Nuno Júdice de A a W
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7 de março de 2023
«De A a W» é uma rubrica da Wook na qual desafiamos uma personalidade a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Hoje, o nosso convidado é Nuno Júdice, um dos mais importantes nomes da poesia contemporânea. Em altura de pré-lançamento do seu novo livro, Uma Colheita de Silêncios, em que a poesia elogia o amor e a arte, percorra o nosso abecedário com as palavras e a visão da vida deste grande poeta.
De A a W
Nuno Júdice
A – Algarve: o cenário mais constante.
B – Baudelaire: o centésimo poema das Flores do Mal escrito em português como se ele o tivesse feito.
C – Caeiro: o heterónimo que me fez olhar o Tejo de outra maneira.
D – Dor: uma imagem de rua como tantas que nos surgem no dia a dia.
E – Estante: o lugar de onde tudo nasce, sobretudo nas prateleiras da poesia.
F – Fiama: com uma lembrança da viagem que fizemos a Constança, e daí ao Delta do Danúbio com a poeta italiana Amelia Rosselli.
G – Garrett: a paixão absoluta de que só resta a saudade.
H – Hugo: o amor que é a fonte da poesia.
I – Ilha dos amores: o grande mito da nossa literatura.
J – Júlio Pomar: a pintura por onde passa uma vida.
L – Lancelote: a demanda do amor.
M – Madrid: a cidade para onde, com alguns amigos, mandámos um postal de Sagres ao Ruy Belo que, pouco depois, me respondeu com uma carta, no tempo em que havia correio.
N – Natureza: o poema como natureza morta a partir do modo de cortar uma banana.
O – Ovídio: uma referência total.
P – Picasso: na poesia, multiplicar os retratos como ele fez.
Q – Quadros: o poema como tela impossível.
R – Renascimento: de onde tudo vem.
S – Siza: o desenho através dos versos até chegar à arquitectura das estrofes.
T – Tristão: o amor e a morte.
U – Urdir: a teia do poema.
V – Ver: o que o poema permite.
W – Zara: o poema mais universal de Antero.
B – Baudelaire: o centésimo poema das Flores do Mal escrito em português como se ele o tivesse feito.
C – Caeiro: o heterónimo que me fez olhar o Tejo de outra maneira.
D – Dor: uma imagem de rua como tantas que nos surgem no dia a dia.
E – Estante: o lugar de onde tudo nasce, sobretudo nas prateleiras da poesia.
F – Fiama: com uma lembrança da viagem que fizemos a Constança, e daí ao Delta do Danúbio com a poeta italiana Amelia Rosselli.
G – Garrett: a paixão absoluta de que só resta a saudade.
H – Hugo: o amor que é a fonte da poesia.
I – Ilha dos amores: o grande mito da nossa literatura.
J – Júlio Pomar: a pintura por onde passa uma vida.
L – Lancelote: a demanda do amor.
M – Madrid: a cidade para onde, com alguns amigos, mandámos um postal de Sagres ao Ruy Belo que, pouco depois, me respondeu com uma carta, no tempo em que havia correio.
N – Natureza: o poema como natureza morta a partir do modo de cortar uma banana.
O – Ovídio: uma referência total.
P – Picasso: na poesia, multiplicar os retratos como ele fez.
Q – Quadros: o poema como tela impossível.
R – Renascimento: de onde tudo vem.
S – Siza: o desenho através dos versos até chegar à arquitectura das estrofes.
T – Tristão: o amor e a morte.
U – Urdir: a teia do poema.
V – Ver: o que o poema permite.
W – Zara: o poema mais universal de Antero.