Entre a Mentira e a Ironia
Editor:
Gradiva, maio de 2024 ‧
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SINOPSE
Mais do que uma reflexão literária ou semiótica sobre a mentira e a ironia, este pequeno livro de Umberto Eco reúne quatro ensaios sobre os usos e abusos da linguagem.
Apesar de aparentemente não terem muito em comum, as figuras que habitam estes textos do célebre semiólogo italiano - Cagliostro, Alessandro Manzoni, Achille Campanile e Hugo Pratt -, proporcionam uma reflexão sobre a linguagem e a sua capacidade de ironizar, mentir, desfigurar ou subverter o sentido das palavras.
O médico e filantropo Cagliostro mente com a palavra e mente com o hábito. Por outro lado, mentem sobre Cagliostro as lendas que o transformaram de insignificante aventureiro que foi em mito e símbolo do livre-pensamento, vítima do obscurantismo clerical.
O poeta e romancista Manzoni, que na sua obra ensaística dedicou à linguagem páginas bem mais complexas, sugere, no romance Os Noivos, uma oposição entre a linguagem verbal, veículo de mentira e de prepotência, e os signos naturais, através dos quais os mais humildes compreendem quando os poderosos os tentam enganar com a sua verve.
O dramaturgo Campanile, com a linguagem e os seus clichés, brinca, vira e revira do avesso as frases feitas como uma luva, e provoca efeitos de distanciamento. e Hugo Pratt, na sua criação de Corto Maltese, joga com a geografia, que aliás conhece muito bem, e parte de mapas verdadeiros para iludir as fronteiras, para fazer levitar as distâncias, e com elas a nossa imaginação.
Mentem por ironia Campanile e Pratt, mente por interesse Cagliostro e Manzoni, com indignação, toma o partido dos pobres que sofrem humilhações verbais dos poderosos, enquanto Eco se diverte, e nos diverte, identificando os locais onde a linguagem entra em curto-circuito e se contradiz a si própria, explodindo em ambiguidades e discrepâncias.
Apesar de aparentemente não terem muito em comum, as figuras que habitam estes textos do célebre semiólogo italiano - Cagliostro, Alessandro Manzoni, Achille Campanile e Hugo Pratt -, proporcionam uma reflexão sobre a linguagem e a sua capacidade de ironizar, mentir, desfigurar ou subverter o sentido das palavras.
O médico e filantropo Cagliostro mente com a palavra e mente com o hábito. Por outro lado, mentem sobre Cagliostro as lendas que o transformaram de insignificante aventureiro que foi em mito e símbolo do livre-pensamento, vítima do obscurantismo clerical.
O poeta e romancista Manzoni, que na sua obra ensaística dedicou à linguagem páginas bem mais complexas, sugere, no romance Os Noivos, uma oposição entre a linguagem verbal, veículo de mentira e de prepotência, e os signos naturais, através dos quais os mais humildes compreendem quando os poderosos os tentam enganar com a sua verve.
O dramaturgo Campanile, com a linguagem e os seus clichés, brinca, vira e revira do avesso as frases feitas como uma luva, e provoca efeitos de distanciamento. e Hugo Pratt, na sua criação de Corto Maltese, joga com a geografia, que aliás conhece muito bem, e parte de mapas verdadeiros para iludir as fronteiras, para fazer levitar as distâncias, e com elas a nossa imaginação.
Mentem por ironia Campanile e Pratt, mente por interesse Cagliostro e Manzoni, com indignação, toma o partido dos pobres que sofrem humilhações verbais dos poderosos, enquanto Eco se diverte, e nos diverte, identificando os locais onde a linguagem entra em curto-circuito e se contradiz a si própria, explodindo em ambiguidades e discrepâncias.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897852817 |
| Editor: | Gradiva |
| Data de Lançamento: | maio de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 154 x 229 x 8 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 112 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Ensaios
|
| EAN: | 9789897852817 |
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