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Hadji-Murat

de Lev Tolstói
Editor: Relógio D'Água, julho de 2009 ‧
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Tolstói escreveu Hadji-Murat entre 1896 e 1904 em sucessivos rascunhos, mas a novela manteve-se inédita até à sua morte.
A narrativa decorre durante as campanhas do Império Russo contra os muçulmanos das montanhas e florestas caucasianas. Como chefe guerreiro, Hadji-Murat tornou-se lendário muito antes da sua morte em combate.
O livro foi elogiado por leitores tão diversos como Wittgenstein e Isaac Babel. O autor de Investigações Filosóficas ofereceu um exemplar da obra ao seu discípulo Norman Malcolm quando este cumpriu o serviço militar, afirmando que havia muito a retirar dela.

«Aqui, a descarga eléctrica partiu da terra, passou pelas mãos e foi direita ao papel, sem qualquer tipo de isolamento, arrancando todas as camadas exteriores com um sentido de verdade.»
Isaac Babel

«Hesitamos em colocar Hadji-Murat acima de todas as outras realizações de Tolstói no domínio da novela, um género em que ele se notabilizou e que inclui obras tão extraordinárias quanto A Morte de Ivan Iliitch, Senhor e Servidor, O Diabo, Os Cossacos, A Sonata de Kreutzer e O Padre Sérgio. Contudo, nem mesmo as duas primeiras obras desta lista me impressionam tanto quanto Hadji-Murat me tem impressionado desde que a li pela primeira vez, há mais de quarenta anos. Ela é a minha pedra-de-toque pessoal para o sublime da prosa de ficção; aquela que considero ser a melhor história do mundo, ou pelo menos a melhor que eu li até hoje.»
Harold Bloom em O Cânone Ocidental

«Hadji-Murat lê-se como um livro de aventuras. É um livro de aventuras. O destino (trágico) do protagonista vai-se desenrolando subtilmente à nossa frente, enriquecido por toda uma plêiade de personagens, pinceladas naquele jeito realista que torna qualquer obra de Tolstói num quadro a transbordar de vida. E a simpatia assumida do russo pelo seu herói fora-da-lei (o que levaria, aliás, o livro a ter problemas vários com a censura), descrito não como um bárbaro primitivo mas como um corajoso insurrecto, confirma aquele traço único de Tolstói, sempre capaz de nos seduzir pela bondade.»
Ana Cristina Leonardo, blog Meditação na Pastelaria

Hadji-Murat

de Lev Tolstói

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896411060
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 236 x 11 mm
Páginas: 134
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896411060

Enorme Conto

Pedro Isidoro

Uma obra muito bem construída, um dos melhores contos deste grande autor, É uma grande narrativa histórica, num período de grande conflitualidade da Rússia com os seu vizinhos; que tem também como base, uma forte critica à aristocracia russa, pela sua enorme hipocrisia. Aliás, pode-se dizer ainda, que esta obra está mais viva que nunca! Penso que para quem não conhece, aquelas que são das obras mais marcantes da literatura universal, ou tem medo dos grandes "calhamaços" Anna Carénina ou Guerra e Paz; indicaria A Morte de Ivan Iliitch e Hadji-Murat, uma boa porta de entrada, para este "monstro" Lev Tolstói, que pela sua capacidade de nos prender à leitura...; é simplesmente genial!

Um belo conto de aventuras

Carlos Penim

Livro ideal para quem quer iniciar a leitura de Lev Tolstoi. Enredo envolvente do principio ao fim, descrições não exaustivas dos personagens e lugares que mantém o leitor preso ao livro.

SOBRE O AUTOR

Lev Tolstói

Lev Tolstoi (1828-1910) nasceu na Rússia, no seio de uma família nobre. Órfão desde cedo, optou por seguir a carreira militar, servindo-se mais tarde das suas experiências no campo de batalha para representar a guerra de forma realista nos seus romances.

Em 1856, abandona o exército e viaja pela Europa para estudar Pedagogia. De regresso à Rússia, dedica-se à escrita, publicando mais tarde em fascículos Guerra e Paz (1865-69) e Anna Karénina (1875-77), ainda hoje considerados dois dos melhores romances de sempre.

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