O Idiota

de Fiódor Dostoiévski
Editor: Editorial Presença, abril de 2001 ‧
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Publicado por volta de 1868-1869, O Idiota é, porventura, dos cinco grandes romances de Dostoiévski, o mais perfeito - na composição, no estilo, no aprofundamento dos carateres. Foi também de todos os romances do autor, o mais incompreendido na sua época. Dostoiévski pretende, segundo as suas próprias palavras, «criar a imagem do homem positivamente bom», uma encarnação da beleza, da bondade e da humildade, figura de herói entre Dom Quixote e Cristo, mostrando o que pode acontecer a um homem assim, em contacto com a realidade. protagonizado por Míchkin, o príncipe de cuja boa vontade todos procuram aproveitar-se, neste livro como em tantos outros romances do autor, são dramatizados os problemas sociais, filosóficos e morais da época. tratamento a que o génio de Dostoiévski confere uma força e uma amplitude que fazem de O Idiota uma obra intemporal.

O Idiota

de Fiódor Dostoiévski

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722327664
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: abril de 2001
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 229 x 34 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 640
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Fiódor Dostoiévski
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722327664
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Livro fantástico

Francisco Pedro

Um dos cinco romances mais conhecidos de Dostoiévski em que este retrata os problemas sociais, filosóficos e morais da epoca. Um romance que encarna a beleza, a bondade e a humildade. Muito bom para quem gosta de romances com grandes enredos e que refletem a realidade da época

SOBRE O AUTOR

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.

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