Aos Ombros de Gigantes

de Umberto Eco

editor: Gradiva, novembro de 2018
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Para os leitores de Umberto Eco, Aos Ombros de Gigantes representa um evento festivo. Longe das salas de aula, dos congressos académicos e das cerimónias honorárias, Eco escreveu estes textos para gáudio dos assistentes do festival Milanesiana, que ali acorriam sempre em grande número a escutá-lo.

Estes textos seguem os temas anuais do festival e cobrem um repertório que vai da filosofia à literatura e aos meios de comunicação. Dir-se-ia a quintessência do universo de Umberto Eco, transposto para estas páginas com uma linguagem acessível, repleta de ironia, por vezes hilariante, mas também cortante quando necessário.

As raízes da nossa cultura, os cânones variáveis da beleza, o falso que se torna verdadeiro e modifica o curso da história, a obsessão pelas conspirações, os heróis emblemáticos das grandes narrativas, as formas de arte, os aforismos e os epigramas são alguns dos temas tratados num livro enriquecido pelas imagens que o Autor projectou nestas conferências.

Aos Ombros de Gigantes

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896168421
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: novembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 211 x 32 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 440
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896168421
e e e e E

Conhecimento enciclopédico

Luis Isidro

O prazer de ver o conhecimento enciclopédico explanado com clareza e leveza

e e e e e

"Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes."

Sofia Micalli { citando o seu pai Carlos Micalli}

Diz o meu pai, a quem ofereci o livro {é um admirador incondicional de Umberto Eco}: "Premonitório, ele mesmo um gigante da literatura contemporânea, parece estar a despedir-se da "escrita". Nele, abarca formas de culto, culturas e conceitos, de forma universalista, sem preconceitos nem juízos de valor. Como em todos os seus livros, brinca com as palavras e faz o leitor lastimar não dominar o idioma de origem."

e e e e e

genialidades

(propositadamente omitida)

A genialidade desta obra consiste tanto na escrita do autor, como na forma como o livro é apresentado. São várias visões sobre múltiplos aspectos, e por isso ideal para se ir lendo: não é uma obra que obrigue o leitor a uma dedicação temporal de fio a pavio. Alguns dos textos são pontes de ligação a outras obras do autor, nisso consistindo a agilidade que confere ao leitor e à oportunidade de percepção dos seus pontos de vista.

e e e e e

Umberto Eco, imprescindível, como sempre ...

JOAQUIM JORGE ALMEIDA MOTA

A cultura analisada pelos olhos de um génio ...

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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