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Jesus Cristo Bebia Cerveja

de Afonso Cruz
Livro eBook
Editor: Alfaguara Portugal, junho de 2012 ‧
19,45€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja.

«A bela escadaria da Livraria Lello remete para a obra de Afonso Cruz, (...) um escritor capaz de tocar várias cordas na sua guitarra. Jesus Cristo bebia cerveja é um romance transgénero: uma tragédia rural, rude e desesperada, uma história bucólica — a que não falta um pastor rústico e uma jovem que se banha nua no rio —, uma fábula política e ainda uma farsa. Joga em todos estes registos romanescos e desafia todas as convenções. (...) todas as personagens deste romance decididamente surpreendente, vítimas de uma fatalidade mais poderosa do que a sua vontade, irão bebê-la até à última gota, até às borras.»
Éric Chevillard, Le Monde

«Jesus Cristo Bebia Cerveja é um romance colorido e extraordinariamente inteligente. Cruz usa uma linguagem multiforme, ousada, irónica, afiada. E densa.»
Giovanni Dozzini, Europa

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Voltar à leitura

Há alturas da vida em que nos afastamos dos livros. Não é uma decisão clara, nem um corte dramático. Os livros acumulam-se, ficam por abrir na mesa de cabeceira, à espera de um “quando tiver oportunidade” e, sem darmos por isso, a leitura passa a ser uma memória de quem já fomos. A vida acontece e enche os dias de tal forma que parar, por algum tempo, com um livro na mão e longe de tudo, começa a parecer descabido. Voltar à leitura exige um livro certo, uma história que não peça licença para entrar, que nos agarre pela gola e nos lembre, com alguma urgência, que ler continua a ser uma das formas mais intensas de estar vivo. Projeto Hail Mary, de Andy Weir Por vezes, voltar a ler não começa com disciplina. Começa com um livro que nos apanha desprevenidos e devolve o prazer da descoberta, aquele impulso de virar páginas sem dar pelo tempo a passar. É precisamente isso que acontece em Projeto Hail Mary, de Andy Weir. Ryland Grace, um professor de ciências, acorda sozinho numa nave espacial, sem saber quem é, onde está ou o que tem de fazer. Aos poucos, através de pequenos indícios e de uma memória que regressa em fragmentos, percebe que carrega uma missão decisiva para a sobrevivência da Terra. A estrutura do romance alterna entre o presente claustrofóbico na nave e o passado que explica como ali chegou, criando um efeito de revelação contínua. Weir conduz o ritmo com precisão, usando explicações científicas não como obstáculo, mas como motor narrativo. Cada problema técnico que surge na viagem transforma-se num desafio lúdico, resolvido com engenho e uma boa dose de humor. Há um prazer quase físico em acompanhar o raciocínio de Grace, em ver cada problema desmontado e reconstruído com lógica, tentativa e erro. O livro vive desse movimento contínuo e dessa sensação de que tudo está sempre à beira de falhar, mas nunca falha completamente.
Este bestseller deu origem ao filme de cinema – realizado pela dupla Phil Lord e Christopher Miller e protagonizado por Ryan Gosling – que estreou no mês passado e que está a ser um êxito de bilheteira. Segue assim o percurso de O Marciano, outro bestseller de Andy Weir que foi adaptado ao cinema. COMPRO NA WOOK! » Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal Nada como uma boa gargalhada para nos puxar de volta aos livros. Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal, acompanha um grupo improvável de pequenos criminosos que se juntam para levar a cabo um assalto que, à partida, parece simples, mas que rapidamente se complica por causa das próprias limitações, manias e desencontros entre eles. O resultado é uma história que vive do desvio e do falhanço, onde tudo se afasta do plano inicial. O humor não é imediato nem forçado, surge das situações, das personagens e de uma certa forma de olhar para o mundo. Mais do que o golpe em si, interessa a forma como tudo se desenrola, num encadeamento de diálogos afiados, situações absurdas e imprevistos que definem o tom da narrativa. O texto é também um retrato muito particular de um certo imaginário português, onde o desenrasque, a