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Burgueses somos nós todos ou ainda menos

de Mário de Carvalho

Livro eBook
editor: Porto Editora, abril de 2018
Um marido recalcitrante ludibriado pela mulher defunta; um casal num jantar de amigos, elas amigas íntimas dele; um recém-viúvo percorrendo a lista das suas conquistas mais assíduas, dois homens de meia-idade rememorando no luxo das suas casas os tempos de jovens revolucionários; doutores, engenheiros, administradores em tensão, todos em certa vivenda às Avenidas Novas, banco de grandes investimentos; uma enfermaria de hospital; cortejo e exéquias; engates de esquina; os filhos dos outros; traições e uma vingança sórdida; retalhos de vida, de uma sociedade, de um Portugal desencantado, sob o olhar sempre irónico de Mário de Carvalho.

O travo amargo da traição, do envelhecimento, do abandono, da avidez, da vingança, do contacto com a doença e a morte é o elemento dominante das histórias dos burgueses que Mário de Carvalho nos traz. São relatos de quotidianos banais, narrados de forma magistral, que cada um de nós poderia experienciar, levando-nos a constatar, com Mário Cesariny, "Burgueses somos nós todos / que horror irmãos".

Jornal de Letras

Burgueses somos nós todos ou ainda menos

de Mário de Carvalho

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03063-4
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: abril de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Mário de Carvalho
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 978972003063411
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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Burgueses

Filipa Machado

Gostei da escrita do autor. Foi o primeiro livro que li dele. Mas não gostei dos temas dos contos, nem dos caminhos que estes percorreram. Talvez ler sobre seres humanos com comportamentos duvidosos durante um isolamento social não tenha sido a melhor opção.

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Burgueses e infiéis

Emanuel Guerreiro

Este conjunto de contos revela um retrato mordaz da sociedade contemporânea, principalmente das relações conjugais que se pautam pela infidelidade constante e com vários/as parceiros/as (ninguém parece conhecer o voto de fidelidade no casamento!). A ironia e o humor sarcástico a que o autor já nos habituou noutras obras repetem-se.

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Cenas da vida quotidiana

Helena Sérgio

Minimalista. Retrato instantâneo da nossa sociedade tirado por um escritor que sabe fazê-lo com as palavras exatas, sem uma a mais e com todas as necessárias.

Mário de Carvalho

Mário de Carvalho nasceu em Lisboa em 1944. Licenciou-se em Direito e viu o serviço militar interrompido pela prisão. Desde muito cedo ligado aos meios da resistência contra o salazarismo, foi condenado a dois anos de cadeia, tendo de se exilar após cumprir a maior parte da pena. Depois da Revolução dos Cravos, em que se envolveu intensamente, exerceu advocacia em Lisboa. O seu primeiro livro, Contos da Sétima Esfera, causou surpresa pelo inesperado da abordagem ficcional e pela peculiar atmosfera, entre o maravilhoso e o fantástico.

Desde então, tem praticado diversos géneros literários – Romance, Novela, Conto, Ensaio, Crónica e Teatro –, percorrendo várias épocas e ambientes, sempre em edições sucessivas. Utiliza uma multiforme mudança de registos, que tanto pode moldar uma narrativa histórica como um romance de atualidade; um tema dolente e sombrio como uma sátira viva e certeira; uma escrita cadenciada e medida como a pulsão de uma prosa endiabrada e surpreendente.

Nas diversas modalidades de Romance, Conto, Crónica e Teatro, foram atribuídos a Mário de Carvalho os prémios literários mais prestigiados (designadamente os Grandes Prémios de Romance e Novela, Conto e Teatro da APE, o prémio do Pen Clube Português e o prémio internacional Pégaso de Literatura). Em 2020, foi distinguido com o Grande Prémio da Crónica e Dispersos Literários, da APE, pela obra O que Eu Ouvi na Barrica das Maçãs, e, em 2022, o seu De maneira que é claro... foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga, da APE. Os seus livros encontram-se traduzidos em várias línguas.

Obras como Os Alferes, A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho, Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel, A Liberdade de Pátio ou Epítome de Pecados e Tentações são a comprovação dessa extrema versatilidade.

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