e relaciona-se com a atriz Jeanne Duval. Conhecido principalmente pela sua poesia, Baudelaire também fez crítica literária e artística, ensaio, novelas e traduções, das quais se destaca uma parte substancial da obra de Edgar Alan Poe. Ficaram para as posteridade os seus livros O Pintor da Vida Moderna (1863), a obra póstuma O Spleen de Paris (1869) ou As Flores do Mal (1857), obra-prima da poesia moderna que escandalizou a sociedade francesa da época e condenou o autor ao banco dos réus. Com uma saúde já fragilizada pela sífilis, Baudelaire ficará paralisado após uma queda na igreja de St. Loup, acabando por morrer anos mais tarde, a 31 de agosto de 1867.

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