10% de desconto

A casa de Matriona

seguido de Incidente na estação de Kotchetovka

de Aleksandr Soljenítsin
Livro eBook
Editor: Sextante Editora (chancela), outubro de 2013 ‧
15,50€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
A casa de Matriona é não só uma das mais belas obras de Soljenítsin, como também uma das que mais influenciaram a literatura russa.
Velha camponesa reformada, Matriona esconde um coração puro e uma alma justa. Sempre pronta a ajudar apesar da miséria em que vive, ela acolhe em sua casa o narrador, um professor regressado do Gulag que vai encontrar nessa casa a Rússia profunda, ainda impregnada de cristianismo.
A tragédia entra no relato com a chegada do cunhado de Matriona, um velho ganancioso que tinha sido seu namorado…
Relato de grande lirismo popular, esta novela marcou o início da procura das raízes russas destruídas pela revolução.

Em Incidente na estação de Kotchetovka, o tenente Zotov, em plena Segunda Guerra Mundial, vê surgir, por entre comboios de soldados selvagens, um homem afável, à civil, que perdeu os seus papéis militares. Zotov é conquistado pelas suas boas maneiras. Mas, pouco a pouco, a dúvida insinua-se…

A casa de Matriona

seguido de Incidente na estação de Kotchetovka

de Aleksandr Soljenítsin

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-676-036-6
Editor: Sextante Editora (chancela)
Data de Lançamento: outubro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989676036610
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Excelente

Marília Correia de Barros

Já li vários livros de Soljenitsin e sempre me agradou a sua leitura. No primeiro conto descrito pelo narrador, professor e saído de um gulag, mostra a pobreza de Matriona, devota, generosa mas muito pobre. Com a casa infestada de ratos, que na minha opinião são metáforas ao regime, porque os ratos passeavam-se por entre as paredes cobertas por várias camadas de papel de parede. A vida de Matriona nunca foi fácil: pobre decide ultrapassar a burocracia e depois de preencher centenas de papéis, lá consegue a pensão do marido desaparecido na II guerra mundial. Quando a vida começa a sorrir-lhe morre tragicamente num acidente. O segundo conto passa-se em plena guerra em que um chefe de estação acaba por encontrar um amigo. Mas entretanto a dúvida instala-se e começa a duvidar se aquele homem tão agradável e bem educado não será um fugitivo á frente de combate.

Matriona

Carlos

A casa de Matriona é um conto bastante interessante e tocante, a exposição das contradições do comunismo.

O poder das gentes simples

Bruno

Uma espécie de Mãe Coragem mais dócil, mais digna e conformada sem nunca perder o amor. Mulher simples e faz falta tanta gente simples.

No seu melhor

Ana Gonçalves

A história da Matriona transporta-nos para aquele lugar em que o acolhimento ainda é possível mesmo sob circunstâncias inóspitas. Aprendemos que, a justiça e a bondade existem dentro de cada gesto desta mulher. Soljentisin, mais uma vez,a dar testemunho de uma Rússia dividida dentro de si mesma.

outro belo clássico

Paulo Jorge 06-09-2014

Confesso ainda nada tinha lido deste autor, mas, foi nesta descrição simples e que tão bem retrata a sociedade que me cativou. A perfeita simbiose entre o pensamento do autor e as personagens ,em especial a Matriona, tão simples , a tortura silenciosa, que a vida lhe impõs, sem dúvida uma personagem surpreendente para uma boa leitura.

Um clássico

Rita Oliveira

Na boa tradição russa, Aleksandr Soljenítsin descreve na perfeição o ambiente opressivo de uma aldeia de meados do século XX. Através de Matriona, uma viúva pobre, generosa e de hábitos simples, retrata a restante sociedade, onde o egoísmo e a inveja predominam. Matriona é, no fundo, uma «simples», alguém a quem ninguém liga mas que acaba por fazer falta a todos. Até que um dia isso se torna bem evidente. Como o próprio conto esteve para se chamar, «sem um simples não há aldeia que se aguente». A segunda história fala-nos de um tenente responsável por um entroncamento de caminhos de ferro durante a guerra, e de como se deixa fascinar por um estranho que um dia por ali aparece. Gostei também, pelo ambiente, apesar de por vezes me ter perdido pelo nome das muitas personagens para um conto tão curto.

SOBRE O AUTOR

Aleksandr Soljenítsin

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1970

Aleksandr Soljenítsin nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de novembro de 1918. Combateu na Segunda Guerra Mundial e esteve preso e internado em campos de trabalho forçado de 1945 a 1953, após críticas privadas a Estaline. Ilibado na sequência da «abertura» criada pelo famoso discurso de Krutchev denunciando os crimes estalinistas, foi professor e iniciou o seu percurso de escritor nos anos 50. Um Dia na Vida de Ivan Deníssovitch, classificado por Aleksandr Tvardovski, seu editor na revista Novy Mir, em 1962, como um «clássico», teve a sua publicação expressamente autorizada por Krutchev e foi estudado nas escolas. Mas a vida de escritor de Soljenítsin viria a ser atribulada e reprimida na sequência da recusa pela União dos Escritores da publicação de Pavilhão de Cancerosos e da atribuição do Prémio Nobel de Literatura em 1970. Pouco depois da publicação de O Arquipélago Gulag em Paris, em 1974, foi expulso da União Soviética, vivendo na Suíça, em França e nos Estados Unidos até à queda do Muro de Berlim, após o que regressou a Moscovo, em 1994, sendo recebido triunfalmente. Faleceu a 3 de agosto de 2008. As suas obras marcam indelevelmente a literatura russa do século xx, inserindo-se na grande tradição narrativa de nomes como Tchékhov, Tolstói e Dostoiévski.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU