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Jesus Cristo Bebia Cerveja eBook

de Afonso Cruz
Livro eBook
Editor: ALFAGUARA, fevereiro de 2014 ‧
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Esta é uma história sobre a importância do outro. O pintor Oskar Kokoschka estava tão apaixonado por Alma Mahler que, quando a relação acabou, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada. Mas um dia, farto dela, partiu-lhe uma garrafa de vinho tinto na cabeça e a boneca foi para o lixo. Foi a partir daí que ela se tornou fundamental para o destino de várias pessoas que sobreviveram às quatro toneladas de bombas que caíram em Dresden durante a Segunda Guerra Mundial.

Jesus Cristo Bebia Cerveja

de Afonso Cruz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896722333
Editor: ALFAGUARA
Data de Lançamento: fevereiro de 2014
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896722333

Afonso Cruz nunca desilude.

Cátia Pereira

A história acontece numa pequena aldeia alentejana (o que logo por si me cativa!), que se transforma em Jerusalém graças ao amor de Rosa pela sua avó, cujo maior desejo, antes de morrer, é visitar a Terra Santa. E este é o mote para virmos a conhecer personagens maravilhosas, tão ao jeito de Afonso Cruz, e que compõem uma história comovente e ao mesmo tempo hilariante. Embora não tenha superado a minha adoração por outros livros que já li do escritor, não deixa de ser uma ótima opção e que aconselho bastante.

Maravilhoso!

Susana Pereira

O amor entre avó e neta, a inocência da doce Rosa e uma série de personagens tão distintas entre si fazem deste livro uma obra fenomenal!

Jesus Cristo Bebia Cerveja |Ironia, Crítica num mix de tantas verdades

Pedro Rebelo

Quem já leu Afonso Cruz, sabe que é constantemente brindado com recursos estilísticos recorrentes na mesma frase ou frases e/ou ao longo do texto. É algo intrínseco a este autor. Para quem ainda não leu nenhum dos seus livros e vai começar, deve ter em consideração este factor, pois na verdade é um livro onde se faz analogias, referências e onde, em suma, se utilizam bastantes recursos estilísticos para se explicar a história. Certas vezes com ironia outra vezes de forma nua e crua. Podia dizer-se que se aplica a regra do 8 ao 80. Para mim o facto de ser extravagante, diferente e exagerado torna a história uma colheita de loucura das boas!!! Ao mesmo tempo, este livro, utiliza ironia, com tom de crítica, o que nos faz pensar nas mensagens que a história e o autor nos estão a transmitir. Assim, o leitor deve ter em consideração estes aspectos antes de o adquirir. Sobre o livro: Em Jesus Cristo Bebia Cerveja, podemos dizer que existem 5 personagens principais que fazem esta história: Antónia (Avó de Rosa), Rosa (neta de Antónia), o pastor Ari (grande amigo de Rosa), o Professor Borja e Miss Whitemore (chamada a Inglesa, e de certa forma algo importante na história). Na sua essência, somos introduzidos pela história de Rosa, neta de Antónia que está responsável por cuidar de Antónia e onde, ao longo da história, somos informados quer da vida de Rosa quer da abordagem de outras personagens. A história foca-se em Antónia, mulher com uma certa idade, mas que tem um único e último desejo. Ir um dia à terra prometida (Jerusalém) antes de falecer.É aqui que Rosa e associados terão um papel fundamental e realizar este desejo. Para o conseguir e com ajuda de outros intervenientes e do professor Borja escritor e habituado a transcrever histórias de ficção que reflectem a realidade, decide transformar a realidade em ficção, uma ficção no seu sentido, uma falácia como num espectáculo de magia onde a maior parte dos adereços do espectáculo (não) estão visíveis a olho nu. É aqui que Afonso Cruz consegue destacar-se e dar asas à imaginação. É aqui que se consegue ver o que é um escritor e o que é realmente um grande escritor. "-Tudo o que ela quer é ir À Terra Santa- chora Rosa- é só isso que ela quer. Ver Jerusalém e depois morrer. -É difícil. Como é que a fazemos chegar lá? -É impossível. (...) -Mas, tal como é possível não pisar a merda, é possível dar valor ao impossível. O que há a fazer é leva-la a Jerusalém. - Impossível. Nós somos pobres. - Claro, como quase toda a gente. - Trabalhamos, mas continuamos na miséria. -Evidentemente. Se o trabalho desse dinheiro, os pobres seriam ricos. Mas não é disso que falo". (...) "-Se nós não conseguimos chegar a Jerusalém, temos que fazer com que Jerusalém chegue até nós" Uma descrição de peripécias e sobressaltos de um enredo que dá uma reviravolta muito grande no final, que nos mostra que quando algo é impossível e caricato, pode ser idealizado e tornado real. Em suma: Rosa e Borja numa aldeia alentejana Cuidam da avó Antónia, a mulher puritana Antónia esta, que mal consegue caminhar Surda e cansada, sente um desconforto, um mau estar. Mas Antónia está certo do último desejo da sua vida Ir a Jerusalém, ir à terra prometida Sem dinheiro, Rosa e Borja terão que pensar Num espectáculo de disfarces, para a Jerusalém a avó levar Mas de tantas certezas que por lá existia Quiçá Antónia não sairá do seu lugar, sem comprometer a profecia.

