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O Som e a Fúria

de William Faulkner
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, julho de 2012 ‧
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O Som e a Fúria é a tragédia da família Compson, apresentando algumas das personagens mais memoráveis da literatura: a bela e rebelde Caddy, Benjy, o filho varão, o assombrado e neurótico Quentin; Jason, o cínico brutal, e Dilsey, o criado negro. Com as suas vidas fragmentadas e atormentadas pela história e pela herança, as suas vozes e ações enredam-se para criar o que é, sem dúvida, a obra-prima de Faulkner e um dos maiores romances do século XX. William Faulkner afirmou muitas vezes que O Som e a Fúria era o romance mais próximo do seu coração porque era o que lhe tinha causado mais sofrimento e angústia a escrever. Neste magnífico romance, publicado pela primeira vez em 1929, Faulkner criou a «menina dos seus olhos», a bela e trágica Caddy Compson, cuja história nos conta através dos monólogos separados dos seus três irmãos: Benjy, o idiota; Quentin, o suicida neurótico; e o monstruoso Jason.

O Som e a Fúria é o seu quarto romance e a primeira das suas obrasprimas indiscutíveis, aquela que, mais do que qualquer outra, confirmou Faulkner como figura central da literatura do século
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Muito mais do que parece

Nem todas as histórias se deixam contar da mesma forma. Algumas precisam de várias vozes, de diferentes perspetivas, de gerações inteiras ou de enredos que se cruzam para revelar toda a sua dimensão. É esse desafio que une os cinco livros que se seguem. Cada um encontra uma solução diferente: uns distribuem o protagonismo por várias personagens, outros regressam aos mesmos acontecimentos para os revisitar sob uma nova luz e outros fazem convergir percursos que pareciam não ter qualquer ligação. Os Buddenbrook, de Thomas Mann Os Buddenbrook parece, à primeira vista, o relato da decadência de uma família burguesa alemã ao longo de quatro gerações. Mas bastam poucas páginas para percebermos que Thomas Mann faz muito mais do que isso. Cada membro da família representa uma forma diferente de olhar para o mundo. Há quem tente preservar o legado familiar, quem sonhe com uma vida artística, quem se revolte contra as expectativas impostas e quem seja esmagado pelo peso da herança. Nenhum destes percursos pode ser lido de forma isolada. As escolhas de uma geração condicionam a seguinte e ajudam a explicar a lenta desagregação da família. Ao longo do romance, a prosperidade dos Buddenbrook vai cedendo lugar a um mundo em mudança, onde os valores da velha burguesia já não garantem o mesmo prestígio nem a mesma estabilidade. O destino da família acaba, assim, por refletir as transformações da Alemanha do século XIX. É essa capacidade de partir da vida privada para retratar toda uma época que transforma esta obra em muito mais do que uma simples saga familiar. Cada nova geração alarga a escala do romance, até que a história dos Buddenbrook se confunde com a da própria Alemanha. COMPRO NA WOOK! » Hyperion, de Dan Simmons Se existe um romance construído sobre a ideia de que uma história nunca chega, esse romance é Hyperion. Inspirado nos Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer, Dan Simmons reúne sete peregrinos a caminho do planeta Hyperion em busca do misterioso Picanço, uma criatura tão fascinante quanto aterradora. Antes de chegarem ao destino, cada personagem conta ao resto do grupo o que a levou a aceitar a peregrinação. Ao contrário do que seria de esperar de uma obra de ficção científica, grande parte da ação decorre durante estes momentos de conversa. O livro muda de registo consoante o relato. Há terror, ficção científica militar, romance, thriller, aventura e até tragédia familiar. A poesia ocupa um lugar inesperadamente central no romance. A figura de John Keats, o poeta inglês do século XIX, atravessa toda a narrativa e acaba por desempenhar um papel decisivo na construção do universo imaginado por Simmons, ligando literatura e inteligência artificial de uma forma tão improvável quanto memorável. Muitas vezes, temos a sensação de estar perante livros diferentes, cada um com o seu ritmo, a sua voz e as suas referências. No entanto, estes testemunhos nunca funcionam como episódios isolados. Cada confissão revela uma peça do enorme puzzle que dá coerência ao romance. À medida que os relatos se acumulam, a imagem que temos do Picanço, do planeta Hyperion e do conflito galáctico ganha novos contornos. COMPRO NA WOOK! » O Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell Poucos escritores levaram tão longe a ideia de que a verdade depende do ponto de vista como Lawrence Durrell. O Quarteto de Alexandria desenvolve-se ao longo de quatro volumes. Nos três primeiros, Durrell regressa aos mesmos acontecimentos, observando-os através de olhares diferentes. O que, para uma personagem, parece um gesto de amor revela-se, aos olhos de outra, uma manipulação. Uma figura secundária passa a ter um protagonismo inesperado. Um episódio irrelevante acaba por ter consequências decisivas. A cada novo volume, apercebemo-nos de que aquilo que julgávamos conhecer estava longe de ser toda a verdade. O autor não recorre a diferentes narradores apenas como exercício de estilo. Esta estrutura tem o propósito de mostrar que ninguém conhece verdadeiramente a vida do outro e que qualquer acontecimento depende sempre de quem o conta. Ao contrário de Hyperion, onde cada relato acrescenta uma peça indispensável e única à narrativa, O Quarteto de Alexandria utiliza as diferentes perspetivas para desmontar as certezas que tínhamos. Cada novo olhar não completa o que já conhecíamos, obriga-nos a reinterpretá-lo. COMPRO NA WOOK! » Rapariga, Mulher, Outra, de Bernardine Evaristo Enquanto Lawrence Durrell regressa sucessivamente aos mesmos episódios, Bernardine Evaristo demonstra que uma comunidade inteira pode ser contada através das vidas de quem a compõe. Rapariga, Mulher, Outra centra-se em doze personagens, quase todas mulheres negras britânicas, de gerações e contextos muito diferentes. Cada capítulo segue uma delas. À primeira vista, os percursos parecem independentes, mas, pouco a pouco, começam a surgir ligações inesperadas. Relações familiares, amizades antigas, encontros ocasionais ou episódios partilhados aproximam vidas que pareciam não ter nada em comum. O romance constrói-se como um mosaico. Embora nenhuma destas mulheres represente, por si só, a realidade que Evaristo procura captar, juntas compõem um retrato amplo da sociedade britânica contemporânea. Identidade, classe social, maternidade, racismo, amor e sexualidade entrecruzam-se, mostrando que uma comunidade só pode ser compreendida através da soma das suas vozes. COMPRO NA WOOK! » O Som e a Fúria, de William Faulkner Se os romances anteriores desafiam a ideia de uma narrativa única, O Som e a Fúria põe em causa a própria forma de contar uma história. O livro acompanha a família Compson através de quatro partes radicalmente diferentes. A primeira é narrada por Benjy, um homem com deficiência intelectual para quem passado e presente se confundem. Segue-se Quentin, cuja voz reflete uma consciência fragmentada e atormentada. Depois surge Jason, marcado pelo ressentimento e pelo cinismo. Por fim, um narrador na terceira pessoa oferece uma perspetiva mais ampla sobre aquilo que resta da família. As quatro partes descrevem o mesmo universo, mas cada uma altera a forma como interpretamos os acontecimentos. Não muda apenas o ponto de vista: mudam a linguagem, o ritmo e a estrutura. Faulkner recorre ainda ao fluxo de consciência para revelar o mundo interior das personagens, esbatendo as fronteiras entre a experiência vivida e o presente. Tal como em O Quarteto de Alexandria, nenhuma versão é suficiente por si só. Mas Faulkner vai mais longe ao obrigar-nos a reconstruir o passado a partir de memórias dispersas e emoções contraditórias. É apenas no cruzamento destas vozes que emerge o verdadeiro retrato da família Compson e, em simultâneo, de um Sul americano preso às suas próprias ruínas. COMPRO NA WOOK! »

