Sobre o Haxixe e Outras Drogas

de Walter Benjamin
Editor: Assírio & Alvim, outubro de 2010 ‧
7,75€
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Neste pequeno livro Walter Benjamin faz uma fascinante digressão acerca do haxixe, dos seus efeitos, e também acerca de outras drogas, como a mescalina.

«Nota prévia:Umdos primeiros sinais de que o haxixe começou a actuar «é uma vaga sensação de premonição e angústia; qualquer coisa de estranho e de inevitável se aproxima…Surgem imagens e séries de imagens, recordações hámuito tempo soterradas, regressamcenas e situações que começampor suscitar interesse, às vezes prazer, e finalmente, quando não conseguimos libertar-nos delas, cansaço e dor. Somos surpreendidos e assaltados por tudo o que acontece, tambémpor aquilo que dizemos e fazemos. O riso, tudo o que dizemos, atingem-nos como acontecimentos vindos de fora. Chegamos tambéma experiências próximas da inspiração, da iluminação…Oespaço pode dilatar-se, o chão inclinar- se, surgemsensações atmosféricas: névoa, opacidade, pesadez do ar; as cores tornam-semais claras, mais luminosas, e os objectos mais belos, ou então mais toscos e ameaçadores…Tudo isto não acontece de forma contínua; omais comumé umamudança ininterrupta entre estados oníricos e de vigília, umvaivémconstante, e por fimesgotante, entre diversos estados de consciência; este afundamento e esse emergir podem dar-se no meio de uma frase…De tudo isto o tomador de haxixe dá conta numa forma que a maior parte das vezes se afasta muito da norma. Devido ao corte frequente entre cada lembrança e a precedente, o nexo entre as coisas torna-se difícil de estabelecer, o pensamento não ganha forma de palavra, a situação pode tornar-se tão irresistivelmente hilariante que o consumidor de haxixe duranteminutos não consegue fazermais nada a não ser rir…A lembrança do estado de êxtase é surpreendentemente nítida.» (De: Joël e Fränkel, «Der Haschisch-Rausch» [O êxtase do haxixe], KlinischeWochenschrift, 1926, V, 37).»

Sobre o Haxixe e Outras Drogas

de Walter Benjamin

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1521-7
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: outubro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 186 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Alfinete
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789723715217

Um excelente livro

cclameira

Um ótimo livro para quem interesse sobre substâncias psicoativas. De leitura muito fácil e compreensivel.

Fascinante!

Madalena R. Silva

Walter Benjamin neste livro faz uma fascinante viagem pelo mundo do haxixe e de outros drogas, apresentando um meticuloso estudo acerca das suas experiências com o uso do haxixe, mescalina e do ópio. As suas experiências são narradas neste livro de uma forma que nos não permite largar o livro. Excelente filósofo, excelente livro.

Experiência partilhada

David Sousa

Num dos temas ainda hoje mais controversos e descriminados, Walter Benjamin, um dos maiores filósofos e pensadores do século XX, permite-nos divagar, e entrar na sua própria experiência sob o efeito de diversas drogas, nomeadamente o haxixe. Com as suas "viagens" descritas minuciosamente, somos constantemente convidados e tentados a embarcar, numa procura por experiencias desafiadoras como as que o autor descreve. Sem dúvida, um minucioso "folheto informativo" para o uso de determinadas drogas.

Experiência partilhada

David Sousa

Num dos temas ainda hoje mais controversos e descriminados, Walter Benjamin, um dos maiores filósofos e pensadores do século XX, permite-nos divagar, e entrar na sua própria experiência sob o efeito de diversas drogas, nomeadamente o haxixe. Com as suas "viagens" descritas minuciosamente, somos constantemente convidados e tentados a embarcar, numa procura por experiencias desafiadoras como as que o autor descreve. Sem dúvida, um minucioso "folheto informativo" para o uso de determinadas drogas.

SOBRE O AUTOR

Walter Benjamin

Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892, no seio de uma família judaica. Estudou Filosofia em Berlim, Munique e Freiburg e doutorou-se em Berna (Suíça) no ano de 1919, com a tese A Crítica de Arte no Romantismo Alemão. A ascensão de Hitler e do nazismo obrigaram-no a fugir de Berlim, em 1933. Residiu sobretudo em Paris, com passagens por Itália e por Espanha. O medo de ser entregue à Gestapo e as dificuldades em passar a fronteira entre França e Espanha conduziram-no ao suicídio em 1940. Como legado deixou-nos uma obra filosófica de uma impressionante atualidade, onde se cruzam os assuntos que tentava compreender e estudar: História, Modernidade, Arte, Tecnologia, literatura dos séculos XIX e XX e a ascensão da cultura de massas, assim como numerosas traduções e análises literárias a Baudelaire, Brecht, Hölderlin, Kafka e Proust.

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