ingenuidade e a pequena ambição convivem lado a lado. É daqueles livros que se leem de um fôlego, pelo prazer de acompanhar estas figuras tragicómicas até ao desfecho inevitável. COMPRO NA WOOK! » Jesus Cristo Bebia Cerveja, de Afonso Cruz Jesus Cristo Bebia Cerveja, de Afonso Cruz, é perfeito para quem gosta de histórias onde o absurdo e a ternura andam de mãos dadas. Num Alentejo ao mesmo tempo reconhecível e inventado, entramos na vida de Rosa, uma jovem alentejana que vive com a avó, cujo maior desejo é visitar Jerusalém antes de morrer. Perante a impossibilidade de concretizar essa viagem, surge uma solução tão improvável quanto difícil de concretizar: transformar a pequena aldeia na Terra Santa. Pelo caminho, cruzamo-nos com um professor excêntrico, uma inglesa milionária e outras personagens que parecem deslocadas, mas que acabam por encontrar o seu lugar nessa construção coletiva, cada uma contribuindo à sua maneira para dar forma a esse milagre improvisado. A escrita de Afonso Cruz tem a leveza certa, nunca superficial, capaz de convocar o humor sem largar uma melancolia discreta. As histórias encadeiam-se com naturalidade, como se estivéssemos a ouvi-las à mesa, entre copos e silêncios. É um livro que não exige esforço nem pressa. Pede apenas disponibilidade para entrar no seu ritmo. COMPRO NA WOOK! » A Anomalia, de Hervé Le Tellier Há livros que não se entregam de uma vez. Vão-se montando peça a peça. A Anomalia, de Hervé Le Tellier, é um desses livros. Tudo começa num avião, durante um voo aparentemente banal que atravessa uma tempestade e aterra sem problemas. Meses depois, esse mesmo voo repete-se, com as mesmas pessoas a bordo. A partir desse momento, passam a existir duas versões de cada passageiro, com vidas que já seguiram caminhos diferentes. O livro acompanha as histórias de várias dessas pessoas — a de um escritor em crise, a de uma advogada, a de um assassino, entre outras —, todas obrigadas a lidarem com a presença inesperada de alguém que é, literalmente, uma versão de si mesmas. Há quem tente integrar essa duplicação, quem a rejeite e quem a veja como ameaça ou oportunidade. Vencedor do Prémio Goncourt em 2020, o romance consegue o feito de cruzar vários registos, da ficção especulativa ao policial, do romance contemporâneo à sátira social, mantendo sempre o leitor atento, sem se perder no conceito. COMPRO NA WOOK! » Um Lugar Luminoso para Gente Sombria, de Mariana Enriquez Um Lugar Luminoso para Gente Sombria, de Mariana Enriquez, é um conjunto de contos que funciona bem para quem quer voltar a ler sem começar por um romance longo. São histórias independentes, que se leem rapidamente, mas que deixam um rasto incómodo. Num deles, uma mulher tem a insólita tarefa de manter um bairro livre de fantasmas que não sabem que são fantasmas. Noutro, a autora parte de uma história verídica, o caso de uma rapariga que aparece morta no reservatório de água do Cecil Hotel, em Los Angeles, para construir uma narrativa em torno de um culto que se reúne no local da sua morte, tentando comunicar com ela. Há histórias sobre pássaros que já foram mulheres, casas habitadas por fantasmas de entes queridos ou grupos de pessoas que percorrem Buenos Aires à procura de lugares assombrados. A escritora argentina, hoje uma das vozes mais reconhecidas do terror contemporâneo graças a A Nossa Parte da Noite, recorre a estes géneros para abordar temas importantes como o luto, o lugar da mulher e a persistência de violências que raramente se mostram por inteiro. Nada começa de forma extraordinária, mas as coisas vão-se desviando até deixarem de ser reconhecíveis. Enriquez não constrói os contos em torno de grandes revelações. Trabalha antes a progressão, o acumular de sinais, até que já não seja possível voltar atrás. O impacto vem dessa deriva lenta, mais do que de um momento isolado. COMPRO NA WOOK! »

Jesus Cristo Bebia Cerveja

de Afonso Cruz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896721336
Editor: Alfaguara Portugal
Data de Lançamento: junho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 224 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896721336

Afonso Cruz nunca desilude.

