O Super-Homem de Massas

Livro 1

de Umberto Eco

editor: Difel, abril de 1990
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Em O Super Homem das Massas, Umberto Eco mostra-nos que a figura do super-homem da literatura popular pouco ou nada tem a ver com aquela que Friedrich Nietzsche delineou na segunda metade do século XIX.
Para o efeito, Eco recua a Eugène Sue, a Os Mistérios de Paris e a partir desta obra, acompanha a evolução deste tipo de herói até aos nossos dias, à figura de James Bond, passando por Vathek, o Conde de Monte Cristo, Rocambole, Richelieu, Bragelonne, Arséne Lupin, Tarzan e os heróis dos romances de Pirigrill.
Simultaneamente através dos diversos ensaios reunidos neste livro apresenta-nos uma reflexão sobre a especificidade da literatura de cordel, foca os subgéneros que esta pode adoptar – do romance histórico ao policial – e refere a estreita relação que existe entre este tipo de produção (para –) literária e as figuras dos super-homens para aqui seleccionadas.

«O Super-Homem das Massas é, apesar da diferente procedência dos textos, uma incursão interessantíssima no terreno da sociologia da literatura e do gosto. Magnífico livro este, tanto mais que nos mostra que para os grandes ensaístas não existem temas menores.»
Jornal de Letras

O Super-Homem de Massas

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722902106
Editor: Difel
Data de Lançamento: abril de 1990
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 228 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 196
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documento e Ensaio
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789722902106
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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