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Para Onde Vão os Guarda-Chuvas

(8ª Edição)

de Afonso Cruz

editor: Companhia das Letras, outubro de 2013
O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos que foi o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso. Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca.
Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.

Entre os 5.000 exemplares da primeira edição, existem 2 que são completamente diferentes: um é a versão diurna do romance, outro a sua versão nocturna. Os leitores estão convidados a descobrir se o seu exemplar é um dos livros especiais.
Os 2 vencedores terão direito a uma oferta de livros do catálogo da Alfaguara.

«Afonso Cruz pertence a uma rara casta de ficcionistas: os que acreditam genuinamente no poder da efabulação literária. Se isso já era notório nos seus quatro romances anteriores, mais evidente se torna ao concluirmos a leitura deste volumoso Para onde vão os guarda-chuvas. O escritor está agora no auge das suas capacidades narrativas e serve-se delas para criar um Oriente inventado, onde as histórias brotam debaixo das pedras e se entrelaçam com extraordinária coesão.»
José Mário Silva, Expresso

«Para onde vão os guarda-chuvas é o ponto mais alto da capacidade narrativa e de efabulação de Afonso Cruz. (…) O que poderia não passar de um exercício de demonstração de sabedoria é um livro cheio de humanidade, muitas vezes brutal, e de um apurado sentido estético. Magnético.»
Isabel Lucas, Público

– A minha mãe, Sr. Elahi, interrogava-se para onde vão os guarda-chuvas. Sempre que ela saía à rua, perdia um. E durante toda a sua vida nunca encontrou nenhum. Para onde iriam os guarda-chuvas? Eu ouvia-a interrogar-se tantas vezes, que aquele mistério, tão insondável, teria de ser explicado. Quando era jovem pensei que haveria um país, talvez um monte sagrado, para onde iam os guarda-chuvas todos. E os pares perdidos de meias e de luvas. E a nossa infância e os nossos antepassados. E também os brinquedos de lata com que brincávamos. E os nossos amigos que desapareceram debaixo das bombas. Haveriam de estar todos num país distante, cheio de objectos perdidos. Então, nessa altura da minha vida, era ainda um adolescente, decidi ser padre. Precisava de saber para onde vão os guarda-chuvas.
– E já sabe? – perguntou Fazal Elahi.
– Não faço a mais pequena ideia, mas tenho fé de encontrar um dia a minha mãe, cheia de guarda-chuvas à sua volta.

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Filhos da Chuva: as referências de um primeiro romance

Para escrever, é preciso ler muito. Procurar a nossa voz nos livros, encontrar referências, contactar com diferentes estilos. Um fator decisivo para que a página em branco não seja um bloqueio. Depois, entre todos, há os livros que inspiram. Proponho-vos que conheçam alguns livros cuja leitura foi determinante no processo de criação de Filhos da Chuva.

  Filhos da Chuva «Um romance em que a culpa e a obsessão andam de mãos dadas com o acaso e a coragem.»
Antes, porém, falemos deste que é o meu primeiro romance. O primeiro que publiquei, pois há outros que estão na gaveta… e por lá devem permanecer. Para se chegar àquele momento em que consideramos ter uma obra merecedora de ser publicada, há que escrever muito antes. Bater muita tecla, passar muitas horas diante do computador. E depois, se assim o entendermos, deitar fora tudo isso. Escrevo desde os 12 anos e perdidos nas caixas da cave da casa da minha mãe estão o início de um conto sobre a mulher de D. Pedro I, um policial passado no Burundi, uma saga familiar com mais de mil páginas, um romance epistolar, uma novela dedicada a uma grande paixão e muitos poemas. Mas nada disto merece ver a luz do dia. Escrevi estes textos com todo o meu coração. Mas faltava-me vida e, sobretudo, faltava-me leitura. E isso refletia-se na escrita.
Filhos da Chuva é um romance que se passa num Território imaginado, em que existe uma terra, Domínio, onde não para de chover há muito tempo. Tanto que, por isso, e pelo facto de a luz rarear, o próprio tempo parou numa hora que todos acordaram, as cinco da tarde. É neste Território que se movem as personagens, identificadas pela sua função no enredo: Mãe, Filho, Mulher, Dono, Ministro, entre outros homens e mulheres que nos guiam através de uma trama e de uma terra que são, também, personagens principais. Procurei criar momentos de tensão, alguns até – diria – sufocantes, mas também de humor e de uma certa leveza possível. Vi as pessoas deste livro ganharem vida por si e tantas vezes me admirei com o facto de serem elas, a maior parte das vezes, a orientarem o seu rumo numa história onde temas fortes, como a maternidade ou a culpa, acabam por desempenhar papéis principais.
Mas nada disto seria possível sem ter lido livros que me inspiraram. Com este elenco de obras-mestras, não quero ter a veleidade da comparação. Pelo contrário, enumero alguns dos livros que me vêm construindo enquanto autor. QUERO LER! »