Cátia Pereira

A história acontece numa pequena aldeia alentejana (o que logo por si me cativa!), que se transforma em Jerusalém graças ao amor de Rosa pela sua avó, cujo maior desejo, antes de morrer, é visitar a Terra Santa. E este é o mote para virmos a conhecer personagens maravilhosas, tão ao jeito de Afonso Cruz, e que compõem uma história comovente e ao mesmo tempo hilariante. Embora não tenha superado a minha adoração por outros livros que já li do escritor, não deixa de ser uma ótima opção e que aconselho bastante.

Maravilhoso!

Susana Pereira

O amor entre avó e neta, a inocência da doce Rosa e uma série de personagens tão distintas entre si fazem deste livro uma obra fenomenal!

Jesus Cristo Bebia Cerveja |Ironia, Crítica num mix de tantas verdades

Pedro Rebelo

Quem já leu Afonso Cruz, sabe que é constantemente brindado com recursos estilísticos recorrentes na mesma frase ou frases e/ou ao longo do texto. É algo intrínseco a este autor. Para quem ainda não leu nenhum dos seus livros e vai começar, deve ter em consideração este factor, pois na verdade é um livro onde se faz analogias, referências e onde, em suma, se utilizam bastantes recursos estilísticos para se explicar a história. Certas vezes com ironia outra vezes de forma nua e crua. Podia dizer-se que se aplica a regra do 8 ao 80. Para mim o facto de ser extravagante, diferente e exagerado torna a história uma colheita de loucura das boas!!! Ao mesmo tempo, este livro, utiliza ironia, com tom de crítica, o que nos faz pensar nas mensagens que a história e o autor nos estão a transmitir. Assim, o leitor deve ter em consideração estes aspectos antes de o adquirir. Sobre o livro: Em Jesus Cristo Bebia Cerveja, podemos dizer que existem 5 personagens principais que fazem esta história: Antónia (Avó de Rosa), Rosa (neta de Antónia), o pastor Ari (grande amigo de Rosa), o Professor Borja e Miss Whitemore (chamada a Inglesa, e de certa forma algo importante na história). Na sua essência, somos introduzidos pela história de Rosa, neta de Antónia que está responsável por cuidar de Antónia e onde, ao longo da história, somos informados quer da vida de Rosa quer da abordagem de outras personagens. A história foca-se em Antónia, mulher com uma certa idade, mas que tem um único e último desejo. Ir um dia à terra prometida (Jerusalém) antes de falecer.É aqui que Rosa e associados terão um papel fundamental e realizar este desejo. Para o conseguir e com ajuda de outros intervenientes e do professor Borja escritor e habituado a transcrever histórias de ficção que reflectem a realidade, decide transformar a realidade em ficção, uma ficção no seu sentido, uma falácia como num espectáculo de magia onde a maior parte dos adereços do espectáculo (não) estão visíveis a olho nu. É aqui que Afonso Cruz consegue destacar-se e dar asas à imaginação. É aqui que se consegue ver o que é um escritor e o que é realmente um grande escritor. "-Tudo o que ela quer é ir À Terra Santa- chora Rosa- é só isso que ela quer. Ver Jerusalém e depois morrer. -É difícil. Como é que a fazemos chegar lá? -É impossível. (...) -Mas, tal como é possível não pisar a merda, é possível dar valor ao impossível. O que há a fazer é leva-la a Jerusalém. - Impossível. Nós somos pobres. - Claro, como quase toda a gente. - Trabalhamos, mas continuamos na miséria. -Evidentemente. Se o trabalho desse dinheiro, os pobres seriam ricos. Mas não é disso que falo". (...) "-Se nós não conseguimos chegar a Jerusalém, temos que fazer com que Jerusalém chegue até nós" Uma descrição de peripécias e sobressaltos de um enredo que dá uma reviravolta muito grande no final, que nos mostra que quando algo é impossível e caricato, pode ser idealizado e tornado real. Em suma: Rosa e Borja numa aldeia alentejana Cuidam da avó Antónia, a mulher puritana Antónia esta, que mal consegue caminhar Surda e cansada, sente um desconforto, um mau estar. Mas Antónia está certo do último desejo da sua vida Ir a Jerusalém, ir à terra prometida Sem dinheiro, Rosa e Borja terão que pensar Num espectáculo de disfarces, para a Jerusalém a avó levar Mas de tantas certezas que por lá existia Quiçá Antónia não sairá do seu lugar, sem comprometer a profecia.

