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Os Prazeres e os Dias

de Marcel Proust
Editor: Relógio D'Água, março de 2023 ‧
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«Se algumas destas páginas foram escritas aos vinte e três anos, muitas outras (Violante, quase todos os Fragmentos de Comédia Italiana, etc.) datam dos meus vinte anos. Não passam todas elas da vã espuma de uma vida agitada, mas que agora está calma. Oxalá um dia que tão límpida que as Musas se dignem mirar-se nela e se veja à superfície o reflexo dos seus sorrisos e das suas danças.
Oferto-te este livro. És, infelizmente, de todos os meus amigos, o único cujas críticas não receio. Tenho pelo menos a confiança de que em parte alguma dele te chocarás com a liberdade do tom. Nunca pintei a imoralidade a não ser em criaturas de consciência delicada. Por isso, demasiado frágeis para quererem o bem, demasiado nobres para gozarem plenamente no mal, conhecendo apenas o sofrimento, tive de falar delas com uma piedade sincera, de modo que não purificasse estes pequenos esboços.»

Os Prazeres e os Dias

de Marcel Proust

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897833380
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: março de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 226 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos para Leitores de Hoje
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789897833380

SOBRE O AUTOR

Marcel Proust

Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871 em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la recherche du temps perdu (Em Busca do tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo.
Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou les Plaisirs et les jours uma coleção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas le Banquet e la Revue Blanche. A revista le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajetória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário.
A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. É através da reflexão que desenvolve a obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A la recherche du temps perdu. Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "le Figaro" os primeiros extratos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Exceção na narrativa, Un Amour de Swann é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela. A la recherche du temps perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projeta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original.
Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et mélanges.

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