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Editor: Relógio D'Água, abril de 2004 ‧
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Gonçalo M. Tavares nasceu em Agosto de 1970.
Em 2001 publicou a sua primeira obra Livro da Dança. Entre os seus romances mais recentes contam-se Um Homem: Klaus Klump (2003) e A Máquina de Joseph Walser (2004).
Várias das suas obras têm sido premiadas e traduzidas. Está representado em antologias de poesia publicadas na Holanda e na Bélgica, e editado em revistas inglesas e americanas. O seu livro Jerusalém recebeu o prémio do Círculo de Leitores.

Os braços
Como viver? Não há outra pergunta séria.
Um velho com o braço direito partido
folheia o jornal com a mão esquerda.
Penso: assim seria mais fácil.
O corpo a decidir por nós.
Olho para mim: os dois braços intactos.
Que fazer?

1

de Gonçalo M. Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088119
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 209 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 226
Tipo de produto: Livro
Coleção: Poesia
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789727088119
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Poesia top

Fmo

Poesia ao jeito de Gonçalo m Tavares. Disruptiva , provocadora, acolhedora, esperançosa

Essencial

Ricardo Reis

Um livro essencial para quem gosta de Gonçalo M Tavares e para quem quer conhecer o que de melhor se fez em poesia no nosso país nos últimos anos. Uma poesia de observação, analítica, intercalada com momentos de pura beleza.

Essencial

João Coelho

Uma obra essencial não só para quem já é adepto do autor, mas para quem aprecia a boa poesia contemporânea portuguesa.

SOBRE O AUTOR

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), de Gonçalo M. Tavares, recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França, sucedendo assim à Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, que recebeu este prémio em 2019, e ao escritor catalão Miquel de Palol. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. Saramago vaticinou-lhe o Prémio Nobel. Vasco Graça Moura escreveu que Uma Viagem à Índia dará ainda que falar dentro de cem anos. A The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostrava que a «lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão».

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