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Livro do desassossego eBook

de Fernando Pessoa
Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2014 ‧
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Ebook para wook reader
Publicado pela primeira vez em 1982, quase meio século após a morte de Fernando Pessoa, o Livro do Desassossego é uma obra-prima pouco convencional, resistente às habituais classificações literárias. A palavra desassossego refere-se à angústia existencial do narrador, sim, mas também à sua recusa em ficar quieto, parado. Sem sair de Lisboa, este viaja constantemente na sua maneira de ver, sentir e dizer. Ler este livro, repleto de emoção e observações penetrantes, é uma experiência estranhamente libertadora.

A presente edição procura, na medida possível, respeitar a visão que o próprio autor do Livro nutria para a sua publicação. Inclui todo o material explicitamente destinado à obra e alguns textos adicionais que com quase toda a certeza lhe pertencem e cujo estatuto conjetural é, de qualquer modo, assinalado. A transcrição dos originais, constantemente melhorada ao longo dos anos, é a mais apurada de todas as edições feitas até à data. A introdução do organizador traça a evolução do Livro que ocupou Pessoa durante mais de vinte anos, propondo-nos novas linhas de leitura.

Visite a página especial dedicada a Fernando Pessoa.

Livro do desassossego

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1805-8
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2014
Idioma: Português
Páginas: 464
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Obras de Fernando Pessoa
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Poesia
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Essencial

Susana Fernandes

Obra essencial em cada biblioteca que se preze. Estudei Pessoa e ficou o bichinho. Há muito ansiava por lê-lo novamente. Esta edição quase de bolso é ideal para consultar sempre que precisarmos de nos saciar das palavras pessonianas. Recomendo muitissimo.

Não desaponta

Carla Ribeiro Oleiro

É um livro sobre as sensações de um homem que encontrou o contraponto da vida mecanicamente vivida, do cansaço e da poesia, descrevendo-o com muita lucidez. Já o tinha lido algumas vezes e parece que algo de novo se descobre de cada vez que é lido.

Obra de arte

Carla

Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, deambula pela cidade e pelos seus pensamentos. Com pensamentos soltos e em permanente crise existencial, O Livro do Desassossego obriga-nos a parar e reflectir. Uma verdadeira obra de arte!

A ler.

VS

O Livro do Desassossego é uma daquelas obras literárias que todos deveriam ler. A sua estrutura permite começar e acabar onde se queira e retomá-la vezes sem fim. Das suas melhores obras.

Imperioso

MSousa

Imperioso, necessário, insubstituível! Leitura obrigatória!

Uma grande obra!

Paulo Marques

Sem dúvida, um livro a ler...

Incansável

Daniel Cordeiro

Um livro viciante ao ponto de se dizer "Só mais um excerto" e ler mais dez.

Liberdade de alma

PH

Um livro magnífico, de prosa poética absolutamente perfeita. Um livro dos paradoxos da identidade. "Porque eu não sou nada, eu posso imaginar-me a ser qualquer coisa."

Fantástico

Mariana Ferreira

Indispensável para quem gosta de ler Fernando Pessoa.

Livro do Desassossego

Marcia Monteiro

Uma obra fascinante que nos transporta ao interior de uma das mentes mais brilhantes da Literatura portuguesa.

Uma obra prima

Rafaela Silva, Para Além das Páginas da Vida

Não obstante o desenraizamento temático, já que não existe um pilar comum a todos os textos e não há uma linha progressiva de desenvolvimento, este livro é uma obra prima. Fernando Pessoa escreve poeticamente e maravilhosamente bem, levando-nos a sentir em nós o que ele procura descrever. Podemos abrir em qualquer página, aleatoriamente, e ler a partir daí. Podemos começar no início, no meio ou no fim do livro, e será sempre coerente. Cada texto é um texto, e cada texto é um sentimento.

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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