O Som e a Fúria

de William Faulkner

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722048828
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: julho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 237 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722048828

Uma autêntica obra de arte

DR

As primeiras 70 páginas deste livro são um autêntico desafio. Um narrador mentalmente debilitado e sem noção da progressão do tempo começa por contar-nos fragmentos confusos da história da sua família que desde cedo fomenta, em nós, curiosidade e intriga. Nas páginas seguintes, pela ótica de outras personagens, o autor acaba por deslindar, com uma mestria sem igual, esta neblina inicial, relatando uma história marcada por reflexões interessantíssimas acerca da irreversibilidade do tempo e dos fatores que levaram à decadência da familia em torno do qual gira a história. Passado num período pós-guerra civil que tanto marcou a história dos Estados Unidos, o livro suscita ainda questões e reflexões deveras interessantes. Aconselho vivamente esta leitura. Pode parecer, de início, complicado mas garanto que não se vão arrepender.

O Som e a Fúria

Sofia Silva

Uma história apaixonante, que se desvenda aos poucos debaixo dos nossos olhos. Há muito que queria ler este livro pelos bons comentários que ouvia dele. Excedeu as minhas expectativas.

Estranho, difícil e inebriante

Rita Marques

Uma autêntica surpresa este livro de Faulkner, não só pela expressividade e originalidade da linguagem como pela fabulosa narrativa. Passou a ser um dos meus autores preferidos.

Muito Interessante

C. Marques

Podemos ler a mesma história através dos olhos de várias personagens. À medida que se vai lendo, o que no ínicio era uma pouco escuro, vai clareando até se tornar numa história encadeada com o mesmo fio condutor, a mesma família.

Comovente

Sandra Santos

Cada personagem transporta-nos para uma realidade distinta, cada uma diferente, cada uma com uma história muito, muito interessante. Correspondeu completamente às expectativas! Recomendo.

SOBRE O AUTOR

William Faulkner

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1949

William Faulkner nasceu a 25 de setembro de 1897 em New Albany, Mississípi. A decadência do sul dos Estados Unidos da América, onde sempre viveu, está no centro de grande parte dos seus romances, entre os quais se destacam O Som e a Fúria (1929), Luz em Agosto (1932) e Absalão, Absalão! (1936). Distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1949, recebeu por duas vezes o prémio Pulitzer de Ficção, com A Fábula (1954) e Os Ratoneiros (1962). Autor central da literatura norte-americana e um dos maiores escritores do século XX, morreu a 6 de julho de 1962.

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