Rui Couceiro de A a W
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23 de junho de 2022
«De A a W» é uma rubrica da Wook na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Desta vez o nosso convidado é o escritor e editor Rui Couceiro. Foi jornalista, assessor de comunicação e coordenador cultural da Porto Editora. Editor da Contraponto desde 2016, estreia-se agora como escritor, com o romance Baiôa Sem Data Para Morrer. Esta é uma história em que o poético e o irónico emergem do encontro entre duas gerações e do confronto entre o mundo urbano e o mundo rural, no Alentejo profundo.
De A a W
Rui Couceiro – Foto © Mariana Benoliel
A – Amizade, a coisa mais bonita e gratificante de se cultivar.
B – Baiôa, o sucateiro de Palmela que emprestou o apelido à personagem que dá nome e corpo ao meu romance.
C – Calvino, um dos mais originais, imaginativos e geniais escritores que a vida nos dá a possibilidade de lermos.
D – Difícil, um dos melhores convites que me podem fazer.
E – Entusiasmo, umas das melhores coisas que podemos sentir.
F – Fazer, o meu verbo favorito.
G – Gozo, ou prazer, aquilo para que, se tivermos a sorte de ter saúde, a vida deve ser feita.
H – Hora, unidade de medida do tempo de escassa abundância para uma pessoa como eu.
I – Imaginação, aquilo que mais aprecio num escritor e o que mais diz sobre ele.
J – Jogo, parte importante do prazer de escrever ficção.
L – Livro e de ler, duas maravilhas que me unem a quem está agora a olhar para estas palavras.
M – Miguel Esteves Cardoso, um ídolo que tive o privilégio e a felicidade de a vida tornar meu amigo e meu autor.
N – Não, a palavra mais importante para Saramago e uma das mais libertadoras da humanidade.
O – Oportunidade, um sinónimo de vida, essa que Baiôa queria aproveitar até ao último sopro.
P – Porto e Penedono, as minhas duas casas, os meus lugares favoritos no mundo.
Q – Querer, porque a vontade e o desejo movem o mundo.
R – Reininho; o rei está vivo e chama-se Rui Reininho, mestre que me ensinou o potencial fonético da língua portuguesa.
S – Saramago, um dos maiores entre os maiores
T – Tristram Shandy, do monumento de Laurence Sterne.
U – Urbano, um escritor notável, mas também um homem extraordinário e que me incentivou no momento certo.
V – Verdade, aquela que a boa literatura consegue criar.
W – Wook, claro; para quê tentar fugir ao evidente?
B – Baiôa, o sucateiro de Palmela que emprestou o apelido à personagem que dá nome e corpo ao meu romance.
C – Calvino, um dos mais originais, imaginativos e geniais escritores que a vida nos dá a possibilidade de lermos.
D – Difícil, um dos melhores convites que me podem fazer.
E – Entusiasmo, umas das melhores coisas que podemos sentir.
F – Fazer, o meu verbo favorito.
G – Gozo, ou prazer, aquilo para que, se tivermos a sorte de ter saúde, a vida deve ser feita.
H – Hora, unidade de medida do tempo de escassa abundância para uma pessoa como eu.
I – Imaginação, aquilo que mais aprecio num escritor e o que mais diz sobre ele.
J – Jogo, parte importante do prazer de escrever ficção.
L – Livro e de ler, duas maravilhas que me unem a quem está agora a olhar para estas palavras.
M – Miguel Esteves Cardoso, um ídolo que tive o privilégio e a felicidade de a vida tornar meu amigo e meu autor.
N – Não, a palavra mais importante para Saramago e uma das mais libertadoras da humanidade.
O – Oportunidade, um sinónimo de vida, essa que Baiôa queria aproveitar até ao último sopro.
P – Porto e Penedono, as minhas duas casas, os meus lugares favoritos no mundo.
Q – Querer, porque a vontade e o desejo movem o mundo.
R – Reininho; o rei está vivo e chama-se Rui Reininho, mestre que me ensinou o potencial fonético da língua portuguesa.
S – Saramago, um dos maiores entre os maiores
T – Tristram Shandy, do monumento de Laurence Sterne.
U – Urbano, um escritor notável, mas também um homem extraordinário e que me incentivou no momento certo.
V – Verdade, aquela que a boa literatura consegue criar.
W – Wook, claro; para quê tentar fugir ao evidente?