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Quantas Madrugadas Tem a Noite

de Ondjaki

editor: Editorial Caminho, abril de 2004
"Quantas Madrugadas Tem a Noite" está destinado a ser um marco na literatura angolana e na literatura de língua portuguesa em geral. Com uma extraordinária mestria narrativa, Ondjaki conta aqui uma história em que não se sabe o que admirar mais, se a fulgurante imaginação do autor, se a sua capacidade para a criação de tipos e situações carregados de significado, se a sua capacidade para elevar a linguagem coloquial a um altíssimo nível literário. O humor, a farsa, o lirismo, a tragédia, o horror, todos estes sentimentos são aqui convocados e expostos, com a fluência de quem conta, simplesmente, uma história, na Luanda dos dias de hoje. Assim:
«Num tenho dinheiro, num vale a pena te baldar. Mas, epá, vamos só desequilibrar umas birras; sentas aí, nas calmas, eu te pago em estória, isso mesmo, uma pura estória daquelas com peso de antigamente, nada de invencionices de baixa categoria, estorietas, coisas dos artistas: pura verdade, só acontecimentos factuais mesmo. A vida não é um carnaval? Vou te mostrar alguns dançarinos, damos e damas, diabo e Deus, a maka da existência.
Transformo só o material pra lhe dar forma, utilidade. O artista molha as mãos pra trabalhar o destino do barro? Eu molho o coração no álcool pra fazer castelo das areias em cima das estórias...
Uma noite, quantas madrugadas tem?»

"O livro devolve a quem o leia o ancestral prazer das histórias contadas à lareira, noite dentro."
Manuel Jorge Marmelo, Mil Folhas (Público), 02 de Janeiro de 2004

Quantas Madrugadas Tem a Noite

de Ondjaki

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722116268
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 212 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 204
Tipo de produto: Livro
Coleção: Outras Margens
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722116268
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
e e e e E

Sempre surpreendente

Cátia

Adoro a escrita de Ondjaki e considero que é um dos melhores escritores angolanos da nova geração. Vale a pena ler! Nenhum livro que li do autor me desiludiu. Recomendo.

e e e e e

Espelho

Eu moro no Brasil e nunca estive em Luanda. Talvez passe a vida toda sem poder dizer que estive em solo angolano e, no entanto, posso dizer que tenho amigos que nasceram e viveram lá. Quantas madrugadas tem a noite foi meu primeiro encontro com a prosa do Ondjaki, de quem, até então, só conhecia os poemas pelos quais me apaixonei com imensa facilidade. O livro narra o encontro da estória do AdolfoDido - que, entre uma cerveja e outra, acaba por embriagar-nos entre as palavras sem que saibamos precisar quando e como aconteceu - com muitas outras estórias (ou histórias?) de muitas outras gentes maravilhosamente interesantes. Em algumas páginas de Quantas madrugadas tem a noite me senti observadora de um universo fantástico que pareceria irreal se a poesia não o tivesse tornado deliciosamente humano. Foi nas passagens em que me senti próxima ao AdolfoDido, que narra os acontecidos e os desacontecimentos, que mais me emocionei. Em alguns momentos me senti como o terceiro elemento, mudo, à mesa, com ouvidos atentos e olhares apurados. Também pude sentir como se AdolfoDido tivesse a minha voz, como se compartilhássemos as dores de desexistir e o deslumbramento ante a beleza encontrada no improvável, porque a sensibilidade permite enxergar além da grandiosidade do óbvio. Terminei a leitura de Quantas madrugadas tem a noite aos prantos, em lágrimas que misturavam saudade e gratidão. Não é sempre que nos encontramos em um espelho que parece distante do olhar - porque é dentro.

e e e e e

Quantos autores surpreendem com este?

Pedro Antunes

Escolhi este livro por acaso, apenas por querer ler um autor angolano e foi mesmo uma agradável supresa! Uma história escrita que se parece mais com uma estória contada. Deixei-me levar pela narrativa, pela linguagem, pelas situações, as personagens... Um grande livro. Tenciono acompanhar este autor promissor.

Ondjaki

Ondjaki nasceu em Luanda em 1977. Prosador. Às vezes poeta. É membro da União dos Escritores Angolanos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, swahili e polaco. Prémio Literário Sagrada Esperança 2004 (Angola) e Prémio Literário António Paulouro 2004; Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» C. M. de Vila Nova de Famalicão/APE 2007, com os da minha rua; o Grinzane for Africa Prize – Young Writer 2008 (pelo conjunto da obra); Prémio FNLIJ (Brasil 2010, 2013 e 2014); prémio JABUTI (Brasil 2010), na categoria Juvenil, com AvóDezanove e o segredo do soviético (romance); e o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância, 2012, com a bicicleta que tinha bigodes. Em 2013, com os transparentes, ganhou o Prémio José Saramago.
Vence o prémio Literário Vergílio Ferreira 2023 da Universidade de Évora. O júri, que decidiu a atribuição por unanimidade, destacou "o contributo que Ondjaki faz para que a língua portuguesa seja língua de reconciliação e mesmo de consciência crítica para todos os falantes de português".

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