À Espera de Godot

de Samuel Beckett
Editor: Cotovia, abril de 2001 ‧

«Inventor da farsa metafísica, misturador do trágico, do burlesco e do cómico, com Beckett fica-nos a certeza de estarmos perante uma obra rigorosa, feita a partir de um universo que não é só de vazio e desolação mas de fluxos emotivos, que imobilizam ou agitam as suas personagens.»
Diário de Notícias

«Ao longo deste meio século, desde que subiu á cena no Teatro Babylone, À espera de Godot tornou-se num clássico do teatro contemporâneo, chegando a criar uma «Godotologia» em torno do significado do nome Godot.»
Jorge Henrique Bastos, Expresso

«A bomba de Hiroxima ecoou neste texto ainda enigmático de Beckett, finalmente reeditado e com tradução rigorosa. Onde ecoa o que se passa agora.»
Jorge Silva Melo, Diário de Notícias

À Espera de Godot

de Samuel Beckett

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727950089
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: abril de 2001
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 204 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789727950089
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Absurdismo beckettiano

Mary

Se não leu este livro, leia. É uma das peças de teatro mais inovadoras e brilhantes da história da literatura por algum motivo. Aviso apenas que irá chegar ao final exatamente como começou inicialmente.

À espera do tempo que já passou

Tiago Magueta

Livro escrito em jeito de teatro. Este livro fala sobre dois vagabundos que estão à espera de Godot. Mas Godot demora a chegar, e os vagabundos vão falando, e falando, e tentando arranjar formas de ocupar o tempo para que passe mais rápido até à chegada de Godot. Uma história muito original, engraçada e cheia de peripécias que nos prendem do inicio ao fim do livro. Recomendo.

Anacrónico

Nuno Veríssimo

A propósito deste livro anacrónico apetece-me citar um verso da música "Eternamente tu", de Jorge Palma: "O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, o tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção, se abandornarmos as horas não nos sentimos sós, meu amor, o tempo somos nós".

SOBRE O AUTOR

Samuel Beckett

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1969

Romancista e dramaturgo irlandês, Samuel Barclay Beckett nasceu a 13 de abril de 1906 na cidade de Dublin. Oriundo de uma família protestante abastada, estudou na Portora Royal School antes de ingressar no Trinity College da sua terra natal. Após ter conseguido o bacharelato em Estudos Franceses e Italianos, no ano de 1927, Beckett começou a trabalhar como professor em Belfast. Mudando-se para Paris, passou a frequentar a pequena comunidade literária de expressão britânica que se reunia na famosa livraria Shakespeare and Company de Sylvia Beach, onde conheceu James Joyce. Auxiliou o compatriota na preparação do manuscrito de Finnegan's Wake (1939) e lecionou Inglês na École Normale Superieure .
Em 1930 Beckett estreou-se como poeta, ao publicar Whoroscope, um monólogo dramático que fazia protagonizar pelo filósofo francês René Descartes, que empreendia uma meditação sobre os mistérios de Deus, da vida e da morte, enquanto esperava pelo seu pequeno-almoço, uma substancial omeleta. No ano seguinte reuniu uma coletânea de ensaios com o título Proust (1931) e, de regresso a Dublin, licenciou-se pelo Trinity College, o que valeu uma posição como docente de Francês nessa mesma instituição. A morte do pai trouxe-lhe uma herança considerável, recebida em anuidades, facto preponderante na decisão de abandonar a carreira académica em 1932, com o firme propósito de se dedicar inteiramente à escrita.
Julgando Londres um meio mais propício a oportunidades, mudou-se para esta cidade em 1933. Imiscuindo-se na boémia londrina, publicou, no ano seguinte, o seu primeiro romance, More Pricks Than Kicks (1934). Seguiu-se um período difícil na sua vida, marcado por visitas regulares a um psicanalista, entre os anos de 1935 e 1936. Em 1938 foi apunhalado por um proxeneta e hospitalizado. Nesse mesmo ano de 1938 publicou Murphy, obra em que Beckett analisava o mundo da prostituição. Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Samuel Beckett partiu da Irlanda para a França, para se juntar às fileiras da Resistência mas, procurado pelos Nacional-Socialistas, foi obrigado a fugir para o Sul do país, escondendo-se no Roussillon durante dois anos na companhia de uma estudante de piano, Suzanne Dechevaux-Dumesnil, com quem viria eventualmente a casar em 1961.
Trabalhando como lavrador, Beckett continuou a escrever, elaborando o manuscrito do seu segundo romance, que veio a ser publicado em 1953 com o título Watt.
Finda a guerra, Beckett esteve ao serviço da Cruz Vermelha em Paris. Passou a escrever em francês, publicando uma trilogia narrativa composta por Molloy (1951), Malone Meurt (1951) e L'Innommable (1953), e as suas peças de teatro mais famosas, En Attendant Godot (1952), Fin De Partie (1957) e Oh Les Beaux Jours (1961). Estas obras consagraram Beckett como um dos nomes mais proeminentes do teatro do absurdo, lidando com temas complexos e existencialistas como a desilusão, o sofrimento e o absurdo da condição humana. Em Beckett, a ironia amarga resulta de um violento contraste entre a esperança que o homem coloca na sua existência e o que realmente obtém dela.
O ano de 1959 marca o regresso do autor à língua materna, publicando Krapp's Last Tape, peça de teatro em que um velho se senta só num quarto a ouvir gravações do seu passado.
Beckett foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1969, e conta-se que terá utilizado a soma recebida pela Real Academia Sueca em auxílio de artistas necessitados.
Faleceu a 22 de dezembro de 1989 após ter sido hospitalizado por problemas respiratórios.

Samuel Beckett. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU