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A Ilha

de Aldous Huxley
Editor: Antígona, junho de 2014 ‧
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O derradeiro romance de Aldous Huxley, e contraponto utópico de Admirável Mundo Novo, apresenta-nos Pala, uma ilha onde uma sociedade ideal, regida por crenças assentes no budismo e no hinduísmo, floresce há cento e vinte anos, atraindo inevitavelmente a inveja do mundo circundante.

Está em curso uma conspiração para invadir Pala, rica em petróleo, e os acontecimentos precipitam-se quando Will Farnaby, inicialmente um agente dos conspiradores, chega à ilha. É provavelmente o livro mais desencantado de Huxley, e inscreve-se nele a firme convicção de que, entre a ganância e a avidez dos homens, comunidades pacíficas como Pala estão condenadas.

Publicada em 1962, A Ilha é um espelho que permite ao homem moderno ver tudo o que está podre na sociedade e em si próprio.

A Ilha

de Aldous Huxley

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082514
Editor: Antígona
Data de Lançamento: junho de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 211 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 458
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726082514

Utopia

José C.

Contrariamente à distopia apresentada no (excelente) Admirável Mundo Novo, desta vez Huxley leva-nos para a sua utopia do que seria uma sociedade perfeita (dentro do possível). Um livro sobre esperança que nos faz pensar sobre o funcionamento da nossa sociedade e nos nossos valores.

O apogeu do desencanto

Herlander Cruz

"A ilha" é, sem qualquer dúvida, o menos "literário" dos livros de Huxley. A utopia do AMN é substituída pela entropia desencantada de uma ilha permanentemente ameaçada. Se o AMN deixa, ainda, a esperança de um mundo novo, "A ilha" vive a permanente, eminente e inevitável destruição. É visível a profunda desilusão de Huxley. Porém, o que se perde em termos estritamente literários é largamente recompensado pela reflexão do autor. Narrativa angustiante, mas incontornável.

Huxley

JNB

Bom livro, mas por vezes o autor tem pretensão de fazer uma lavagem cerebral ao leitor. Boa leitura no entanto.

Adorei

Ana

Recomendo a sua leitura

Excelente

António Pereira

Este livro de Aldous Huxley, escrito numa época da sua vida em que tinha um grande interesse pelo desenvolvimento pessoal e espiritual, não se excede pela sua qualidade puramente "literária". É, contudo, um livro com o poder de nos levar a uma reflexão profunda acerca dos valores que nos têm sido incutidos desde que nascemos. Seremos realmente "cães-de-água docilmente amestrados", uniformizados, distraídos, prontos a matar e a morrer obedientemente em nome do "progresso" e da "estabilidade social", ou seja, daquilo que nos habituamos a ver como certo? Ou haverá uma outra possibilidade de vida? Um livro para todos os que se interessem por novas perspetivas para as suas vidas.

Mais filosófico

CS

Um livro excelente que descreve uma utopia e que vale por isso. Porém, a história é passada para segundo plano, retirando assim o potencial que este livro poderia atingir.

Grande obra

Miguel

Uma história muito bem escrita de um grande autor da ficção.

SOBRE O AUTOR

Aldous Huxley

Aldous Huxley (1894-1963) é um escritor visionário e um dos mais astutos guias nos meandros do futuro da civilização. Romancista, crítico e ensaísta, autor de uma vasta obra, corria-lhe nas veias um profundo interesse pela ciência, que se reflectiria na sua obra mais famosa, Admirável Mundo Novo. Estudou Literatura em Oxford, depois de ter contraído uma grave infeção ocular na adolescência, e foi professor de Eric Arthur Blair (George Orwell), em Eton. Repartiu a sua vida entre a Itália, a França e os EUA, país que o perturbou pela sua mescla de hedonismo e de puritanismo. De satirista social e figura próxima do Grupo de Bloomsbury, nos anos 20, às suas experiências com a mescalina e o LSD, nos anos 40 e 50, e à viragem para o pacifismo e para o misticismo, reinventou-se continuamente e é hoje tido por um dos maiores escritores do século XX.

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