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Esteiros

de Soeiro Pereira Gomes
Editor: Edições Humus, março de 2021 ‧
8,00€
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«Noutras noites, quando o luar parecia escorrer pelas escadas do forno, puídas de velhice, e os esteiros eram fiada de espelhos, os rapazes cismavam, fitando os astros. a brisa emitia sons de melodias longínquas; coaxavam rãs entre os limos da charca; uma estrela riscava o céu. Alguém, então, desencantava o silêncio do grupo.
— Gaitinhas, canta um fadinho…
A voz arrastada do garoto emudecia as rãs e a brisa.»

Livros cosidos, com folhas não aparadas, à semelhança do que se fazia no passado. A editora liga assim a coleção à História do Livro e associa-lhe uma vantagem ecológica, evitando o desperdício de papel.

Esteiros

de Soeiro Pereira Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897556081
Editor: Edições Humus
Data de Lançamento: março de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 123 x 165 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 228
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Ilha
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897556081

Grande obra

André Teixeira

Sem dúvida, trata-se do expoente máximo do Neorrealismo português! É uma obra que mostra com muita precisão e autenticidade como era dura a vida das populações rurais ribatejanas. Ao mesmo tempo, tem também personagens incríveis, às quais nos afeiçoamos com muita facilidade!

Neo-Realismo pujante e cru!

João Rebuge

Uma ótima capacidade narrativa! Uma história contada sem esconder nada da crua realidade! Detalhes e pormenores não parecem demais! Tudo na forma intrincada, mas complicações, contribui para uma leitura empenhada. Parece conseguir ler-se de uma assentada! Neo-Realismo no seu melhor! O autor conquistou-me, sofro pela parca, mas insubstituível, obra literária!

SOBRE O AUTOR

Soeiro Pereira Gomes

Joaquim Soeiro Pereira Gomes (Baião, 1909 – Lisboa, 1949) estudou em Espinho e Coimbra (onde tirou o curso de regente agrícola) e trabalhou em Angola. Fixou-se em Alhandra e, a partir de 1939, começa a escrever no semanário oposicionista O Diabo. Tendo aderido ao PCP em 1937, passou à clandestinidade em 1944, sendo eleito para o Comité Central em 1946. Além de Esteiros (cujo desenho da capa da primeira edição é de Álvaro Cunhal), na sua bibliografia há ainda outro romance, Engrenagem (publicação póstuma em 1951), bem como recolhas de contos (Contos Vermelhos ou Refúgio Perdido e Outros Contos) e de crónicas. A sua correspondência com a mulher, Manuela Câncio dos Reis, está publicada no livro Eles Vieram de Madrugada (1981).

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