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Superfície - Toda Poesia

de Maria Ângela Alvim
Editor: Assírio & Alvim, abril de 2002 ‧
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Há espíritos de excepção cujo destino é verem o seu tempo recusar-lhes, por não pertencerem a nenhuma paróquia visível, qualquer voto na matéria.
Maria Ângela Alvim nasceu no dia 1 de Janeiro de 1926 na fazenda do Pouso Alegre, município de Volta Grande, no Estado de Minas Gerais. É a mais velha de cinco irmãos, todos poetas. Em 1930, seu pai é nomeado prefeito de Araxá, onde Maria Ângela vive durante dez anos. Após uma passagem por Belo Horizonte, troca Minas Gerais pelo Rio de Janeiro, onde concluirá os seus estudos. Leitora assídua de Simone Weil e de Santa Teresa de Ávila, pensa durante algum tempo seguir a vida religiosa. Em 1945, por influência de um dominicano francês, o Padre Lebret, fundador do movimento e da revista Économie et humanisme , inicia a carreira de assistente social, então nascente em todo o Brasil, que a confronta com uma realidade terrível. É dessa época que data a sua amizade e colaboração com o autor de Geografia da Fome , Josué de Castro. No início dos anos cinquenta, faz diversas viagens profissionais pelo interior do país, e depois à Argentina e à Europa. É durante uma dessa estadas que, sob o signo de Rilke, se liga a Lou-Albert Lasard. Maria Ângela Alvim falava admiravelmente dos poetas, com um fervor que só a sua penetrante lucidez podia igualar. Em breve, uma doença nervosa iria fazer desvanecer todos esses dons. No dia 19 de Outubro de 1959, Maria Ângela Alvim pôs fim aos seus dias.

Superfície - Toda Poesia

de Maria Ângela Alvim

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0747-2
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 205 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documenta Poetica
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723707472
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A reunião de toda a poesia de uma poetisa ímpar

Felipe P. P. Protta

A oportunidade do contato com a poesia de Maria Ângela Alvim, poetisa brasileira e do gênero feminino por si só já se colocaria como algo bastante singular, por assim. dizer. Soma-se a isso a qualidade de seus textos e todas as reflexões que eles suscitam no público leitor - seja ele feminino ou masculino, novo ou velho, lusitano ou brasileiro -. Esta poetisa chega ao cerne da existência e faz-nos refletir sobre o nosso lugar, na vida e no mundo. A edição completa de sua obra - algo inédito no Brasil, inclusive - é algo a ser reverenciado e aprroveitado, com a leitura e todos os efeitos dela consequentes. Uma voz feminina que, como tantas, fadou-se ao silenciamento, tendo muito por dizer. Que não seja desperdiçado!

"Tua voz é música"

Sofia Micalli

Uma amiga ofereceu-me um poema de uma poeta que não conhecia... de imediato procurei quem era e o que escrevia. Não mais me separei do livro que está sempre a meu lado. Já lido e relido e marcado com os poemas preferidos. Poemas de uma sensibilidade aterradora. Poemas com influência de Rilke, que tanto admiro. Que pena ter morrido nova... deixou tanto por escrever... mas o que deixou "... é música" . "A árvore não brotou no Jardim. Desconheço a doçura do seio das flores. Sou o fruto das raízes." Belíssimo e único!

SOBRE O AUTOR

Maria Ângela Alvim

Maria Ângela Alvim nasceu no dia 1 de janeiro de 1926 nas fazendas do Pouso Alegre, município de Volta Grande, no estado de Minas Gerais. É a mais velha de cinco irmãos, todos poetas. Em 1930, seu pai é nomeado prefeito de Araxá, onde Maria Ângela vive durante dez anos. Após uma passagem por Belo Horizonte, troca Minas Gerais pelo Rio de Janeiro, onde concluirá os seus estudos.
Leitora assídua de Simone Weil e de Santa Teresa de Ávila pensa durante algum tempo seguir a vida religiosa. Em 1945, por influência de um dominicano francês, o Padre Lebret, fundador do movimento e da revista "Économie et Humanisme", inicia a carreira de assistente social, então nascente em todo o Brasil, que a confronta com uma realidade terrível. É dessa época que data a sua amizade e colaboração com o autor de "Geografia da Fome", Josué de Castro. No início dos anos cinquenta, faz diversas viagens profissionais pelo interior do país, e depois à Argentina e à Europa. É durante uma dessas estadas que, sob o signo de Rilke, se liga a Lou-Albert Lasard.
Maria Ângela Alvim falava admiravelmente dos poetas, com um fervor que só a sua penetrante lucidez podia igualar. Em breve, uma doença nervosa iria fazer desvanecer todos esses dons. No dia 19 de outubro de 1959, Maria Ângela Alvim pôs fim aos seus dias.

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