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Bairro Ocidental

de Manuel Alegre
Livro eBook
Editor: PUBLICACOES D.QUIXOTE, maio de 2015 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
No ano em que celebram os 50 anos daquele que é provavelmente o livro de poesia mais lido e cantado, Praça da Canção, Manuel Alegre publica um novo livro de poesia que é um Praça da Canção dos nossos dias. Uma voz de protesto e de indignação, um retrato inconformado da Pátria e das ditaduras que nos governam, nomeadamente a dos mercados, são temas presentes neste poderoso Bairro Ocidental. Como se pode ler neste poema, «Pátria Minha»:

Entre nós e o futuro há arame farpado
levaram o que se via além de nós
não resta mais que a ponta do nariz
como esperar agora o inesperado?
Somos do Sul e o saldo somos nós
contra o bezerro de oiro o teu quadrado
o poema tem de ser o teu país.

Entre nós e amanhã há uma taxa de juro
uma empresa de rating Bruxelas Berlim
entre hoje e o futuro há outra vez um muro
resgate é a palavra que nos diz
tens de explodir o não dentro do sim
não te feches em torres de marfim
o poema tem de ser o teu país.

Bairro Ocidental

de Manuel Alegre

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722057455
Editor: PUBLICACOES D.QUIXOTE
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 244 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 56
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722057455

Bairro Ocidental

Diana Torres Soares

Para mim, este é um dos melhores livros de Alegre, cuja poesia esta irremediavelmente ligada ao seu caráter político e à sua visão crítica sobre a atualidade. Este livro representa o culminar da sua ideia de Europa, construída ao longo de décadas na sua obra literária, em algo real e concreto. A Europa do Bairro Ocidental é a Europa dos dias de hoje, um continente corrupto, com interesses materialistas que vê os seus cidadãos meramente como estatísticas e taxas de juro. Recomendo!

Actualidade

Orlando Sousa Santos

Como é fácil (para quem sabe), falar sobre e da actualidade de uma forma tão simples e tão bela.

«Sou essa Nau/Memória»

Emanuel Guerreiro

O último livro de Manuel Alegre reflecte a visão do poeta, do cidadão e do político sobre os momentos experienciados pelo nosso País, nos anos mais recentes, sob a vigilância da troika e com o signo do resgate. Da experiência se faz poesia. Continua, também, a versar sobre os temas que constituem a sua poética: o mar, a pátria, o amor, a identidade lusa, a criação poética - «e mesmo assim/apesar de tudo e contra tudo/amar.».

SOBRE O AUTOR

Manuel Alegre

Manuel Alegre nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e ator do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis. Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA. No mesmo ano, foi atribuído o Grande Prémio de Literatura dst ao seu livro de poemas Bairro Ocidental. Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA. Em 2021, quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. Memórias Minhas recebeu o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra.

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