  Uma Casa na Escuridão Foi sobretudo na ideia de que o Mal, esse, com maiúscula, pode chegar a qualquer momento e desencadear mudanças absurdas nas vidas das pessoas, que encontrei referências que me interessavam para o meu romance. Peixoto escreveu um livro a que regresso muitas vezes para recentrar esse fino equilíbrio entre a tranquilidade e o horror. Um horror pleno que não encontramos em Domínio, mas que, em determinados momentos da narrativa, lhe serve de redoma. QUERO LER! » O Pecado de Porto Negro Não é fácil criarmos um mundo de raiz. Até onde temos de ir para que se torne coeso? Norberto Morais fá-lo com uma mestria irrepreensível, não apenas neste livro, como também em A Balada do Medo. É bem possível pensar que o Território de Filhos da Chuva poderia estar no mesmo mundo desta América Latina de Norberto Morais, ainda que, provavelmente, em tempos históricos diferentes. QUERO LER! » Para onde vão os guarda-chuvas A delicadeza das relações entre os filhos e os pais é um tema que sobressai nesta autêntica obra-prima. Aquele fino estalar de entendimento entre um filho e um pai, a confusão a que podem conduzir diferentes condutas perante uma criança e perante a memória de outras pessoas que, ainda assim, podem ou não ser reais. Talvez entre Amor e o seu suposto pai, de Filhos da Chuva, existam memórias imaginadas cuja origem tenha ido beber a um dos mais impactantes romances da literatura portuguesa. QUERO LER! » Ensaio sobre a Cegueira A questão do narrador, nesta e noutras obras de Saramago, é algo que me interessa muito. Encaro-o como um narrador presente, ainda que por vezes não tão diretamente, mas ao ler o autor tenho sempre a impressão de que é alguém que me conta uma história, que me conduz através de um enredo. Este narrador não nos conta tudo, mas há sempre a ideia de que pode ter com ele toda a informação e dosear a forma como a entrega ao leitor. QUERO LER! » A Casa dos Espíritos O realismo mágico nunca pode servir de remate de uma situação para a qual o autor não tem solução. Esse deus ex machina, na minha opinião, assassina qualquer livro. Allende, neste livro, entrega-nos elementos de realismo mágico postos numa história que retrata um país não nomeado, mas com factos históricos que nos aportam no Chile. Não usa nunca esses elementos como desenlace ou resolução e, penso, esse é um grande ensinamento a autores que se queiram mover dentro desse território da criatividade. QUERO LER! »

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas

(8ª Edição)

de Afonso Cruz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898775184
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: outubro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 231 x 39 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 624
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898775184
e e e e e

Um livro para guardar na alma

Patrícia Santos

Há poucos livros capazes de transmitir uma mensagem desta maneira, um misto de realidade, ficção e moralidade. Faz-nos pensar e repensar, fica-nos entranhado na pele e na alma. A invisibilidade tem destas coisas. Soberbo!

e e e e e

Arrebatador

Carlos R.

Este romance é simplesmente uma das narrativas mais belas que já pude ler.

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Lindíssimo!

MM

Este livro tornou-se a minha obra favorita de Afonso Cruz. Retrata uma história linda e comovente, que nos agarra do princípio ao fim. Recomendo.

e e e e e

Absolutamente Brilhante!

Cátia Pereira

Dos melhores livros que li em muitos anos. Ficará no top dos preferidos, sem dúvida.

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Brilhante

Ana

Simplesmente brilhante. Recomendo muito!

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MARAVILHOSO!

