Um dia na vida de Ivan Deníssovitch

de Aleksandr Soljenítsin
Editor: Sextante Editora (chancela), setembro de 2012 ‧
Expressamente citado pela Academia Sueca no momento da atribuição do Prémio Nobel de Literatura a Aleksandr Soljenítsin, em 1970, Um dia na vida de Ivan Deníssovitch foi o primeiro romance publicado na União Soviética relatando a vida nos campos de trabalho dos prisioneiros políticos e a repressão estalinista.

Nessa altura, em 1962, embora causando grande polémica interna, a obra foi saudada em todo o mundo como símbolo da nova literatura russa e da abertura krutcheviana. Mas em 1974 Soljenítsin viria, depois de expulso da União dos Escritores, a ser detido e deportado.

Um dia na vida de Ivan Deníssovitch relata um dia de um prisioneiro num gulag do Cazaquistão. Narrativa brilhante e densa, herdeira das grandes tradições da literatura russa.

A Sextante inicia com este romance a publicação em Portugal de obras de Aleksandr Soljenítsin pela primeira vez traduzidas diretamente do russo. Seguir-se-ão o romance A casa de Matriona e o volume de contos Zacarias Escarcela e outros contos.

Um dia na vida de Ivan Deníssovitch

de Aleksandr Soljenítsin

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-676-168-4
Editor: Sextante Editora (chancela)
Data de Lançamento: setembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989676168411
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Muito bom, recomendo

Marcelo Nunes

Livro muito interessante que faz viajar no tempo e nos transporta para o interior de um campo de trabalhos forçados da Ex-URSS

UM HOMEM QUALQUER

Joaquim Moedas Duarte

"Um dia na vida de Ivan Denissovitch" é um testemunho ficcionado de alguém que viveu na pele a experiência de um campo de presos políticos. Consciente de que o limiar entre a a crua descrição panfletária e a narrativa atraente e é uma linha muito ténue, A. Soljenitsin conseguiu um registo de escrita que supera o dilema e criou um clássico da literatura memorialística. A atractividade narrativa deve muito à escrita de recorte cinematográfico, com frases curtas e anotações rigorosas e coloridas que apelam aos sentidos de quem lê, sobretudo a visão e o olfacto. Lemos e estamos a ver e a cheirar o ambiente. E depressa entendemos que o protagonista é muito mais que Ivan, pode ser um homem qualquer. Podia ser um de nós.

Devastador

Rui Bras

Brilhante ilustração das condições de vida num GULG, aterrador como o ser humano pode ser tão cruel e a resistência humana na luta pela sobrevivência

A vida em cativeiro

Ivania

Descrição crua de um dia num Gulag, escrita poderosa, muito bom.

A Simplicidade desarmante de uma vida em cativeiro

JM

A descrição do escritor de um dia na vida deste prisioneiro é simplesmente brilhante. A atenção dada aos pormenores e as descrições de uma vida dura em cativeiro, trabalho árduo e temperaturas negativas, fazem com que estejamos também lá com ele a sofrer.

Prelúdio do Gulag

C. Jorge

O prelúdio do "Arquipélago Gulag" é um livro que nos faz repensar ao quão baixo a miséria humana pode descer. Este testemunho é um louvor à coragem de quem conseguiu resistir e encontrar forças nos lugares onde a única esperança é a de que a morte seja rápida e indolor. Recomenda-se a leitura, desde que não seja em dias de depressão.

Experiência aterradora

Manuel Duarte

Este livro relata a experiência do autor num campo de concentração soviético, situado na sibéria. Um livro revelador de como regimes totalitários podem destruir um povo. O autor foi preso por ter sido cercado pelo exército alemão em 1941 e por ter conseguido fugir a esse cativeiro, mas mal sabia que lhe estaria reservado outro

"Um dia na vida" para não esquecer a História

N. Almeida

"Um dia na vida de Ivan Deníssovitch" é um poderoso relato da opressão daqueles que têm sido sistematicamente esquecidos pela história. Tão poderoso como os relatos das atrocidades e da opressão cometidas pela Alemanha Nazi, o jugo do totalitarismo da URSS transparece nesta obra curta mas magnífica.

História num pequeno clássico

Paulo Jorge 06-09-2014

Este livro é a voz de todos aqueles que não puderam relatar os seus dramas. A vida dos trabalhos forçados , a desumanização , as atrocidades no seu pior. Pergunto-me . como foi isto possível ? No entanto, uma surpreendente publicação.

SOBRE O AUTOR

Aleksandr Soljenítsin

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1970

Aleksandr Soljenítsin nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de novembro de 1918. Combateu na Segunda Guerra Mundial e esteve preso e internado em campos de trabalho forçado de 1945 a 1953, após críticas privadas a Estaline. Ilibado na sequência da «abertura» criada pelo famoso discurso de Krutchev denunciando os crimes estalinistas, foi professor e iniciou o seu percurso de escritor nos anos 50. Um Dia na Vida de Ivan Deníssovitch, classificado por Aleksandr Tvardovski, seu editor na revista Novy Mir, em 1962, como um «clássico», teve a sua publicação expressamente autorizada por Krutchev e foi estudado nas escolas. Mas a vida de escritor de Soljenítsin viria a ser atribulada e reprimida na sequência da recusa pela União dos Escritores da publicação de Pavilhão de Cancerosos e da atribuição do Prémio Nobel de Literatura em 1970. Pouco depois da publicação de O Arquipélago Gulag em Paris, em 1974, foi expulso da União Soviética, vivendo na Suíça, em França e nos Estados Unidos até à queda do Muro de Berlim, após o que regressou a Moscovo, em 1994, sendo recebido triunfalmente. Faleceu a 3 de agosto de 2008. As suas obras marcam indelevelmente a literatura russa do século xx, inserindo-se na grande tradição narrativa de nomes como Tchékhov, Tolstói e Dostoiévski.

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