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A Ilha do Dia Antes

de Umberto Eco
Editor: Gradiva, março de 2017 ‧
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No Verão de 1643, o jovem piemontês Roberto de la Grive naufraga nos Mares do Sul. Sobe a bordo de um navio deserto, frente a uma ilha que não consegue alcançar. Diante dos seus olhos um ambiente aparentemente acolhedor, pleno de maravilhas, mas de... suspeitadas ameaças. Sozinho, num mar desconhecido, Roberto de la Grive vê pela primeira vez na vida céus, estrelas, águas, aves, plantas, peixes e corais que não sabe como nomear..

É este o recurso ficcional que Umberto Eco constrói para uma fascinante e iluminada apresentação do mundo da ciência do séc. XVII, das razões de Estado à Guerra dos Trinta Anos, e a um cosmos no qual a Terra já não ocupa o centro do Universo. Roberto vive a sua aventura através da memória - paixões insatisfeitas, duelos, cercos, intrigas de espionagem à sombra de dois cardeais - na espera de aportar a essa ilha que - como se verá - está longe não só no espaço, mas também no tempo.

Nesse mar da Inocência, nada é inocente, e Roberto sabe-o desde o início, pois encontra-se nos antípodas (onde os homens deveriam andar de pernas para o ar) para desvendar o mistério que ocupa as grandes potências europeias da época: o segredo do Ponto Fixo. a Ilha do Dia Antes é mais uma viagem de aventura e conhecimento, na qual humor e erudição são pontos altos e o magistral Umberto Eco é extraordinário cicerone.

A Ilha do Dia Antes

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896167561
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: março de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 230 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 472
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896167561

Uma aventura ao desconhecido

Matias

Na tradição das histórias de naufrágios e descobertas, seguimos a jornada Roberto de la Grive entre a realidade e o imaginário.

Muito bom!

Cátia

A escrita de Umberto Eco é distinta de qualquer outro escritor; todos os seus livros são viagens fantásticas que nos fazem transpor a realidade. "A Ilha do Dia Antes" é também uma busca interna, uma espécie de viagem ao "eu" quando tudo o que se conhece ou se pensa como certo é posto em causa. Adorei o livro!

Muita história

António Durães

Um livro muito interessante com muitas referêcias históricas e biblicas mas com personagens muito interessantes como o Robert de La Grive e Ferrante. Algumas vezes demasiado descritivo mas muito bem escrito como qualquer dos livros do autor. Recomendo.

Latitudes e Longitudes......

AS

Li, com supremo prazer, esta fantástica viagem através do imaginário do séc. XVII, pintalgada pelas rocambolescas intrigas da Guerra dos 30 Anos. Após “O Nome da Rosa”, “O Pêndulo de Foucault” e “Baudolino”, foi mais uma experiência onírica, intelectualmente desafiante e profundamente irónica.

SOBRE O AUTOR

Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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