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A Humilhação

de Philip Roth

editor: Dom Quixote, abril de 2011
30º livro de Roth, é um fortíssimo veredicto sobre o envelhecimento.
Acabou tudo para Simon Axler, o protagonista do novo e surpreendente livro de Philip Roth. Um dos mais destacados actores de teatro americanos da sua geração, agora na casa dos sessenta, perdeu a magia, o talento e a confiança. O seu Falstaff, o seu Peer Gynt, o seu Tio Vânia, todos os seus grandes papéis, "desfizeram-se em ar, em ar leve". Quando sobe ao palco sente-se louco e faz figura de idiota. Esgotou-se a confiança nas suas faculdades; imagina que as pessoas se riem dele, já não consegue fingir que é outra pessoa. "Houve qualquer coisa de fundamental que desapareceu". A mulher foi-se embora, o público abandonou-o, o agente não consegue convencê-lo a reentrar em cena.
Dentro deste relato demolidor de auto-esvaziamento inexplicável e aterrador eclode um contragolpe de invulgar desejo erótico, uma consolação para uma vida infeliz, tão cheia de risco e aberração que não aponta para o apaziguamento e a gratificação mas sim para um fim mais tenebroso e pungente. Nesta longa jornada para a noite, relatada com a inimitável acutilância, verve e densidade de Roth, todas as ferramentas de que lançamos mão para nos convencermos da nossa solidariedade, tudo o que fomos nas nossas vidas - o talento, o amor, o sexo, a esperança, a energia, a reputação - tudo é posto a nu.

«O que torna este livro genial […] é o facto de Roth ter subvertido (ainda mais) todos os papéis convencionais. […] “A Humilhação” é […] uma farsa genial contaminada por um humor muito negro, um texto que é como uma roleta russa em que o autor joga a vida com desespero e abandono, enquanto solta a sua histriónica e feroz gargalhada.»
Helena Vasconcelos, Público

«O livro é muito bom e, sobretudo, tremendamente simples. Conciso. Preciso.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso

A Humilhação

de Philip Roth

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722044882
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 241 x 14 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722044882
e e e E E

Não é dos seus melhores livros

Isabel Castro

Considero o Philip Roth um ótimo escritor, no estanto este livro, apesar de bem escrito como todos, está longe da excelência da ´´Mancha Humana´´, ou do ´´Casei com um comunista´´ com umas descriçoes do comunismo e do capitalismo bem interessantes,.Mesmo ´´O complexo de Portnoy´´ diferente mas bombástico e arrebatador! Outros há como este, que seguem uns traços sempre comuns, o homem mais velho, judeu, professor, com uma vida conjugal fracassada, com tendências para casos amorosos com mulheres bem mais novas...esses parece que seguem todos o mesmo guião, talvez baseado na sua própria experiência ?

e e e e E

O título não lhe podia assentar melhor

Rita Oliveira

O título deste livro reflete na perfeição o seu conteúdo. Simon Axler é um autor de teatro que de repente, na casa dos 60 anos, sente que perdeu toda a inspiração, não se sentindo confortável para representar mais nenhum papel e imaginando que todos se riem dele. Isola-se, evita o seu agente como pode e acaba abandonado pela mulher, também já sem paciência para uma crise existencial. Fisicamente também afastado de todos, um dia bate-lhe à porta uma jovem mulher, filha de um casal amigo e a quem tinha pegado ao colo umas dezenas de anos antes. Ela procura contrariar a sua própria tendência homossexual, ele vê nela a sua salvação e o seu troféu, prova de que ainda poderá ter algo para dar. Mas a relação entre ambos servirá apenas para agravar ainda mais a humilhação de que Simon já é vítima. Mais um extraordinário livro de Philip Roth, que numa linguagem precisa e muito clara consegue abordar temas muito reais e atuais.

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Como regressar do não retorno?

Sónia Moreira Cabeça

E se deixasse de saber fazer aquilo que sempre soube fazer? Se perdesse mais do que isso? Simon, o ator incapaz de pisar o palco, isolado da família e fãs, questiona a sua sanidade. Neste abandono, desalento, no ocaso da vida, surge uma jovem mulher, procurando, também ela, respostas. Conseguirá ela dar-lhe mais que satisfação sexual, resgatar a sua autoconfiança? Ou, para Simon, a queda é inevitável? A ler para descobrir. Para quando o Nobel da literatura para Roth?

Philip Roth

Escritor norte-americano, Philip Milton Roth nasceu a 19 de março de 1933, na cidade de Newark, no estado da Nova Jérsia e faleceu a 22 de maio de 2018, em Nova Iorque. Filho de um mediador de seguros de origem austro-húngara, tornou-se num grande entusiasta de baseball aos sete anos de idade. Descobriu a literatura tardiamente, aos dezoito.
Após ter concluído o ensino secundário, ingressou na Universidade de Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para outra instituição, a Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em 1955, ao alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou por ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento, tendo-se licenciado em 1957, em Estudos Ingleses.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor.
Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award.
Em 2005, A Conspiração contra a América recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles Times Book Review, Washington Post Book World, Time e Newsweek. No Reino Unido, Recebeu ainda o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano.
Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular. No ano seguinte, recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias, a maior distinção de Espanha.

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