Vislumbres da Índia

de Octavio Paz
Editor: Difel, março de 2006 ‧
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Prémio Nobel da Literatura 1990
Prémio Cervantes 1981
Prémio T. S. Eliot
Prémio Neustadt 1982

Primeiro como funcionário da Embaixada do México na Índia e, posteriormente, como embaixador durante seis anos, Octavio Paz leva a cabo a recapitulação não só do período da sua residência permanente e das viagens que antecederam ou precederam esse período, como também da marca cultural, artística, política e filosófica que a Índia deixou na sua vivência.

Vislumbres da Índia é a celebração desís e o seu trabalho de prosa mais pessoal. Como em todos os seus outros ensaios, o conteúdo poético e o vasto conhecimento do tema tratado resultam nesta colectânea de fascinantes relatos sobre a paisagem, a cultura e a história da Índia. Uma Índia vivida enquanto experiência pessoal nos reveladores capítulos autobiográficos deste livro, testemunhos da agudeza analítica, da lúcida e diáfana prosa de Octavio Paz.

«Os Antípodas de Ida e Volta» é uma lírica recordação dos dias de Octavio Paz na Índia, evocando com surpreendente clareza as imagens, sons, odores e populações do subcontinente; «Religiões, Castas, Línguas» dá uma visão da história da Índia e da sua espantosa sociedade poliglota; «Um Projecto de Nação» é um exame da moderna política indiana, comparando as influências que sobre ela têm tido as civilizações islâmica, hindu e ocidental ao longo da sua história; «O Cheio e o Vazio» é uma brilhante exploração no que Octavio Paz define como a alma da Índia a sua arte, literatura, música e filosofia e uma descomprometida acusação do egocêntrico materialismo da sociedade ocidental.

Tremendo, iluminado, encantador, Vislumbres da Índia é, simultaneamente, um diálogo com a condição humana, connosco mesmos, numa digressão memorável.

«Octavio Paz apresenta assim este seu ensaio sobre a Índia: "vislumbres: indícios, realidades percebidas entre a luz e a sombra. Tudo isto se pode resumir numa frase: este livro não é para os especialistas; não é filho do saber mas do amor". Uma modéstia absurda para um livrinho que pesa em chumbo de sabedoria. A Índia, no tempo em que o grande mexicano compôs os poemas de "Ladera Este". Podia ser hoje.»
Público

Vislumbres da Índia

de Octavio Paz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722904209
Editor: Difel
Data de Lançamento: março de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 219 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 162
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documento e Ensaio
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789722904209
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Octavio Paz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1990

Escritor e poeta prolífico mexicano, Octavio Paz nasceu a 31 de março de 1914, na Cidade do México. Filho de um jornalista que se tornou secretário do revolucionário Emilio Zapata e neto de um autor de romances dedicados ao martírio indígena, beneficiou da extensa biblioteca do seu avô, interessando-se desde muito cedo pela literatura. Com o assassinato de Zapata, em 1919, a família de Octavio Paz foi forçada a exilar-se, demorando-se algum tempo nos Estados Unidos da América. De regresso ao México, ingressou no curso de Direito da Universidade Nacional mas, ambicionando vir a tornar-se poeta, não chegou a obter o seu diploma. Estreou-se em 1933 com a publicação da sua primeira coletânea de poemas, Luna Silvestre.
Em 1937 partiu para Espanha, com o intuito de tomar assento no Segundo Congresso Internacional de Escritores Anti-Fascistas, a decorrer na cidade de Valencia, mas acabou por combater nas fileiras republicanas durante a Guerra Civil Espanhola. Teve ocasião de conhecer colegas como Ilja Ehrenburg, André Gide e André Malraux. Simpatizando com os ideais comunistas, publicou nesse mesmo ano de 1937 Bajo Tu Clara Sombra y Otros Poemas e No Pasarán! obras que refletem as suas experiências em solo espanhol. Em 1938 participou na fundação de uma revista, Taller, que procurava estabelecer uma nova geração de escritores no México, ansiando pela liberdade em tons de surrealismo. Em 1943 viajou até aos Estados Unidos da América munido de uma bolsa atribuída pela Fundação Guggenheim, tomando contacto com a poesia modernista na Universidade de Berkeley.
Em 1945 entrou ao serviço do Corpo Diplomático Mexicano e foi enviado para Paris, onde escreveu Liberdad Bajo Palabra (1949) e El Laberinto De La Soledad (1950). Publicou a sua primeira experiência em prosa poética em 1951, com o título Águila O Sol?, e em 1956 apareceu El Arco Y La Lira, um ensaio sobre as literaturas francesa e espanhola. Depois de ter composto Piedra De Sol (1957) e cumprido uma missão no Japão, Octavio Paz foi nomeado embaixador do México na Índia, em 1962. Acabou por se demitir em 1968, em sinal de protesto contra o massacre dos estudantes na Praça Tlateloco, que se manifestavam contra o governo pouco tempo antes dos Jogos Olímpicos do México.
Seguiu então uma carreira académica, marcada pela passagem por instituições de prestígio como as universidades de Cambridge e de Harvard, mantendo a atividade editorial. Foi galardoado com inúmeros prémios, entre os quais se destacam o Neustadt, em 1982, e o Nobel da Literatura, em 1990.
Octavio Paz faleceu a 19 de abril de 1998.

Octavio Paz. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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