O Segundo Diário Mínimo

Como Viajar com um Salmão

Livro 1

de Umberto Eco
Editor: Difel, Janeiro de 2008 ‧
Em 1963 publicava-se Diário Mínimo, uma colectânea de divertissements e paródias literárias, que desde então foi regularmente reeditada e apresta-se a já conta com mais de quarenta anos de afortunada e constante presença nas livrarias e à cabeceira de pelo menos três gerações de leitores. Porém, até aos dias de hoje, Umberto Eco não parou de elaborar outros «diários mínimos», publicando alguns aqui e acolá e confiando outros só à tradição oral (como aconteceu com algumas chansons à boire filosóficas).
Aqui temos então, nesta nova colectânea, alguns textos já célebres, outros ainda desconhecidos e outros ainda reeditados «a pedido geral», como aquele livrinho de história da filosofia em versos (Filósofos em Liberdade) que se tornara já uma peça de alfarrabista. Para a ocasião o autor seleccionou também Le bustine di Minerva mais divertidas, publicadas no semanário L’ Espresso de 1986 até hoje.
De seguida temos a análise literária de «Três Corujas no Tremó», os textos da Cacopedia, a entrevista com Pietro Micca, a inflamada história galáctica de «Estrelas e Estrelinhas», um inédito de Dante sobre Saussure, Proust, Mann e Joyce trocados por miúdos, o Hino Sagrado sobre a Gnose de Manzoni, as aventuras de PP2, um diálogo entre computadoristas babilónicos de há sete mil anos e uma série de «Instruções para o Uso» em que se explica como abrir um embrulho, como ter férias inteligentes, como comportar-se com os Bonga, como comer no avião, como viajar com um salmão, como não dizer «exacto», como interagir com um taxista, o que fazer quando se perdeu a carta de condução, além de uma secção de jogos verbais, lipogramas, anagramas e pangramas... Tudo para ler em voz alta com os amigos, para apreciar em silêncio, para usar experimentando variações pessoais.
O fio condutor de todos os textos – que renovarão o prazer dos fiéis dos primeiros «diários mínimos», mas também conquistarão e deliciarão os que os ignoravam – é o de um aparente «deixem-me divertir» que porém deixa transparecer sempre uma irónica indignação sobre episódios do costume nacional, um afectuoso à vontade com os temas culturais que outros tinham sabido tornar impérvios e um constante sentimento da linguagem como terreno de jogo.

«O Diário Mínimo já nos tinha feito rir e pensar. O Segundo Diário Mínimo faz-nos rir e chorar por mais. E ainda pensamos um bocadinho. É espantoso que numa época feia como a nossa haja pessoas - correcção: uma pessoa, por acaso chamada Umberto Eco - com tanta cultura e tanto gozo nela. A sua virtude capital talvez seja a imaginação, com o que esta pode ter de intelectual e rigoroso. Em suma: leia-se e ofereça-se sem limitações.»
Expresso

O Segundo Diário Mínimo

Como Viajar com um Salmão

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722902762
Editor: Difel
Data de Lançamento: Janeiro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 210 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 400
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documento e Ensaio
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789722902762
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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