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A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer

de Stig Dagerman
Editor: Relógio D'Água, agosto de 2025 ‧
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Escrito dois anos antes da sua morte, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer é uma espécie de testamento do autor, onde defende que o valor de um ser humano não pode ser medido pelo seu desempenho, e que ninguém tem o direito de lhe exigir tanto que lhe roube o desejo de viver.

A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer

de Stig Dagerman

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897836077
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: agosto de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 107 x 165 x 3 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 32
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ensaios Singulares
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789897836077

Sem filtros

JM

A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer, de Stig Dagerman, é um texto curto que pesa muito mais do que o tamanho sugere. Não há narrativa nem refúgio. É uma reflexão direta sobre a angústia, a liberdade e a impossibilidade de encontrar um sentido estável. Tudo é exposto sem filtros, sem tentar suavizar o desconforto. A escrita é limpa, quase seca, mas carregada de intensidade. Cada frase parece pensada para cortar qualquer ilusão de segurança. Não há respostas fáceis, nem sequer consolo real. Não é um livro que se “goste”. É um texto que se enfrenta. Vale pela honestidade brutal e pela clareza com que assume aquilo que muitos evitam.

SOBRE O AUTOR

Stig Dagerman

Uma inquietação visceral assombrou a vida de Stig Dagerman (1923-1954), saudado precocemente como um «Rimbaud do Norte», um «Camus sueco» e um jovem prodígio das letras nórdicas. Esta insidiosa angústia assolava-o desde a sua Älvkarleby natal, onde a mãe o abandonara em tenra idade, acompanhou-o nos meios anarquistas de Estocolmo, na intensa atividade de jornalista, e culminaria no seu suicídio aos 31 anos. Autor de culto, tido por símbolo de uma desiludida geração do pós-guerra, escreveu em quatro anos toda a sua obra, pontuada pelo desespero de Franz Kafka e influenciada por William Faulkner, na qual se destacam A Serpente (1945), A Ilha dos Condenados (1946), Outono Alemão (1947) e Jogos da Noite (1948). Legou-nos um exemplo de lucidez e resistência à mentira, como alicerce e esteio da ação humana, e algumas das mais belas páginas sobre a falsidade das relações humanas e a angústia e a ira que as movem.

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