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A Pessoa e o Sagrado

de Simone Weil
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2025 ‧
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Neste ensaio, Simone Weil explora o valor intrínseco e a sacralidade do ser humano, em contraste com as forças impessoais das coletividades e dos sistemas. Weil defende que cada indivíduo possui uma expetativa inata de ser objeto do bem — e não do mal —, e argumenta que é essa expetativa que o torna sagrado.

A Pessoa e o Sagrado

de Simone Weil

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897836060
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 109 x 168 x 3 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ensaios Singulares
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789897836060

Nem floreados nem concessões

JM

A Pessoa e o Sagrado, de Simone Weil, é um daqueles textos que não tenta agradar, e ainda bem. É curto, mas não é leve. Weil vai direta ao ponto: desmonta a ideia moderna de “pessoa” como algo quase sagrado em si e troca-a por uma noção mais exigente — o que importa não é a pessoa enquanto identidade, mas aquilo em nós que é impessoal e que sofre com a injustiça. É aí que está o verdadeiro sagrado. Não há floreados nem concessões. O texto é seco, quase duro, mas extremamente lúcido. Obriga a parar e a pensar, não dá para ler em piloto automático. Não é um livro “agradável”, mas é honesto e intelectualmente sério. Vale mais pelo impacto das ideias do que pelo prazer da leitura.

SOBRE O AUTOR

Simone Weil

Simone Weil (1909-1943) viveu muito em pouco tempo. Nasceu em Paris, no seio de uma família judia agnóstica. Quando, com 22 anos, ensina filosofia no liceu de uma cidade mineira francesa, decide viver com os cinco francos por dia dos desempregados, entregando o seu ordenado à caixa dos mineiros. Em Paris, onde trabalha como operária anónima, é testemunha da servidão imposta pela técnica, da coisificação do homem e da aniquilação do pensamento na produção de mercadorias. Filósofa, mística, pacifista, anarquista, activista da resistência francesa, Weil foi uma das mentes mais brilhantes do século XX, «o único grande espírito do nosso tempo» (Camus) com «um coração capaz de bater por meio do universo inteiro» (Beauvoir). Morreu aos 34 anos, debilitada e mal alimentada, em solidariedade com os compatriotas submetidos ao racionamento.

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