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Cartas da Prisão

de Antonio Gramsci
Editor: VS. Editor, fevereiro de 2025 ‧
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«As Cartas que Antonio Gramsci escreve a partir da prisão, durante a sua longa detenção nos cárceres fascistas, de 1926 a 1937, constituem um livro apaixonante. Uma obra que se torna involuntariamente literária e que ultrapassa os limites da simples correspondência, enriquecida por aquela beleza e criatividade que só uma obra de ficção consegue ter. Estamos diante de uma narrativa, da história de uma vida que se desenrola à nossa frente com uma tragicidade e emotividade raramente atingidas nos textos epistolares. E a sua importância não é só literária, estes são textos que, apesar dos constrangimentos da censura fascista, se tornam fundamentais para percebermos o percurso ideológico e político do autor. Uma obra póstuma, um grito de dor e resistência que vê a luz só a seguir à morte do autor, em 1937, poucos dias depois da sua libertação.»
Da Introdução.

Cartas da Prisão

de Antonio Gramsci

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899105232
Editor: VS. Editor
Data de Lançamento: fevereiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 211 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 210
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789899105232

SOBRE O AUTOR

Antonio Gramsci

Nasceu em Ales, na Sardenha, a 22 de janeiro de 1891. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Turim desde 1911 e em 1913 inscreveu-se no Partido Socialista. Em 1921, num contexto marcado pela Grande Guerra, pela Revolução Russa e pelas ocupações das fábricas em Turim, nasceu o Partido Comunista Italiano, de que Gramsci integra o primeiro Comité Central. Em 1924, depois de dirigir l’Ordine Nuovo, Gramsci lidera o L’Unità, no mesmo ano em que foi eleito para o Parlamento. Em 1926, a pretexto do «atentado Zamboni», foi detido. O Tribunal Especial Fascista, criação recente do regime de Mussolini, julgou-o por «instigação à guerra civil», incitamento ao ódio de classe e atividade conspirativa. «É preciso impedir que este cérebro funcione por 20 anos», conclui o Ministério Público na sua intervenção de acusação. Gramsci foi condenado a 20 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, de onde sairá apenas em 1935, num regime de liberdade condicional por razões de saúde. Libertado finalmente em 1937, morreria seis dias depois, com 41 anos de idade.

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