Excelente!

Sandra Fernandes

Há muito tempo que não lia um livro que me prendesse assim. Li-o em 3 dias, a última metade de uma assentada só. Adorei a escrita e os capítulos curtos, que nos fazem querer ler "só mais um, só mais um". Foi o primeiro que li do Afonso Cruz e gostei tanto que, a seguir, comprei logo o Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas.

Riquíssimo!

João Marcelo Costa

O autor utiliza um basto leque de personagens— todas elas bastante completas— para não raras vezes se distanciar do argumento principal da obra e fazer reflexões filosóficas e culturais altamente pertinentes. Um romance que nos surpreende a cada virar de página.

Genial!

AC

Que livro genial! Adoro a forma como o Afonso Cruz escreve. Há muito tempo que andava para ler alguma das suas obras e decidi começar por esta. Agora tenho que ler todas as outras, porque realmente a escrita é apaixonante. E o mote para o livro? E o enredo? Absolutamente fantásticos! Escritor original e inteligente.

Originalidade

Helena Lourenço

Jesus Cristo bebia cerveja é tem um enredo muito original, mais do que isso , adorei a forma como o autor escreve, as analogias, a forma simples como aborda pensamentos filosóficos e os recursos expressivos que utiliza. Quero ler mais livros deste autor.

Kazantzakis português com humor

André Campos

A ficção portuguesa contemporânea está cheia de grandes escritores com uma capacidade enorme de aborrecer os leitores com más ideias para romances. Com este livro, provavelmente o seu melhor, Afonso Cruz volta a provar que é possível a um grande escritor desvelar uma narrativa baseada numa premissa genial: a representação de Jerusálem em pleno Alentejo. Uma espécie de "Cristo Recrucificado" de Kazantzakis, mas com humor. É sem dúvida um dos acontecimentos literários dos últimos anos em Portugal e merece todos os prémios que lhe têm sido atribuídos.

Uma maravilha para a alma

Ilda Queirós

Estou a ficar cada vez mais encantada com este autor, o humor dele é uma maravilha. A sensibilidade, simplicidade e profundidade dos livros dele só podem vir de uma pessoa genial. É o terceiro livro que leio e continuo a rir com o seu sentido de humor e a preencher a minha alma com a humanidade das personagens. Muito bom, sem duvida quero continuar a ler mais obras dele.

O melhor livro tuga que li este ano.

Rui Cabral

Não li muitos livros este ano, mas este foi sem dúvida o mais completo, alimenta o corpo e a alma.

Jesus no Alentejo

jose carlos sousa ferreira

Gostei do livro embora a forma simples como o autor se relaciona com as personagens, acaba por dar a esta obra um interesse fabuloso, a visão diferente de Jesus torna esta escrita divertida, mas sem ser abusiva.

SOBRE O AUTOR

Afonso Cruz

Afonso Cruz é escritor e artista multidisciplinar (ilustração, fotografia e música), e, nos tempos livres, ainda faz cerveja. Trabalhou como cineasta durante mais de uma década.
Tem publicados mais de 40 livros, traduzidos em mais de 20 línguas e nos mais variados géneros literários, desde conto, romance, poesia, ensaio, teatro, foto-texto, literatura de viagens e literatura para a infância. Em menos de 20 anos de carreira literária, já foi distinguido com importantes prémios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam: o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio Fernando Namora, o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, o Prémio SPA para Melhor Livro Infantil (2011) e o Prémio SPA para Melhor Livro de Ficção Narrativa (2019), o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, o Prémio da União Europeia para a Literatura, o Prémio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil e o Prémio Ibérico Álvaro Magalhães.
Assina, desde 2013, uma crónica mensal no Jornal de Letras, Artes e Ideias, sob o título «Paralaxe», e tem uma coluna de opinião no Sapo.

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