Maremorto
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 5600219232220 |
| Editor: | Edições Alambique |
| Data de Lançamento: | novembro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 120 x 187 x 4 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 68 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 5600219232220 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A anatomia do mar
Rita França Ferreira - Desculpas para Ler
Segundo a infopedia.pt, maremoto significa: 1. grande agitação das águas marítimas por vibrações sísmicas, erupções vulcânicas submarinas ou fenómenos de abatimento do fundo, que originam ondas solitárias 2. invasão da costa e do litoral pela onda solitária devastadora. O livro «Maremoto» da Inês Francisco JAcob não tem o efeito de desvastação, mas tem o dom da inquietação, do desassossego e da singularidade. Ao longo de 65 páginas, a poeta parte para uma análise do mar, numa exploração anatómica às sensações, emoções que este «ser vivo» nos provoca. O mar que nos engole e que nos protege, o mar que nos ensina e que nos liberta, o mar que nos conforta e que nos inquieta... Este tratado sobre o mar em forma de poesia é para conquistar, guardar e regressar. Eu sou apaixonada pelo mar. A minha mãe sempre adorou o mar e desde miúda, durante as férias, via a minha mãe muito quieta a olhar o mar. Várias vezes lhe perguntei o que fazia... respondia que estava a falar com o mar. Na altura, com 6/7 anos não percebia muito bem como se falava com o mar. Não via sequer uma concha no ouvido da minha mãe para perceber se era por aí que ele sussurrava conselhos, confessava segredos ou apelava a mais energia, coragem. Até que chegada aos meus 18/20 anos tudo passou a fazer sentido. O molhar as mãos, a cara antes de entrar com toda a energia; as sestas sem hora ao entardecer ao som do mar... onde nada mais importava. E o passado recente e o presente em que é perto do mar e num lugar específico em Portugal, que me conheci, conheço e sonho. São lugares que nos recebem sem pedir nada. Dão-nos cor, tempo e ar. Dão-nos espaço para percebermos quem somos, o que queremos. Dão-nos verdade. Dão-nos a nossa verdade. Sem ilusões. Fui só e sozinha perto do mar. Neste mesmo local. Foi neste mar que desabafei muito das minhas angústias, e foi o mesmo mar onde me defini. Onde recuperei o mais natural. Que confessei o que procurava. O que queria. O que sonhava. Queria esperança e paz. O mar é íntimo e imenso. Se também o for para vós, corram a ler esta anatomia do mar em poesia.
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