O Poeta Nu
Poesia Reunida
SINOPSE
ESSE VERÃO
Vinha meio nu
Trazia uma cesta de vime cheia de amoras
que colhera nas margens do rio
Passara a tarde toda de silvado em silvado
Na sua mão direita um pequeno arranhão
— Tão quente tão quente
esse verão
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Nestas trezentas e tantas páginas desvenda-se uma visão do mundo que poetiza todas as coisas. Os primeiros livros de Sousa Braga têm um registo quase "underground" [com] referências "malditas" (de Lautréamont a Jim Morrison) [com] poemas brevíssimos, que apostam na sátira e no literalismo transfigurado. [...] No segundo e terceiro livros ("Plano para Salvar Veneza, 1981, e "Greve dos Controladores de Voo, 1984) o poeta usa o "fait divers" dos jornais e televisões num estilo associativo, às vezes delirante, frequentemente divertido e quase sempre terno, cheio de achados e aforismos. [...] "Os Pés Luminosos" (1991) traz o veio oriental, com a tendência para o haiku. O poeta, ao jeito dos grandes mestres asiáticos, enumera e combina estornimhos e nuvens, cisnes e macieiras, tentando que a transparência mas também a densidade misteriosa da natureza revelem a sua especial sabedoria. [...] "A Ferida Aberta (2001), que usa elementos da experiência clínica do autor e faz uma improvável poesia com fetos e fezes, bisturis e sangue
menstrual. O choque é, no entanto, quase totalmente absorvido pela poetização [...] O volume fecha com uma boa sequência de poemas novos, "O Lírio que Há no Delírio". São textos que se caracterizam pelo uso explícito do diálogo com a pintura (Rothko, Picasso, Monet, Magritte, Frida Kahlo, Van Gogh). [...] É uma súmula da poesia de Jorge Sousa Braga, que vê sempre o lírio que há em todo o delírio.»
Pedro Mexia, Público
«A poesia de Jorge Sousa Braga ganha muito em ser reunida: ganha a consistência de uma inventividade - também formal - que abre para uma utopia do literário, para uma libertação da palavra que tem muito mais o carácter de um método do que de uma fórmula. A poesia de Jorge Sousa Braga [...] nasce da mais primordial atitude poética: o amor pelas palavras, pelo ilimitado a que elas dão acesso.»
António Guerreiro, Expresso
EXCERTOS
ADÃO E EVA
Adão era polícia numa esquadra vizinha. Nos intervalos
dos giros, subia duas a duas as escadas do atelier de
Lempicka, despia a farda e o seu corpo nu e musculado
pisava o soalho, como se pisasse o chão do paraíso.
Tal como o outro Adão, desconhecia o chão que pisava e
seria incapaz de reconhecer esse corpo nu que arrancava
na tela um frémito de prazer a uma Eva desprevenida.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-37-2444-8 |
| Editor: | Assírio & Alvim |
| Data de Lançamento: | junho de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 145 x 205 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 520 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Documenta Poetica |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 978972372444820 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Poesia Nua
CF
O Poeta Nu é isso mesmo, um livro despido de qualquer vaidade ou artefacto. É uma compilação de poemas e nano contos que transportam o leitor para memórias desconhecidas. Como qualquer obra do poesia, nem todos os poemas me arrebatam, mas é um livro que ainda preservo na minha mesa de cabeceira, onde volto sempre que me quero desligar.
Simplicidade
Tiago
Através de uma simplicidade de linguagem e imagens, Jorge Sousa Braga consegue chegar ao âmago da vida e das relações humanas. É merecidamente um dos importantes poetas portugueses da actualidade.
Essencial.
João
Obra reunida de um poeta veterano que não precisa de introduções. Essencial.
Belo!
Madalena R. da Silva
Conhecer a obra de Jorge Sousa Braga é uma oportunidade para conhecer o que de melhor se escreve em poesia. Todos os poemas tem uma força própria e uma beleza arrebatadora. A ler, reler, oferecer...
Um livro inspirador
VFontes
Este livro mistura o melhor da criatividade poética com a mais fina sensibilidade. O resultado é um livro inspirador.
Surpresa
Mnauel José Vilares
Não conhecia a obra nem o autor. Vieram parar-me às mãos alguns dos seus poemas para os ensaiar com os alunos, a fim de serem lidos num sarau cultural. Fiquei entusismadíssimo e comprei o livro de imediato. Li-o quase de um só fôlego, mas ainda repousa na mesinha de cabeceira, para dele beber sempre que sinto sede.
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