A Mulher da Areia
SINOPSE
Após perder o último autocarro para casa depois de uma viagem a uma zona costeira, em busca de novos insetos das areias, um entomologista amador encontra uma aldeola e é convidado a pernoitar numa casa ao fundo das dunas. Mas na manhã seguinte, quando tenta seguir o seu caminho, descobre que são outros os planos dos locais. Prisioneiro de uma areia que em tudo se infiltra, que é preciso constantemente escavar, tem apenas por companhia uma estranha mulher. Os seus destinos entrelaçam-se nesta fantasia assombrosa, de uma «beleza de morte», como a dos grãos que escorrem por entre as frinchas do teto que os deveria proteger. Romance existencialista repleto de suspense e angústia, A Mulher da Areia é a obra maior de Kobo Abe, autor japonês mestre de uma escrita surrealista, na linha de Franz Kafka e Albert Camus.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-711-245-4 |
| Editor: | Livros do Brasil |
| Data de Lançamento: | março de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 150 x 235 x 21 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 280 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Dois Mundos |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978989711245410 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Vou andar a sacudir areia ainda por muito tempo! Que livraço!!!
TeresaC
A história começa devagarinho, com um segundo capítulo pouco entusiasmante, mais virado para aspetos técnicos, talvez a querer mostrar-nos um personagem algo aborrecido e um tanto socialmente apagado, cujo maior interesse reside em encontrar uma nova espécie de inseto ao qual possa dar o seu nome. Um homem que, rápida e inesperadamente, passa de predador a presa. A escrita é considerada surrealista, mas a história não se afasta da realidade. Estamos perante uma metáfora daquilo que é a nossa sociedade, desde aquele que é muitas vezes o papel da mulher, submisso e desvalorizado; do quanto a nossa liberdade é ilusória, já que a nossa vontade está subordinada a deveres e obrigações que nos garantem uma mera sobrevivência; e no poder da natureza face ao do homem. As personagens são essencialmente duas, embora condicionadas pelo poder de outras que vão surgindo pontualmente, como que miragens, oscilando o protagonista por diferentes estágios no encarar da opressão e do seu aprisionamento absurdo ao longo da narrativa: da resistência à aceitação, da razão à loucura, do autocontrolo ao desespero, de oprimido a opressor. Quase sempre arrogante, egocêntrico, às vezes cruel… e eu, umas vezes a detestá-lo, a repugnar-me, noutras a torcer por ele… uma dualidade de sentimentos durante a maior parte da leitura, deixando-me às vezes tão ansiosa e desconfortável com o desenrolar da trama que tive de fechar o livro, completamente cobardolas, eu sei! Quanto ao final, irrepreensível, simplesmente perfeito. Aposto até que pensado com tempo… Um livro que perturba em alguns momentos, mas sem exagero, e, sem dúvida, um excelente debruçar sobre a condição humana. Por isso, mais que recomendo!!!
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