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A Farsa

Livro 1

de Raul Brandão
Editor: Publicações Europa-América, abril de 1992 ‧
5,90€
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«Há existências inúteis, para quem a vida se reduz ao estreito âmbito formado pelas paredes que as cercam. Vivem por hábito. Sabem apenas exprimir-se com seis palavras rançosas. São um misto de papelada, de números de ideias estúpidas e vãs, de frases gastas e falsas.»
Raul Brandão in A Farsa.

São estas existências que Raul Brandão melhor soube descrever, em pinceladas expressionistas, reduzindo-as aos traços grosseiros da caricatura, mas sempre com uma sensibilidade inigualável nas nossas letras.

História comovente e por vezes brutal, A Farsa é, como todas as obras de Raul Brandão, um grito de espanto pelas vidas que se desperdiçam num simulacro de vida.

A Farsa

de Raul Brandão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721034716
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 1992
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 176 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 132
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros de Bolso / Europa América
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5601072555594
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Imprescindível ler

Susana António

As palavras de Raúl Brandão são avassaladoras. Ele compõe esta narrativa de forma tal que cada página angustia o leitor, retratando a miséria das relações humanas no seu pior. É uma leitura absolutamente pungente, de cortar a respiração e uma das mais belas da literatura portuguesa.

O espelho do ser humano

Lara F.

Sem fronteiras de género marcadas, a obra perde-se entre a narrativa e o drama... Centrando-se nas ambições do homem, encontramos uma personagem que revela a capacidade inesgotável de dissimulação. O espelho de muitos e de muitas realidades.

SOBRE O AUTOR

Raul Brandão

Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

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