Excelente!

Sandra Fernandes

Há muito tempo que não lia um livro que me prendesse assim. Li-o em 3 dias, a última metade de uma assentada só. Adorei a escrita e os capítulos curtos, que nos fazem querer ler "só mais um, só mais um". Foi o primeiro que li do Afonso Cruz e gostei tanto que, a seguir, comprei logo o Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas.

Riquíssimo!

João Marcelo Costa

O autor utiliza um basto leque de personagens— todas elas bastante completas— para não raras vezes se distanciar do argumento principal da obra e fazer reflexões filosóficas e culturais altamente pertinentes. Um romance que nos surpreende a cada virar de página.

Genial!

AC

Que livro genial! Adoro a forma como o Afonso Cruz escreve. Há muito tempo que andava para ler alguma das suas obras e decidi começar por esta. Agora tenho que ler todas as outras, porque realmente a escrita é apaixonante. E o mote para o livro? E o enredo? Absolutamente fantásticos! Escritor original e inteligente.

Originalidade

Helena Lourenço

Jesus Cristo bebia cerveja é tem um enredo muito original, mais do que isso , adorei a forma como o autor escreve, as analogias, a forma simples como aborda pensamentos filosóficos e os recursos expressivos que utiliza. Quero ler mais livros deste autor.

Kazantzakis português com humor

André Campos

A ficção portuguesa contemporânea está cheia de grandes escritores com uma capacidade enorme de aborrecer os leitores com más ideias para romances. Com este livro, provavelmente o seu melhor, Afonso Cruz volta a provar que é possível a um grande escritor desvelar uma narrativa baseada numa premissa genial: a representação de Jerusálem em pleno Alentejo. Uma espécie de "Cristo Recrucificado" de Kazantzakis, mas com humor. É sem dúvida um dos acontecimentos literários dos últimos anos em Portugal e merece todos os prémios que lhe têm sido atribuídos.

Uma maravilha para a alma

Ilda Queirós

Estou a ficar cada vez mais encantada com este autor, o humor dele é uma maravilha. A sensibilidade, simplicidade e profundidade dos livros dele só podem vir de uma pessoa genial. É o terceiro livro que leio e continuo a rir com o seu sentido de humor e a preencher a minha alma com a humanidade das personagens. Muito bom, sem duvida quero continuar a ler mais obras dele.

O melhor livro tuga que li este ano.

Rui Cabral

Não li muitos livros este ano, mas este foi sem dúvida o mais completo, alimenta o corpo e a alma.

Jesus no Alentejo

jose carlos sousa ferreira

Gostei do livro embora a forma simples como o autor se relaciona com as personagens, acaba por dar a esta obra um interesse fabuloso, a visão diferente de Jesus torna esta escrita divertida, mas sem ser abusiva.

SOBRE O AUTOR

Afonso Cruz

Afonso Cruz é escritor e artista multidisciplinar (ilustração, fotografia e música), e, nos tempos livres, ainda faz cerveja. Trabalhou como cineasta durante mais de uma década.
Tem publicados mais de 40 livros, traduzidos em mais de 20 línguas e nos mais variados géneros literários, desde conto, romance, poesia, ensaio, teatro, foto-texto, literatura de viagens e literatura para a infância. Em menos de 20 anos de carreira literária, já foi distinguido com importantes prémios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam: o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio Fernando Namora, o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, o Prémio SPA para Melhor Livro Infantil (2011) e o Prémio SPA para Melhor Livro de Ficção Narrativa (2019), o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, o Prémio da União Europeia para a Literatura, o Prémio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil e o Prémio Ibérico Álvaro Magalhães.
Assina, desde 2013, uma crónica mensal no Jornal de Letras, Artes e Ideias, sob o título «Paralaxe», e tem uma coluna de opinião no Sapo.

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