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Um Bom Homem é Difícil de Encontrar

de Flannery O'Connor
Editor: Relógio D'Água, junho de 2015 ‧
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Este clássico moderno mostra-nos Flannery O'Connor como uma das mais originais e talentosas escritoras do Sul dos E.U.A. A sua visão apocalíptica da vida evidencia-se em situações grotescas e por vezes divertidas em que a personagem principal defronta um problema de redenção: a avó, que enfranta um assassino; um rapaz de quatro anos que procura o Reino de Cristo nos rápidos dum rio; o general Sash está prestes a conhecer o seu derradeiro inimigo.

«Selvajaria, compaixão, farsa, arte e verdade fazem parte destas histórias. (…) É-me difícil imaginar um escritor mais divertido ou assustador.»

Robert Lowell, The New York Times Book Review

Um Bom Homem é Difícil de Encontrar

de Flannery O'Connor

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896415372
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: junho de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 238 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789896415372

Mais vale um mal conhecido do que um bem por conhecer, também podia ser o título

https://leiturasemclube.blogspot.com

Um Bom Homem é Difícil de Encontrar e outras histórias é um livro extraordinário. Apesar de ser o primeiro conto que dá o título ao livro, termina por ser o mote para este e para os restantes contos. As personagens principais são más, mesquinhas, ridículas ou patéticas. Apenas as personagens secundárias, cujos contorno são muito esbatidos, poderão, eventualmente, fugir a estes predicados. As histórias decorrem no sul dos EUA, local onde a autora viveu e nasceu, e que parece ser o cenário ideal para estes contos. A primeira história apanha-nos de surpresa, embora o título nos forneça uma pista para o que irá acontecer. E se as outras histórias já não nos surpreendem da mesma forma, não deixam de nos desconcertar ou surpreender. Com alguns contos, especialmente os dois últimos - Boa Gente do Campo e O Refugiado - senti não só surpresa como até algum desconforto ou inquietação. Talvez porque em ambos os casos senti alguma empatia pelas vítimas. Um retrato cruel da natureza humana que nalguns casos permanece de uma imensa atualidade.

SOBRE O AUTOR

Flannery O'Connor

Escritora norte-americana, Mary Flannery O'Connor, nascida a 25 de março de 1925, em Savannah, no estado da Géorgia, e falecida a 3 de agosto de 1964, tornou-se conhecida pelos seus contos de cariz gótico sulista. A sua escrita incidiu principalmente na decadência do Sul americano e das suas gentes, combinando o cómico, o trágico e o brutal.
Aos doze anos, quando foi diagnosticada lúpus (uma doença hereditária) ao seu pai, mudou-se para Milledgeville, onde a mãe nascera, também na Georgia. O pai viria a morrer três anos mais tarde.
Flannery O'Connor licenciou-se em Inglês e Sociologia e, em 1946, foi aceite a sua candidatura ao Iowa Writers' Workshop. Logo nesse ano, publicou a sua primeira história, The Geranium. Mais tarde viria a reescrever esta história e a intitulá-la Judgement Day. Seria o seu último escrito conhecido. Em 1947, publicou o primeiro dos seus dois únicos romances, Wise Blood, com o qual ganhou o Rinehart-Iowa Fiction Award. Dois anos depois, aceitou o convite do tradutor de grego e poeta Robert Fitzgerald para ir morar com ele e com a mulher em Redding, no estado do Connecticut. No entanto, passado um ano foi diagnosticada lúpus a Flannery O'Connor e deram-lhe uma esperança de vida de cinco anos (acabou por viver cerca de quinze). Resolveu regressar a Milledgville, para a sua quinta de Andalusia.
Foi o seu período mais criativo e, em 1955, ela própria fez uma recolha do seus contos e publicou A Good Man Is Hard to Find and Other Stories (Um Bom Homem É Difícil de Encontrar). Em 1960, lançou o seu segundo romance, The Violent Bear It Away (O Mundo É dos Violentos). Passados cinco anos saiu, a título póstumo, nova coletânea de contos, Everything That Rises Must Converge, que ainda foi compilada pela autora.
Paralelamente à atividade de escritora, Flannery O'Connor dedicou-se também, na sua quinta em Andalusia, à criação de aves, nomeadamente pavões, e à pintura.
Quando morreu aos 39 anos, a 3 de agosto de 1964, Flannery O'Connor tinha produzido 32 contos e dois romances.
Posteriormente à sua morte, foi criado o Prémio de Conto Flannery O'Connor, que é atribuído anualmente nos Estados Unidos da América.

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