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Esteiros

de Soeiro Pereira Gomes
Editor: Cordão de Leitura, novembro de 2020 ‧
14,00€
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A realidade dos seus dias que os sujeitavam à dureza do trabalho sempre que o conseguiam arranjar, Gineto, Gaitinhas, Malesso, Maquineta e muitos outros, são os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo que, vadiando ou roubando para comer, durante o resto do tempo continuam a sonhar.
São os filhos dos homens que nunca foram meninos.
É uma obra que conta o que acontece num país pobre, sem esperança e analfabeto como Portugal dos anos 30/40.

Esteiros, livro publicado em 1941, é um dos textos que encetou o neo-realismo, sendo Soeiro Pereira Gomes considerado o mais dotado dos pioneiros deste movimento, tornando-se um romance marcante da literatura portuguesa do século XX.

A 1ª edição tem capa e ilustrações de Álvaro Cunhal, que referiu:
Pediu-me que ilustrasse e assim fiz, certo porém de que os modestos desenhos não eram dignos do valor da obra literária.
Considerou este romance uma pequena obra-prima, tendo acrescentado que traduz (não em termos de análise política, mas com igual força de expressão e convencimento) o humanismo dos ideais e da luta dos comunistas. De sua casa podia observar a luta trágica dos operários para a sua sobrevivência, mas o que mais lhe custava era ver que entre eles havia crianças que iam a par dos adultos para, como eles, batalharem também com o mesmo fim, a troco de um salário miserável. Em plena ditadura salazarista, que tentava esconder os crimes do holocausto nazi, foi proibido ouvir a BBC, mas Soeiro Pereira Gomes, abrindo as janelas da sala de sua casa, deixava que o som do seu rádio saísse para a rua de forma a que os transeuntes pudessem ouvir, discretamente, as informações de Londres. Em Maio de 1944, perseguido pela PIDE, entra na clandestinidade e em 1949 morre de doença, com apenas 40 anos de idade.

é o ponto de viragem na atitude.
Para mim, mostrar o que escrevo,
agora, vale a pena.
Pronto a despir é um livro sobre
procura, encontros e desencontros.
Sobre o amor, a minha forma
de o ver e de o viver.

Esteiros

de Soeiro Pereira Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898574558
Editor: Cordão de Leitura
Data de Lançamento: novembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 212 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 212
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos Cordão de Leitura
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898574558

SOBRE O AUTOR

Soeiro Pereira Gomes

Joaquim Soeiro Pereira Gomes (Baião, 1909 – Lisboa, 1949) estudou em Espinho e Coimbra (onde tirou o curso de regente agrícola) e trabalhou em Angola. Fixou-se em Alhandra e, a partir de 1939, começa a escrever no semanário oposicionista O Diabo. Tendo aderido ao PCP em 1937, passou à clandestinidade em 1944, sendo eleito para o Comité Central em 1946. Além de Esteiros (cujo desenho da capa da primeira edição é de Álvaro Cunhal), na sua bibliografia há ainda outro romance, Engrenagem (publicação póstuma em 1951), bem como recolhas de contos (Contos Vermelhos ou Refúgio Perdido e Outros Contos) e de crónicas. A sua correspondência com a mulher, Manuela Câncio dos Reis, está publicada no livro Eles Vieram de Madrugada (1981).

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