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O Retorno

Livro de Bolso

de Dulce Maria Cardoso

editor: Tinta da China, março de 2012
1975, Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos nao têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975. Lisboa. Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados — um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia. A adolescência torna-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança. África sempre presente mas cada vez mais longe.

«É muito, muito difícil um livro assustar-nos e comover-nos desta forma. Comover-nos com a fragilidade daquela mãe, com a sua necessidade de acreditar que o pai vai voltar. Comover-nos com as lágrimas de uma miúda que é apalpada por ser retornada. Com a amizade entre o puto e o porteiro do hotel que lhe oferece uma bicicleta velha. Com aquela irmã que tenta fingir que é de “cá”. (...) É um país pequeno, desconfio que pouco sereno, neurótico porque rejeita a sua agressividade, mas é também um país que tem meia dúzia de pessoas que se recusam a enterrar a cabeça na areia, que retiram camadas à mentira que cobre os nossos dias. É gente de coragem, é gente de brio. É gente como Dulce Maria Cardoso que, a partir deste O Retorno, deve ser incluída no panteão dos escritores maiores, aqueles que escrevem com vísceras.»
João Bonifácio, Público, 5 estrelas

«Dulce Maria Cardoso encontra o registo certo em todas as cenas, emocionado e seco, triste e orgulhoso, cheio de culpa e incerteza, de palavras africanas que eram o português angolano, de recordações epocais, como fotonovelas ou marcas de uísque. É essa história visivelmente vivida, sem demagogia nem rasuras, que faz de O Retorno um romance há muito aguardado.»
Pedro Mexia, Expresso, 4 estrelas

«(...) uma precisão narrativa e uma clareza de estilo absolutamente admiráveis.»
José Mário Silva, Ler

«Dulce Maria Cardoso, provavelmente a mais importante escritora da sua geração, publica O Retorno, o primeiro caso sério de reflexão literária sobre os 500 mil retornados que aterraram em Portugal em 1975. Embora a escritora, vinda de Angola, fosse um deles, isto não é “um ajuste de contas” com o passado. Mas talvez seja um ajuste de contas com a obra dela.»
José Riço Direitinho, Público

«Há quem a considere uma autora genial. (...) Os seus livros têm tido mais fortuna fora de Portugal, tanto em edições estrangeiras como na atribuição de um prémio europeu de literatura. O quarto romance poderá aproximá-la de um público mais vasto. Desde logo pelo tema. O Retorno narra a saga dos 600 mil portugueses que regressaram de África em situações dramáticas depois do 25 de Abril.»
Carlos Vaz Marques, Ler

O Retorno

Livro de Bolso

de Dulce Maria Cardoso

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896711160
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: março de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 184 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 276
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896711160
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Uma bela história

Tiago Ribeiro

Uma história bonita e muito bem contada, que dá a entender de uma maneira muito simples o que os retornados passaram na sua volta ao país

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O regresso...

Nélia Capêto

Gostei de ler o livro. Com o narrador acompanhamos “em tempo real” pensamentos, sentimentos, medos e acontecimentos da sua vida e da sua família. Um retrato de um período conturbado da história de muitos portugueses, que se viram a braços com um regresso à pátria na sua maioria atribulado e não desejado! Um bom testemunho para o futuro, duma época marcante na nossa história.

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muito bom

Ana

Belíssimo livro sobre os "retornados". sem ser sentimentalista, mostra-nos o outro lado das vidas daqueles que voltaram e ficaram com as vidas em suspenso. Imprescindível para compreender melhor a sociedade portuguesa. Excelente retrato de uma época decisiva da nossa história recente.

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Obrigado Dulce

António Durães

É um retrato fiel daquilo por que passaram os adolescentes (e suas famílias) que sendo apelidados de retornados se viram chegados a um país que desconheciam, foram mal recebidos, mal compreendidos e sentiram-se completamente deslocados. Recomendo vivamente para se entender um período marcante da nossa história. Obrigado à autora por este livro.

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Sensacional

Marta Marques

Uma leitura que prende, surpreende e desafia. Uma leitura que convida a várias releituras, pela surpreendente capacidade de escrita da autora e pelo seu fenomenal trabalho de pesquisa acerca da chegada dos retornados a Portugal e das suas dificuldades de adaptação. Ao longo da leitura, fui contactando com quem viveu esta realidade e o testemunho é coincidente com a história do livro. Absolutamente fascinante! Coloquei na estante dos "livros especiais".

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Excelente!

Hel.

