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O Triunfo dos Porcos

de George Orwell
Editor: Dom Quixote, Janeiro de 2021 ‧
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Após anos a serem explorados, os animais da Quinta Manor revoltam-se. O agricultor que os subjugava é expulso com violência, triunfa a rebelião liderada pelos porcos e instala-se uma nova ordem: "Todos os animais são iguais...". Com os humanos fora da equação, os animais organizam-se.

Porcos, cães, cavalos e galinhas vivem durante um breve período uma utopia de igualdade. Mas cedo começam as intrigas, a organização social fratura-se, nasce uma outra hierarquia, e com ela uma adenda ao princípio fundador: "…mas alguns animais são mais iguais do que outros." A frase completa-se, fecha-se o círculo, nasce um dos melhores romances do século XX.

O Triunfo dos Porcos, publicado ainda durante a Segunda Guerra Mundial, revelou ser a alegoria perfeita (e profética) sobre a ascensão ao poder de Estaline e a consequente subversão dos ideais revolucionários. Lida hoje, porém, é muito mais do que isso. É uma fábula sobre a queda moral dos regimes e a falência dos modelos teóricos de governação quando confrontados com a cupidez humana.

O mais popular livro de George Orwell, que foi recusado na altura por vários editores ingleses (inclusive pelo poeta T. S. Eliot) viria a tornar-se um raro fenómeno de popularidade. Considerado um dos melhores romances de sempre pela revista Time e pela Modern Library, foi (e ainda é) uma das obras mais censuradas da história recente.

É, nesta versão, apresentada com o prefácio original de Orwell (nunca publicado) e ainda com o prefácio que o autor fez para uma célebre edição em ucraniano.

O Triunfo dos Porcos

de George Orwell

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722071581
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: Janeiro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 238 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722071581

Clássico actual

Ana Silva

Um clássico que se mantém um clássico por continuar a ser relevante e actual. Com esta fábula, enganadoramente simples, Orwell expõem as maquinações humanas, a manipulação e o aproveitamento de quem se acha melhor e mais forte sobre aquele que acredita ser mais fraco. O facto de me ter sentido indignada perante o tratamento injusto de porcos, cavalos e galinhas diz tudo sobre a força desta narrativa!

Essencial

H. Miranda

Um livro essencial para quem se interessa por temas sociais e políticos, o tema continua atual (infelizmente). De forma alegórica o autor descreve a criação de um sistema/regime político. A escrita do autor é cativante, prende a atenção, faz refletir... é brilhante!

O triunfo da ´´suináfora´´

António J. Figueira

O triunfo dos porcos constitui uma metáfora extremamente bem conseguida que permitiu a George Orwell interpor uma crítica intemporal, altamente simbólica e até, diria, de fácil consumo, da transfiguração dos valores humanos (ou, neste caso, animais) pela incessante senda do poder. Pleno de mundivisão e premunição, o autor materializa uma fábula satírica direcionada (a meu ver, de forma não restritiva) ao panorama soviético, em meados do século XX. Época, diga-se, onde críticas a tal sistema não configuraram ainda lugares-comuns. Sem qualquer interesse escondido, gostaria de recomendar esta edição particular de ´´O Triunfo dos Porcos´´. Para além da tradução estar especialmente bem conseguida, o texto é complementado por dois magníficos prefácios de Orwell, um dos quais, escrito especialmente para os leitores da Ucrânia.

Uma sátira intemporal e diversificada

Fernando Vieira

Quem observa a sinopse do livro rapidamente percebe que, o mesmo, foi escrito para criticar o comunismo soviético. No entanto, penso que o livro transcende muito mais esse objetivo inicial. Através de uma fábula simples, Orwell foi capaz de descrever a natureza humana, desde da inocência à ganância. A verdadeira literatura é aquela que fala sobre a verdade e este livro cumpre a sua missão com todas as distinções

Divertido e alegórico

Andreia M.

Este livro é divertidíssimo, absolutamente delicioso. Uma alegoria perfeita ao que já aconteceu (e, quiçá, acontece ou voltará a acontecer...). Este livro é tão simples que podia e deveria ser estudado nas escolas, por altura do ensino secundário talvez, já que seria bom para abrir os olhos ao comum arrebatamento justiceiro socialista da juventude, embora hajam coisas que levam o seu tempo e só chegam mesmo com a idade... e a vida. Muito resumidamente o livro é sobre uma quinta onde os animais se revoltam, expulsando os humanos e ficando assim livres do seu subjugo, instituindo o animalismo. Mas alguém tinha de ficar no comando (tem sempre de haver alguém ao comando, não é?!) e o interessante é isso mesmo porque afinal os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros... De leitura obrigatória, sem dúvida. O melhor é o final! Não podia ter acabado de melhor forma...

Essencial

F. Gomes

Um livro satírico e ao mesmo tempo humorístico, onde Orwell retrata os desafios políticos e civis do comunismo de uma maneira brilhante. A escrita é inteligente e envolve o leitor, que através da alegoria com os animais se apercebe que o retratado abuso de poder e confiança sobrevive às gerações e continua a acontecer por todo o mundo.

