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Sou do Tamanho do Que Vejo

Antologia de Poesia

de Fernando Pessoa; Ilustração: Jaime Ferraz
Editor: Fábula, setembro de 2019 ‧
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Fernando Pessoa é uma das personalidades fundamentais da Literatura Portuguesa. Os mais jovens ouvem o seu nome e deparam-se desde cedo com a sua imagem, mas é comum só conhecerem os textos que ele escreveu quando têm de os estudar na escola.

E se ler é maçada, estudar é nada, este livro, ilustrado pelo talentoso Jaime Ferraz, pretende justamente revelar-lhes o poeta e mostrar-lhes como é bom ler só por prazer.

No seu texto introdutório, a escritora Carla Maia de Almeida apresenta-nos este homem complexo e misterioso, cuja obra é hoje conhecida e admirada em todo o mundo.

Edição especial com encadernação em capa dura

Sou do Tamanho do Que Vejo

Antologia de Poesia

de Fernando Pessoa; Ilustração: Jaime Ferraz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898864932
Editor: Fábula
Data de Lançamento: setembro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 206 x 11 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Pé de Pato
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Contos Fábulas e Narrativas > Infantil (6 a 10 anos)
EAN: 9789898864932
Idade Mínima Recomendada: Maiores de 9

Encantador

Marina Flores

O livro é lindo! Tem uma introdução breve mas muito boa sobre a vida de Fernando Pessoa. Segue-se então lindos poemas dele e de seus pseudônimos (cada qual no seu capítulo). Encantador para quem aprecia poesia é uma óptima porta de entrada para as crianças tomarem gosto por este estilo de escrita. Recomendo para os mais crescidos, a partir dos 9 anos. (Obs.: há um livro desta mesma colecção que faz sucesso com os mais pequenos, chama-se “Rimas Traquinas” de José Jorge Letria).

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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