Um livro apaixonante que retrata fielmente a realidade pura e dura dos nossos retornados. Recomenda-se não só a adolescentes como a adultos!

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O Retorno

Lina Umbelino

De leitura apaixonante! Foi o primeiro livro que li desta autora e achei muito bom. Uma realidade que me escapou completamente, a dos retornados, e que ela retrata sem medo ou lamechice. Muito bom, recomendo vivamente!

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O que é retornar?

ERN

Uma forma clara e de narrativa interessante que nos vem explicar uma página da nossa história pós 25 de Abril. Percebemos aquilo por que passaram os retornados. Quem viveu a experiência, rever-se-á no livro. Quem não passou por ela, aprende o que foi.

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Vale a pena!

Raquel

Este é um daqueles livros que quando se começa a ler é impossível parar. O enredo está muito bem montado e a escrita é apaixonante. Não sou retornada, mas a minha mãe, tios e avós são, por isso as histórias não são totalmente novas, daí ser também interessante, pois gerou conversas intergeneracionais e claro também me chamou a atenção para situações que a minha família viveu de forma diferente. É um período importante da nossa história contemporânea e está é uma forma fantástica de a ele aceder se ainda não éramos nascidos. Obrigada, Dulce Maria Cardoso!

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perceber a realidade dos retornados

Leonor

Conheci alguns retornados quando era miúda, mas era também demasiado miúda para lhes compreender a angústia, a tristeza, a melancolia e até a raiva. Este livro é brilhante e encantador e aproxima-nos dessa realidade, de todos esses portugeses que largarem o tudo que tinham e vieram desterrados para um país que era a deles mas que não era também. Recomendo vivamente, é um livro imperdível, muitíssimo bem escrito

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Uma temática que me interessa.

Fátima Sousa

Comprei o livro, mas ainda não o li. A temática interessa-me como pessoa que viveu esta realiadde, embora ainda adolescente. Foi uma prova dura para os meus pais...

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Recomendo

Inês

Finalmente deita-se cá para fora tudo o que se tentou esquecer, o que se empurrou para um canto da memória, como se, evitando, pudéssemos fingir que nunca existiu. Dulce Maria Cardoso expôs sem paninhos quente o drama dos países (colonizadores e colonizados) e das suas gentes. Numa linguagem crua, que não poupou a visita aos preconceitos enraizados, aos ditos politicamente incorretos. É um livro duro, real, com uma escrita um pouco densa que não pode ser lida de ânimo leve.

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Para um exercício de empatia

Sandra Barão Nobre

Sempre que ouço comentários depreciativos acerca dos retornados (sim, ainda há quem se recuse a sarar essa ferida...) peço aos meus interlocutores que façam um exercício de empatia, que se imaginem naquela situação. Agora passarei a recomendar a leitura deste romance de Dulce Maria Cardoso. Grande livro!

Dulce Maria Cardoso

Dulce Maria Cardoso publicou os romances Eliete (2018, livro do ano, entre outros, no Público, Expresso e no JL, Prémio Oceanos e finalista do Prémio Femina), O Retorno (2011, Prémio Especial da Crítica e livro do ano dos jornais Público e Expresso), O Chão dos Pardais (2009, Prémio PEN Clube Português e Prémio Ciranda), Os Meus Sentimentos (2005, Prémio da União Europeia para a Literatura) e Campo de Sangue (2001, Prémio Acontece, escrito na sequência de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura).
Os seus romances estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A tradução inglesa de O Retorno recebeu, em 2016, o PEN Translates Award.
Publicou contos em revistas e jornais, a maioria dos quais reunida nas antologias Até Nós (2008) e Tudo São Histórias de Amor (2014). Alguns deles fazem parte de várias antologias estrangeiras, e «Anjos por dentro» foi incluído na antologia Best European Fiction 2012, da Dalkey Archive. Em 2017, foram publicados os textos Rosas, escritos no âmbito da estada em Lisboa de Anne Teresa de Keersmaeker, quando a coreógrafa foi a Artista na Cidade. Criou, ainda, a personagem Lôá, a menina Deus, para uma série da RTP2.
A obra de Dulce Maria Cardoso é estudada em universidades de vários países, fazendo parte de programas curriculares, e tem sido objeto de várias teses académicas, bem como adaptada a cinema, teatro e televisão. A autora tem participado em vários festivais de prestígio internacional.
Em 2012, recebeu do Estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras. Assina, na Visão, a coluna «Autobiografia não autorizada» (crónicas publicadas em livro, em 2021 e 2023).

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