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editor: Fronteira do Caos, novembro de 2005
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Os autores que integram esta colectânea fazem parte daquela geração de portugueses que, lutando contra fortes ventos adversos, tentaram sempre, com elevado sentido crítico e patriótico, desbravar os caminhos que dessem ao país a possibilidade de se desenvolver, nos planos social, económico e intelectual.
Paladinos da liberdade de pensamento e do estudo fundamentado dos problemas, pugnaram pela regeneração política e moral, recusando-se a aceitar Portugal como «um mundo escuro, pobre, inerte, sem invenção e sem costumes, mergulhado no torpor e na indiferença».
Disse Eça de Queiroz, n’As Farpas de Junho de 1871, a propósito das Conferências do Casino e do seu encerramento intempestivo: Nós queremos a revolução feita serenamente no domínio das ideias e da ciência, primeiro, ? depois pela influência pacífica duma opinião esclarecida e inteligente…
Possa esta edição ajudar a reavivar a memória dessa revolução tentada e até hoje ainda não cumprida.

ANTERO DE QUENTAL
"Finalmente, do espírito guerreiro da nação conquistadora, herdámos um invencível horror ao trabalho e um íntimo desprezo pela indústria. Os netos dos conquistadores de dois mundos podem, sem desonra, consumir no ócio o tempo e a fortuna, ou mendigar pelas secretarias um emprego: o que não podem, sem indignidade, é trabalhar!"

AUGUSTO SOROMENHO
"Mais tolerantes do que, porventura, lho permitiam as próprias leis religiosa e civil, os árabes concederam aos cristãos, mediante o djizyeh, regerem-se pelas instituições e leis que possuíam, governarem-se pelos magistrados de eleição própria, e celebrarem nos templos e fora deles todos os actos do seu culto. Nem um só facto atentatório desta liberdade sem exemplo nos transmitiu a história…"

EÇA DE QUEIROZ
"O que um pequeno número de jornalistas, de políticos, de banqueiros, de mundanos decide no Chiado que Portugal seja ? é o que Portugal é. Se um grupo amanhã decidir que Portugal seja turco — através do país inteiro todos os chapéus altos, todos os chapéus desabados, todos os cocos, todos os barretes de varino, tenderão lentamente mais ou menos a tomar a forma de turbante."
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ADOLFO COELHO
"A lenda de que o princípio da sabedoria para cada indivíduo analfabeto está na aproximação de um mestre (…) e na iniciação aos mistérios do ABC, essa lenda fecha os olhos de muita gente à mais palpitante realidade, tornando-lhe impossível ver que o povo analfabeto tem as suas artes, indústrias, saber, a sua educação e até a sua pedagogia reduzida a preceitos."

Os Conferencistas do Casino

de Adolfo Coelho, Eça de Queiroz, Augusto Soromenho e Antero de Quental

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729975721
Editor: Fronteira do Caos
Data de Lançamento: novembro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 209 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789729975721
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

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