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O Complexo de Culpa do Ocidente

de Pascal Bruckner
Editor: Publicações Europa-América, setembro de 2008 ‧
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Autor de A Tirania da Inocência, Pascal Bruckner é um reconhecido autor e um fervoroso representante do neo-conservadorismo em França.
O Complexo de Culpa do Ocidente é um ensaio, politicamente incorrecto, sobre o masoquismo dos povos ocidentais que desperta nas nossa mentes uma reflexão sobre a culpa ocidental face ao resto do mundo. Até que ponto a Europa se encontra minada por esta espécie de hedonismo disfarçado e paralisada por este sentimento obsessivo?
«O mundo inteiro odeia-nos e nós também o merecemos». Esta frase revela-nos bem até que ponto os tormentos do arrependimento têm habitado o nosso continente, sobretudo a partir de 1945.
Cravada pela abominações passadas, as guerras incessantes, as perseguições religiosas, a escravatura, o fascismo, o comunismo, a Europa desenvolveu este sentimento, o qual se sente na obrigação de alimentar e que a leva a adoptar uma postura face ao mundo que oscila entre o masoquismo e a libertação. Este continente «seria assim devedor de tudo aquilo que ele não é, acusado de todos os processos, condenado a todas as indemnizações.» Contudo, «as nações europeias esquecem-se que elas, e só elas, se esforçaram por ultrapassar as suas atrocidades» de forma a conseguirem aprender com os seus pecados e se livrarem de todo o mal. «E se a contrição fosse uma outra faceta da abdicação?».

O Complexo de Culpa do Ocidente

de Pascal Bruckner

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721059436
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: setembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 234 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca das Ideias
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 5601072045408

Muito bom

Joaquim Ribeiro

Uma análise lúcida acerca deste complexo de culpa que o Ocidente tem pelo seu passado colonial. Passado esse que levou a civilização onde ela não havia e que, apesar de alguns claros malefícios, o saldo é claramente positivo para todos, sobretudo para os povos onde o Ocidente estava presente. O paradoxo de uma Europa odiada pelas antigas colónias ao mesmo tempo que todos pretendem vir para a mesma Europa. O paradoxo de povos que sofrem mais e vivem pior após a retirada das potências europeias das ex-colónias do que com a sua presença lá. Um livro que demonstra que, afinal, as ex-colónias necessitavam mais do Ocidente do que o Ocidente das ex-colónias, como demonstra o facto de estas terem empobrecido no pós colonialismo e o Ocidente se ter mantido próspero. Um livro a ler, para desconstruir muito do pensamento reinante e para que deixemos de nos martirizar por algo que não temos motivo.

Recomendo.

Rui Caiado

Informação útil e bastante actualizada - indispensável para todo e qualquer Europeu.

SOBRE O AUTOR

Pascal Bruckner

Pascal Bruckner é filósofo e ensaísta francês, nascido em 1948. Analista de temas de impacto no quotidiano das sociedades, fez parte do chamado grupo dos «Novos Filósofos», juntamente com Alain Finkielkraut, Bernard-Henri Lévy e André Glucksmann, entre outros. Este grupo, «filhos de Maio de 1968», atacou o marxismo, o estruturalismo e os totalitarismos de esquerda e de direita num tempo em que as utopias revolucionárias ainda incendiavam a imaginação de estudantes e de intelectuais dispostos a mudar o mundo. Pascal Bruckner é autor, entre outros, dos livros La tentation de l’innocence (Prémio Médicis de Ensaio), Les voleus de beauté (Prémio Renaudot), Misère de la prosperité (Prémio de Melhor Livro de Economia e Prémio Aujourd’hui), Le fanatisme de l’Apocalypse (Prémio Risques). Tem obra traduzida em cerca de trinta países.

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