Intemporal

Carlos P

Livro intemporal, uma grande lição sobre o efeito do poder nas pessoas.

Um título incontornável

FC

Este pequeno livro de Georde Orwell é uma leitura obrigatória para todos. Publicado pela primeira vez em 1945, continua tão atual como nessa altura. Uma verdadeira fábula que explica com simplicidade a política dos nossos dias.

Rico

Carolina Santos

Um livro pequeno mas cheio de conteúdo. Transmite uma verdadeira mensagem sobre um grave problema dos dias de hoje.

Muito actual

C.A.

Leitura simples, acessível e leve que retrata em jeito de fábula a natureza humana!

Uma fábula intemporal

Edgar Costa

Uma metáfora que faz mais do que uma mera critica a um sistema político, é uma introspecção brilhante a essência do ser humano.

Um autor que nunca desilude

Diogo H M Filipe

Por vezes a melhor forma de analisarmos as circunstâncias da nossa sociedade contemporânea é através de um olhar distanciado e cheio de simbolismo. Neste livro surge o relato de um conjunto de animais que provocam uma autêntica reforma social, económica, política e administrativa na quinta por eles partilhada face ao atingir senhor é dono legítimo da quinta - a partir de aí é uma sequência de acontecimentos motivados por sentimentos de ganância e poder.

SOBRE O AUTOR

George Orwell

Nascido em junho de 1903, no início de um século marcado por duas guerras mundiais, o estalinismo e o nazismo, George Orwell resume na sua obra os sonhos e pesadelos do mundo ocidental nesse período.
Nasceu Eric Arthur Blair em Motihari, na Índia Britânica. O pai era um funcionário subalterno inglês e a mãe tinha origem francesa.
Após o regresso dos pais a Inglaterra, estudou na escola Henley-on-Thames, onde se distinguiu pela relativa pobreza e pelo brilhantismo intelectual.
Frequentou depois duas importantes escolas inglesas, Wellington e Eton College, onde teve como colegas Cyril Connolly e Anthony Powell. Aldous Huxley foi seu professor. Mais tarde Orwell resumiu essa experiência como "cinco anos num banho tépido de snobismo". Mas foi nessa época que conheceu duas obras que o influenciaram, A Ilha do Doutor Moreau, de H. G. Wells, e O Tacão de Ferro, de Jack London.
Ao abandonar Eton, decidiu não ir para Oxford e entrar na polícia birmanesa, embarcando para as Índias. Nos cinco anos que se seguiram, descobriu a realidade do imperialismo e recolheu material para Dias Birmaneses e para ensaios tão originais como "Matar Um Elefante" e "Um Enforcamento".
Regressado à Europa, frequentou os bairros pobres de Londres, instalando-se em Paris na Primavera de 1928. Atingido por uma pneumonia, foi internado num hospital, cujas condições terríveis inspiraram o ensaio "Como Morrem os Pobres". A convivência com os pobres e os vagabundos forneceu-lhe material para Na Penúria em Paris e em Londres, que publicou em 1933 com o pseudónimo George Orwell.
Em 1936, o Left Book Club propôs-lhe escrever um livro sobre as condições dos operários no Norte do país. Partilhou a vida dos mineiros e confirmou as suas convicções socialistas. Escreveu numerosos artigos numa abordagem que considerava "semi-sociológica", casou com Eileen O'Shaughnessy e correspondeu-se com Henry Miller, que apreciava a sua obra e ironizava com o seu idealismo. Em 1937, decidiu combater em Espanha ao lado dos republicanos, mas, em vez de se juntar às Brigadas Internacionais, ingressou na milícia do POUM, um grupo marxista heterodoxo, lutando na frente de Aragão. Foi ferido, assistindo na convalescência à eliminação pelo Partido Comunista, apoiado pela URSS, das milícias anarquistas e do POUM. Descreveu essa experiência em Homenagem à Catalunha (1938), que lhe valeu inúmeras calúnias.
Em 1939, começou por se opor à participação da Grã-Bretanha na guerra, mas depressa se voltou contra os pacifistas, acusando-os de fazerem o jogo de Hitler. A partir de 1940, fez crítica teatral e de cinema, colaborou na Partisan Review e escreveu notáveis ensaios literários sobre Dickens, Tolstoi e Shakespeare. Em 1942-43, trabalhou para o serviço indiano da BBC, uma experiência que acabaria por o dececionar.
Em 1945, publicou Rebelião na Quinta, que, com Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, seria um libelo contra o totalitarismo estalinista que ameaçava a Europa. Em junho de 1944, o seu apartamento foi destruído nos bombardeamentos de Londres.
Em 1945, após a derrota de Hitler, foi correspondente do Observer em França e na Alemanha. Foi nesse período que a sua mulher faleceu durante uma operação. Em 1948, terminou Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, escrito ao longo de vinte e sete meses, marcados por internamentos em sanatórios por causa da tuberculose.
Em outubro de 1949, casou com Sonia Brownell. Morreu no ano seguinte. Tinha 46 anos.

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