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Esteiros

de Soeiro Pereira Gomes
Editor: Bons Ventos, março de 2025 ‧
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Esteiros (1ª edição, 1941) é uma narrativa realista sobre o trabalho dos meninos nos telhais na margem do Tejo, e dedicada aos "filhos dos homens que nunca foram meninos".

Este romance ímpar, escrito por Soeiro Pereira Gomes (1909-1949), remete-nos para uma estreita ligação entre um conteúdo de forte cariz social e político e um lirismo e metaforização reveladores de uma criatividade de tremendo e intrínseco valor literário.

Soeiro Pereira Gomes nasceu em Gestaçô a 14 de abril, foi pioneiro e vulto maior do movimento neo-realista. Depois de ter vivido em Angola, um curto período, mudou-se para Alhandra, no concelho de Vila Franca de Xira, onde trabalhou nos escritórios da fábrica de cimentos local. O seu empenho cívico nas coletividades operárias desta vila prolongar-se-á num envolvimento cultural ligado ao teatro e às letras, refletindo preocupações sociais de oposição ao regime do Estado Novo.

Esteiros

de Soeiro Pereira Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899256064
Editor: Bons Ventos
Data de Lançamento: março de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 216 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 186
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899256064

Deveria ser leitura obrigatória nas escolas

Cláudia R.

Este livro tocou-me bastante porque mostra a vida dura das crianças que tinham de trabalhar em vez de poderem brincar e aprender. Mais ainda porque resido no concelho e conheço de perto muitas dos locais mencionados. Apesar de ser antigo, continua muito atual, já que nos fala sobre justiça e direitos. Acho que seria importante que os alunos pudessem ler esta obra na escola, porque ajuda a perceber o valor da educação e a dar mais importância às oportunidades que temos hoje.

SOBRE O AUTOR

Soeiro Pereira Gomes

Joaquim Soeiro Pereira Gomes (Baião, 1909 – Lisboa, 1949) estudou em Espinho e Coimbra (onde tirou o curso de regente agrícola) e trabalhou em Angola. Fixou-se em Alhandra e, a partir de 1939, começa a escrever no semanário oposicionista O Diabo. Tendo aderido ao PCP em 1937, passou à clandestinidade em 1944, sendo eleito para o Comité Central em 1946. Além de Esteiros (cujo desenho da capa da primeira edição é de Álvaro Cunhal), na sua bibliografia há ainda outro romance, Engrenagem (publicação póstuma em 1951), bem como recolhas de contos (Contos Vermelhos ou Refúgio Perdido e Outros Contos) e de crónicas. A sua correspondência com a mulher, Manuela Câncio dos Reis, está publicada no livro Eles Vieram de Madrugada (1981).

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