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Cancioneiro Alegre de Poetas Portugueses e Brasileiros - Volume I

Livro 1

de Camilo Castelo Branco
Editor: Publicações Europa-América, abril de 1984 ‧
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«O Poeta, em Portugal principalmente, por via de regra, desabrocha os seus botões de flor às lágrimas da aurora - nasce a chorar; e, se chega a adulto e secou os prantos é porque foi despachado - arranjou-se; e, enquanto o não arranjam melhor, chora em prosa no seio do deputado amigo, em memoriais plangentes, que entram como sudários na pasta do ministro.
Entrei a inventariar na minha estante de poetas, que tinham perecido de amores fulminantes e outros de anemia, antes de chegarem ao capitólio de verificadores de alfândega, de escriturários da fazenda e ministros da coroa.
Esses pouco me deram. Pertenciam à quadra ominosa do sentimentalismo. Estavam mortos para todos os efeitos.»

Cancioneiro Alegre de Poetas Portugueses e Brasileiros - Volume I

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721003057
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 1984
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 181 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros de Bolso / Série Grandes Obras
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 5601072408937
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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