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A Ilustre Casa de Ramires

de Eça de Queiroz
Editor: Editora Guerra & Paz, março de 2018 ‧
13,90€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Esta é a história de Gonçalo Mendes Ramires, um dos grandes heróis queirosianos. Último descendente de uma antiga família aristocrática, cujas origens remontam aos tempos dos reis suevos, carrega em si o peso dos gloriosos feitos dos seus antepassados. Contudo, não consegue ombrear com essa memória. Empobrecido, com um carácter hesitante e fraco que o aprisiona e humilha, sonha libertar-se. Gonçalo quer viver, criar obra, honrar a história familiar.

Entrecruzam-se na narrativa dois tempos: o passado, o romance dentro do romance, cujo autor é o próprio Gonçalo, verdadeira reflexão sobre a literatura e a criação literária, e o presente da acção, triste e cabisbaixo, onde a mesquinhez e o provincianismo imperam, contrastando com a valentia de outras épocas.

A pena de Eça, de uma prosa perfeita e ironia acutilante, demorou mais de sete anos a escrever A Ilustre Casa de Ramires. Todo este labor resultou num livro que é um monumento à língua portuguesa, um clássico absoluto. A sua leitura, mais do que um prazer, é uma obrigação.

A Ilustre Casa de Ramires

de Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897023675
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: março de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 232 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 312
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos da Guerra e Paz
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897023675

Leitura obrigatória

Tiago Silva

Eça de Queiroz narra no seu romance a história de Gonçalo Mendes Ramires que deseja entrar na política e vê essa oportunidade surgir através da possibilidade de escrever um romance. Duas histórias, onde se reflete sobre a produção literária e se compara os valores heróicos de outros tempos e a mesquinhez do presente.

SOBRE O AUTOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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