A Humilhação
SINOPSE
Dentro deste relato demolidor de auto-esvaziamento inexplicável e aterrador eclode um contragolpe de invulgar desejo erótico, uma consolação para uma vida infeliz, tão cheia de risco e aberração que não aponta para o apaziguamento e a gratificação mas sim para um fim mais tenebroso e pungente. Nesta longa jornada para a noite, relatada com a inimitável acutilância, verve e densidade de Roth, todas as ferramentas de que lançamos mão para nos convencermos da nossa solidariedade, tudo o que fomos nas nossas vidas - o talento, o amor, o sexo, a esperança, a energia, a reputação - tudo é posto a nu.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«O que torna este livro genial […] é o facto de Roth ter subvertido (ainda mais) todos os papéis convencionais. […] “A Humilhação” é […] uma farsa genial contaminada por um humor muito negro, um texto que é como uma roleta russa em que o autor joga a vida com desespero e abandono, enquanto solta a sua histriónica e feroz gargalhada.»
Helena Vasconcelos, Público
«O livro é muito bom e, sobretudo, tremendamente simples. Conciso. Preciso.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722044882 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | abril de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 161 x 244 x 13 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 128 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722044882 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Não é dos seus melhores livros
Isabel Castro
Considero o Philip Roth um ótimo escritor, no estanto este livro, apesar de bem escrito como todos, está longe da excelência da ´´Mancha Humana´´, ou do ´´Casei com um comunista´´ com umas descriçoes do comunismo e do capitalismo bem interessantes,.Mesmo ´´O complexo de Portnoy´´ diferente mas bombástico e arrebatador! Outros há como este, que seguem uns traços sempre comuns, o homem mais velho, judeu, professor, com uma vida conjugal fracassada, com tendências para casos amorosos com mulheres bem mais novas...esses parece que seguem todos o mesmo guião, talvez baseado na sua própria experiência ?
O título não lhe podia assentar melhor
Rita Oliveira
O título deste livro reflete na perfeição o seu conteúdo. Simon Axler é um autor de teatro que de repente, na casa dos 60 anos, sente que perdeu toda a inspiração, não se sentindo confortável para representar mais nenhum papel e imaginando que todos se riem dele. Isola-se, evita o seu agente como pode e acaba abandonado pela mulher, também já sem paciência para uma crise existencial. Fisicamente também afastado de todos, um dia bate-lhe à porta uma jovem mulher, filha de um casal amigo e a quem tinha pegado ao colo umas dezenas de anos antes. Ela procura contrariar a sua própria tendência homossexual, ele vê nela a sua salvação e o seu troféu, prova de que ainda poderá ter algo para dar. Mas a relação entre ambos servirá apenas para agravar ainda mais a humilhação de que Simon já é vítima. Mais um extraordinário livro de Philip Roth, que numa linguagem precisa e muito clara consegue abordar temas muito reais e atuais.
Como regressar do não retorno?
Sónia Moreira Cabeça
E se deixasse de saber fazer aquilo que sempre soube fazer? Se perdesse mais do que isso? Simon, o ator incapaz de pisar o palco, isolado da família e fãs, questiona a sua sanidade. Neste abandono, desalento, no ocaso da vida, surge uma jovem mulher, procurando, também ela, respostas. Conseguirá ela dar-lhe mais que satisfação sexual, resgatar a sua autoconfiança? Ou, para Simon, a queda é inevitável? A ler para descobrir. Para quando o Nobel da literatura para Roth?
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