JBC

Acho que não posso dizer que seja a minha obra preferida de Afonso Cruz, mas é uma obra incrível, sem sombra de dúvida... Para mim, a escrita de Afonso Cruz é fantástica e não me desiludiu em nada esta obra.

e e e e e

Inebriante

Eunice

Primeiro livro que leio de Afonso Cruz e acho que não poderia ter escolhido melhor: lê-se, sente-se e passa a ser parte de nós. Uma obra que toca temas actuais (crenças religiosas, violência e tantos outros) e eternos (a morte) com os quais vivemos, na qual o enredo nos absorve, espanta, deslumbra. É uma leitura humana que, no fim, deixa a sensação é a de um vazio por preencher e, para mim, isso significa que li um excelente livro!

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Genial e Indescritível!

Natacha Cunha

Não há palavras para descrever este livro. Genialidade pura!

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Espetacular!

L. R.

Um livro que nos deixa a pensar...adorei a forma como está escrito tornando a sua leitura viciante. Recomendo!

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Fabuloso!

Maria João Pinto | 01-04-2014

Afonso Cruz já nos habituou à leitura de estórias sensíveis, comoventes e que nos remetem à reflexão e envolvimento com as personagens. Com este Para onde vão os guarda-chuvas, não consegui parar de ler até saber o destino das personagens. Abracei de uma forma sentida Elahi, com quem me identifiquei profundamente. Afonso Cruz faz-nos isto. Às vezes, sem querer, conta-nos um pouco da nossa própria história!

e e e e e

Mais uma maravilha de Afonso Cruz

Ilda Queirós

Adorei este livro… Como li nesta mesma obra, há livros que têm uma capa bonita e outros que por dentro nos enchem a alma. Sem duvida este enche a alma.

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Notável Afonso Cruz

FGL

Tal como o autor, este romance é maravilhoso. Ler Afonso Cruz é demais! Vale, vale muito ler "Para Onde Vão os Guarda-Chuvas", porque certamente terá vontade de o reler. E isso é muito bom, para o autor e para o leitor!

e e e e e

Imperdível

Joana Soares

Nem sei o que comentar, não há nada que se possa escrever que demonstre o quanto adorei este livro. Uma excelente leitura, mais que recomendado!

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Genial!

Andreia C.

Um dos melhores livros que li na vida. Melódico, eterno e arrebatador. Não conseguimos esquecer as personagens nem a história mesmo com o último virar da página.

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Sublime

Cláudia Farinho Dias

Quando terminei o livro, senti necessidade de um espaço de silêncio para conter a comoção, para poder integrar o pequeno abalo sísmico, que me acontece quando leio grandes obras: um tratado sobre a humanidade, escrito com uma clarividência sublime, tecido com uma profundidade meticulosa de quem desenha os espaços de luz entre as folhas de uma árvore. Dizer mais, só a gratidão por pertencer à geração de quem escreve assim...

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E eu que nem uso guarda-chuva!

Alexandra Varandas

E eu que sinto o frio da chuva e me delicio com o quente que encontro nos espaços entre as gotas. E eu que me exponho à eterna cadência dos dias! E consumo as memórias com o instantâneo da vida. Eis uma plataforma de desembarque, uma estância de identidade errante, tão profunda como a alma que se permite. Bem haja Afonso Cruz. Bem haja!

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Excelente !

Sofia Melo

Uma obra prima da escrita portuguesa. Profundo, inebriante e cheio de coisas que nos fazem pensar.

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Realmente, para onde?

Maria Teresa Meireles

Afonso Cruz igual a si próprio, ou seja, originalíssimo. Uma escrita apenas aparentemente simples e ingénua, de uma enorme profundidade e sensibilidade. Como tudo o que este autor escreve, é de ler e reler.

Afonso Cruz

Afonso Cruz é escritor, ilustrador, cineasta e músico da banda The Soaked Lamb.
Em julho de 1971, na Figueira da Foz, era completamente recém-nascido, e haveria, anos mais tarde, de frequentar lugares como a António Arroio, as Belas-Artes de Lisboa, o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de meia centena de países. Assina, desde fevereiro de 2013, uma crónica mensal no Jornal de Letras, Artes e Ideias sob o título «Paralaxe». Recebeu vários prémios e distinções nas diversas áreas em que trabalha, vive no campo e gosta de cerveja.
Os seus livros estão publicados em vários países.
www.afonsocruz.booktailors

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